Olá senhoras e senhores, bom dia. Sejam bem-vindos à videoconferência de resultados da Minerva referente aos resultados do segundo trimestre de 2026. Estão presentes hoje conosco o senhor Fernando Galetti de Queiroz, diretor presidente, e o senhor Edson Tickle, diretor de Finanças e Relações com Investidores. Informamos que a apresentação está sendo gravada e traduzida simultaneamente. A tradução está disponível clicando no botão Interpretation.
Para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de silenciar o áudio original em português, clicando em Mute Original Audio. Além disso, informamos que a apresentação está disponível para download no endereço r I ponto minerva foods ponto com na seção de apresentações. Durante a apresentação da companhia, todos os participantes estarão com o microfone desabilitado. Em seguida, daremos início à seção de perguntas e respostas. Para fazer perguntas por áudio, clique no ícone QAnnay e digite seu nome e a companhia.
Ao ser anunciado, uma solicitação para ativar seu microfone aparecerá na tela, e então você deve ativar o seu microfone para fazer perguntas. Perguntas em inglês devem ser enviadas apenas por escrito. Para realizar perguntas por escrito, digite a pergunta no botão QAnnay. Esclarecemos que eventuais declarações que possam ser feitas durante esta videoconferência relativas às perspectivas de negócios da Minerva, metas operacionais e financeiras, constituem-se em projeções da diretoria da companhia, que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que fatores políticos, macroeconômicos e outros fatores operacionais podem afetar o futuro da companhia e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras.
Para abrir a videoconferência dos resultados do segundo trimestre de 2026, passo a palavra para o senhor Fernando Queiroz, diretor presidente, que iniciará a apresentação. Por favor, senhor Fernando, o senhor pode prosseguir com a apresentação.
Apresentação
FQFernando Galletti de Queirozdiretor presidente
Bom dia a todos, E obrigado por participarem da teleconferência de resultados da Minerva Foods para o segundo tri de 2026. Encerramos o primeiro semestre de vinte e seis com um sólido conjunto de resultados operacionais e financeiros. Reafirmando a consistência e a disciplina na execução da nossa estratégia. Os resultados do segundo tri, reforçam a importância que a diversificação geográfica desempenha em nosso modelo de negócios, contribuindo para as reduções de riscos, ampliando a capacidade de arbitragem, e sendo um hedge para a geopolítica. Desde o início de vinte e seis, temos observado um cenário bastante desafiador marcado por alta volatilidade em diversas variáveis, incluindo restrições tarifárias, tensões geopolíticas e macroeconômicas.
Além do desafio logístico e climáticos. Ainda assim conseguimos manter uma performance operacional consistente e sustentada pela agilidade, e capacidade de execução do nosso time na adaptação às mudanças de mercado, e na captura de oportunidades. Vamos falar dos nossos principais desempenhos operacionais e financeiros do segundo tri de vinte e seis a partir do slide 2. Começando pela receita bruta que somou R$ 15,1 bilhões no segundo trimestre, e 61 bilhões no acumulado dos últimos doze meses. As exportações responderam por aproximadamente 60% da receita bruta consolidada, tanto no trimestre quanto na base anual.
Reforçando o seu papel fundamental na operação da Minerva Foods, e ratificando a atratividade do mercado internacional. Ao mesmo tempo, o mercado interno segue desempenhando um papel relevante, na composição dos resultados, contribuindo para a otimização de margens e maior estabilidade operacional. Tal desempenho, é suportado pela nossa capacidade operacional e comercial na América do Sul, que por meio de um footprint geograficamente diversificado nos permite arbitrar mercados, e capturar oportunidades na distribuição no continente especialmente no Brasil. Esse modelo dinâmico, baseado no redirecionamento de volumes entre diferentes origens, assegura maior agilidade na resposta às mudanças, nos cenários de oferta e demanda. Fortalecendo a resiliência operacional, e a eficiência comercial em todas as regiões em que atuamos.
Voltando aos números, nesse segundo tri de vinte e seis, registramos uma receita líquida de 14,1 bilhões. Enquanto no acumulado dos últimos doze meses, a receita líquida totalizou R$ 57 bilhões. Marcando mais um recorde na história da companhia. Nossa rentabilidade operacional, aqui demonstrada no EBITDA, totalizou R$ 1,2 bilhões no segundo tri de vinte e seis, com margem de 8,7%, nos últimos doze meses. O EBITDA da Minerva alcançou 4,9 bilhões, perfazendo uma margem de 8,6%.
Com o reflexo do sólido desempenho operacional e financeiro, o resultado líquido segundo o TRID vinte e seis, foi de R$ 197 milhões, acumulando cerca de 284 milhões, no primeiro semestre de vinte e seis, e totalizando cerca de 489 milhões, nos últimos doze meses. Por fim, em relação à estrutura de capital, encerramos o trimestre em patamares saudáveis com uma alavancagem líquida de dois ponto nove vezes dívida líquida EBITDA. Adicionalmente mantivemos uma sólida posição de caixa, de aproximadamente 15 bilhões em linha com nossa política de liquidez, o que nos proporciona segurança e flexibilidade diante dos desafios de mercado. Mais à frente, o Edson discutirá, em maiores detalhes, a performance financeira da Minerva Foods. Vamos passar agora para o slide 3 com mais alguns destaques do período.
Quero iniciar a discussão, com uma das nossas prioridades estratégicas, o aperfeiçoamento da estrutura de capital. Ao longo do primeiro semestre, realizamos resgate e cancelamento de US$ 166 milhões do bonde de vinte e oito, e 67 milhões relativos ao bonde de 2031. Totalizando cerca de US$ 233 milhões ou, R$ 1,2 bilhões. Esse movimento contribuiu para o alongamento do perfil de vencimentos, e o fortalecimento do nosso balanço. Além, das iniciativas no mercado internacional de dívida, fizemos ainda, a recompra de CRAS no mercado local, em um total de R$ 66 milhões.
Ainda dando continuidade à nossa estratégia de gestão de passivos financeiros, destacamos as iniciativas recentes nos mercados de capital local e internacional. No mercado local, concluímos a emissão de uma debênture de R$ 1,5 bilhões em duas séries, com prazo de três e cinco anos. O que viabilizou o resgate antecipado de aproximadamente 500 milhões, em notas comerciais, contribuindo para o alongamento do perfil da dívida. Já no mercado internacional, realizamos a emissão do bonde de 2036, no valor de US$ 600 milhões, com prazo de dez anos e recursos destinados à amortização de vencimentos de curto prazo. Em conjunto, essas iniciativas reforçam a execução da nossa estratégia de gestão de passivos.
Contribuindo para o alongamento do perfil da dívida, a redução do custo financeiro e o fortalecimento da nossa estrutura de capital. Conforme antecipado, o Edson detalhará essas iniciativas mais adiante na nossa apresentação. Vamos agora aos destaques de sustentabilidade, um dos pilares dos nossos modelos de negócio. Ao longo do período, a companhia divulgou a décima quinta edição do relatório sustentabilidade, ano base vinte e cinco. O documento foi elaborado seguindo as diretrizes globais de relato ESG, entre elas Global Report Initiative, e Sustainability Accounts Standard Board.
Vale ressaltar, que o relatório também passou por uma verificação externa independente, e que as informações contidas, são multidisciplinares e reforçam a transparência da Minerva Foods na comunicação com todos os seus stakeholders. Outro destaque importante, é que pelo sexto ano consecutivo, a Minerva Foods foi incluída na carteira do índice de sustentabilidade empresarial da b três, o ISI. Essa conquista reforça o nosso pioneirismo e o reconhecimento do mercado às nossas melhores práticas de ESG, e à gestão sustentável dos negócios. Adicionalmente a Minerva alcançou 100% de conformidades na auditoria externa do compromisso público da pecuária. Resultado que reforça a solidez dos controles socioambientais adotados pela companhia na aquisição de gado, na fronteira do bioma da Amazônia.
A conformidade integral com os critérios do CPP, evidencia a capacidade da companhia de traduzir seus compromissos públicos em procedimentos operacionais, verificáveis e auditáveis, contribuindo para a mitigação de riscos ambientais, regulatórios, reputacionais e de acesso a mercados. O desempenho também reforça, a governança da estratégia de sustentabilidade e a resiliência do modelo de negócio, diante da exigências socioambientais cada vez mais rigorosas. Avançamos também com o programa Renov, que no segundo trimestre iniciou seu ciclo anual de certificação. Concluímos as análises de elegibilidade, e a verificação geoespacial das fazendas participantes, garantindo a total conformidade com os protocolos carbono reduzido e carbono neutro. Além disso, concentramos o esforço nas expansões dos programas e engajamento dos nossos parceiros no Paraguai, Uruguai e Brasil, além do engajamento de novos parceiros na Argentina.
Em conjunto, esses avanços reforçam a evolução da nossa agenda e s t, ao conectar produtividade, gestão de risco, geração de valor em toda a cadeia produtiva, e evidenciam o fortalecimento das nossas práticas em gestão climáticas, governança, transparência e desenvolvimento humano. Agora, vamos avançar para o próximo slide e falar um pouco sobre nossa performance comercial. Na parte superior do slide, apresentamos o detalhamento da receita bruta por destino no segundo plead vinte e seis. A região das Américas Central e do Sul totalizam 36% de participação da receita bruta da companhia. Com destaque para o Brasil que alcançou um share de aproximadamente 20%.
Na sequência, a Ásia representou 26% da receita no período, com China, como principal destino, respondendo por 18%. A América do Norte concentrou 15% da receita sendo os Estados Unidos o principal mercado da região, com 10% de participação. Para o Oriente Médio foram destinados 8% da receita no período. E por fim, a União Europeia e os países do leste europeu que apresentaram participações semelhantes, com cerca de 6% cada. Quero destacar novamente a importância das nossas operações de distribuição, especialmente no Brasil.
Nossa estratégia de diversificação na América do Sul, os torna flexível para direcionar volumes entre diferentes mercados, capturando oportunidades de arbitragem e sustentando o patamar de rentabilidade, mesmo em um ambiente de altíssima volatilidade. Essas oportunidades de flexibilidade nos permitem extrair massa e eficiência comercial e operacional. Nesse contexto, o mercado interno desempenha um papel importante na composição dos resultados, contribuindo para a maior estabilidade operacional e otimização das margens. Essa flexibilidade operacional, fortalece a nossa capacidade de adaptação aos ciclos de oferta e demanda, aumentando a eficiência comercial em todas as regiões em que atuamos. Dando continuidade à análise da nossa performance comercial, vamos detalhar a evolução dos nossos fluxos de exportação por região.
No quadro à esquerda, apresentamos o desempenho das exportações de carne bovina no segundo dia vinte e seis. A Ásia manteve-se como o principal destino, respondendo por 43% das exportações do trimestre, com destaque para a China, que representou 36%. Na sequência, a América do Norte concentrou 19% das exportações, impulsionada majoritariamente pelos Estados Unidos, com 15% de participação. Em seguida temos as Américas Central e do Sul, com 12%, e o Oriente Médio com 9%. A União Europeia representa 8%, seguida pelos países do leste europeu com 6% e pela África com 3%.
Olhando agora para o acumulado do ano, a dinâmica permanece consistente. A Ásia segue como o principal destino, como 39% das exportações, sendo a China responsável por 32%. A América do norte, aparece na sequência, com 18%, liderada pelo Estados Unidos, com 13%. Na sequência temos a América Central e do Sul, e o Oriente Médio, ambos com 11% cada seguidos pela União Europeia com nove, e o leste europeu com 8%. África com 4% da receita das exportações.
No lado direito do slide, destacamos o perfil das exportações de ovino nas operações da Austrália e do Chile. No segundo trimestre de vinte e seis, a América do Norte permanece como principal destino, com 38% de participação, sendo Estados Unidos o maior mercado com 34%. Na sequência, a Ásia responde por 34%, com a China na posição de principal destino da região, enquanto a Europa responde por 16% e o Oriente Médio por 6%. Nos últimos doze meses o cenário permanece semelhante com a América do Norte, liderando com 40%. Seguido pela Ásia, com 31%.
Europa com 16% e o Eriting Medicom com 7%. Em conjunto, esses resultados reforçam a solidez da nossa plataforma de exportação, e a consistência da nossa execução, sustentando níveis de rentabilidade mesmo em um ambiente de forte volatilidade e limitações logísticas. Ao mesmo tempo, evidenciam a dinâmica atrativa do mercado internacional, apoiado por restrições estruturais de oferta e por níveis consistentes de demanda. Essa performance se reflete diretamente na evolução da nossa receita, que passamos a detalhar no slide 5. O mercado externo, segue como protagonista no nosso desempenho, refletindo a relevância nas exportações na composição da receita.
No segundo trimestre, as exportações representam 62% da receita bruta, alcançando 65% nos últimos doze meses. Apenas reforçando, que, nessa matemática, não consideramos a divisão de outros. Quando analisamos por operação, Brasil destinou 64% da produção à exportação no trimestre, alcançando 66% nos últimos doze meses. Nas operações da América Latina, ex-Brasil, o perfil é semelhante, com 58% no trimestre, e 63% no período. Passando para o lado direito do slide, apresentamos a abertura de receita por origem.
O Brasil segue como principal vetor operacional, com 57% da receita bruta, tanto no trimestre, quanto nos últimos doze meses. Na sequência, o Paraguai contribui com 12% no trimestre, e 11% no período de doze meses. O Uruguai teve participação de 11%, tanto no trimestre, quanto nos últimos doze meses. A Argentina representou 8% no segundo trimestre de vinte e seis, e 9% nos últimos doze meses. Já a Austrália, respondeu por aproximadamente 5%, tanto no trimestre como na base anual.
Enquanto a Colômbia contribuiu com 4% no segundo tri de vinte e seis, e 3% no acumulado de doze meses. Por fim, a rubrica outros relacionada à divisão de trading, respondeu, por 4% da receita, tanto no trimestre quanto nos últimos doze meses. Antes de avançarmos, para os destaques financeiros, gostaria de falar um pouco mais sobre o cenário global do setor de proteína animal. Seguimos operando em um ambiente de elevada volatilidade, influenciada por fatores geopolíticos, e pela dinâmica do ciclo pecuário em importantes regiões produtoras, como os desafios à recomposição do rebanho norte-americano. Ainda assim, os fundamentos do setor permanecem construtivos, sustentados por um cenário de oferta global, estruturalmente mais restrita, e por uma demanda consistente por alimentos, que tende a se intensificar em momentos de maior incerteza geopolítica como o atual.
A despeito do início de uma fase de menor oferta no Brasil, a América do Sul segue consolidando sua relevância como principal produtora global de proteína bovina. Esse protagonismo é acentuado pela restrição de ofertas em players estratégicos, como os os Estados Unidos, que enfrentam uma escassez de animais, e são impactados pelo custo de produção estruturalmente elevados. O mercado asiático além da China, os países do sudeste asiático como Indonésia, Malásia, Filipinas e Vietnã, seguem como polos fundamentais de consumo. Vemos esse dinamismo refletido no nosso mix de venda, impulsionado por uma demanda aquecida que vem sustentando o forte movimento de preços ao longo do ano. Olhando para a frente, enxergamos oportunidades estruturais relevantes, como o avanço de acordos comerciais, a exemplo das associativas Mercosul, União Europeia e das conversas com o Canadá, frentes que tendem a ampliar o acesso ao mercado para as exportações sul-americanas.
Nesse contexto, a nossa competitividade sustenta-se na diversificação geográfica, em uma plataforma operacional estrategicamente distribuída pela América do Sul. Esse footprint, nos dá agilidade para habitar produção e otimizar rotas comerciais, diante de volatilidades tarifárias, sanitárias ou logísticas. Em um ambiente global, de maior incerteza geopolítica, a segurança alimentar ganha relevância central, e sustenta uma demanda altamente resiliente por proteína. Diante disso, a Minerva Foods está estrategicamente posicionada para capturar valor, focada, e combinando com a escala, eficiência e flexibilidade operacional, sempre com rigorosa disciplina de capital e compromisso irrestrito com a solidez do nosso balanço. Passo agora a palavra ao Pedinho, para que ele possa falar um pouco mais sobre os destaques financeiros do trimestre.
PEPedinho
Obrigado, Fernando, vamos iniciar no slide 6. Slide 6 aí começando pela receita líquida e conforme foi adiantado pelo Fernando, a gente atingiu 14 bilhões no segundo tri de vinte e seis, um crescimento de 5% quando comparado ao primeiro tri. Nos últimos doze meses encerrados em junho, receita totalizou cinquenta e sete bi, uma alta de 29% ano contra ano, e o maior patamar já registrado pela companhia. O PIBDA ajustado do segundo tri foi de 1,2 bilhões, crescimento de 10% na comparação trimestral, e margem de oito ponto sete. Nos últimos doze meses o PIBDA consolidado totalizou quatro ponto nove bi, uma alta de 22% ano contra ano, e a margem encerrou o período em 8,6%.
Acho que vale dizer que esse desempenho reforça a disciplina que a gente tem tido na execução operacional, na execução financeira nos últimos trimestres, mesmo no ambiente global extremamente volátil e desafiador. Vamos agora para o slide 7 falar de alavancagem. A gente encerrou o trimestre com alavancagem líquida de dois ponto nove vezes, o indicador de dívida líquida ITIBIDA, refletindo o impacto dos investimentos em capital de giro, ao longo dessa desse primeiro semestre de vinte e seis, e que devem contribuir para performance da companhia agora no segundo semestre desse ano. Que eu tenho que ressaltar que mesmo nesse ambiente de volatilidade a integração dos novos ativos segue expandindo escala de receita e EBITDA, além de destravar sinergias e ganhos de eficiência que a gente tem demonstrado a cada trimestre. Essa evolução operacional combinada com a recuperação da rentabilidade, ela tem sido fundamental para o fortalecimento contínuo da estrutura de capital.
Uma trajetória que a gente acompanha no detalhe desde o início da integração no final de 2024, e reafirma o nosso compromisso com uma rigorosa disciplina financeira e de gestão da nossa estrutura de capital. Vamos agora para os próximos slides falar de resultado líquido e fluxo de caixa operacional. Começamos por um lucro líquido que alcançou 197 milhões no trimestre, e 489 milhões nos últimos doze meses. Esse resultado ele reflete o nosso esforço contínuo em busca de excelência operacional e financeira, e também traduz os ganhos de eficiência e sinergia que a gente obteve operando os novos ativos. Do lado direito do slide, a gente tem o fluxo de caixa operacional que encerrou o trimestre negativo em 55 milhões, impactado pela alocação de capital de giro, feita não apenas nesse trimestre mas desde o início do ano.
Nesse trimestre ela passou de R$ 1 bilhão como vocês podem ver. Como eu mencionei anteriormente a maturação dessas iniciativas vai certamente impulsionar o desempenho da companhia no segundo semestre desse ano. No acumulado dos últimos doze meses o fluxo de caixa operacional, ele segue positivo em aproximadamente quatro bi. Vamos agora para o slide de nove falar de fluxo de caixa. Então fazendo o, do fluxo de caixa do segundo tri a gente começa com uma embidade um ponto dois bi, daí na sequência a gente mostra um consumo de capital de giro de um ponto um bi, que foi impulsionado sobretudo pelas rubricas de contas a pagar, que perfez um total de 610 milhões, e a rubrica de estoques, que contabilizou 252 milhões.
Esse movimento, ele reflete a nossa forte atuação no mercado chinês, onde o ciclo de recebimento é mais alongado, o ciclo de conversão de caixa portanto, é mais longo. E com a forte concentração das vendas no segundo tri de vinte e seis, isso acabou deslocando o ciclo financeiro para o terceiro tri. Então você tem que investir o capital de giro, principalmente no segundo tri, para começar a obter a receita e portanto o resultado dessas vendas a partir do terceiro tri, principalmente no terceiro e quarto tri. Sendo assim eu acho que cabe ressaltar que esse movimento tem um impacto positivo direto no terceiro tri, como a gente viu por exemplo no ano passado, tanto na receita quanto na geração de EBITDA, mas principalmente na liberação de capital de giro. Adicionalmente como eu já mencionei, a recomposição de estoques, e também de ativos biológicos a gente está expandindo operações de confinamento, próprio e e com suporte para animais de terceiros não só no Brasil mas principalmente no Paraguai e na Argentina, isso tem sido uma vantagem competitiva bastante importante.
Mas essa recomposição de estoques e também de ativo biológico no primeiro semestre, ela busca capturar a melhora de preços, tendo como principal foco a demanda do mercado americano, o que também dá um suporte bastante importante para o nosso desempenho no segundo semestre desse ano. Voltando ao BeautyUp, a gente registrou também um Capex de aproximadamente 200 milhões, concentrado 85% em investimentos de manutenção, e os outros 15% em alguns projetos específicos de expansão orgânica das operações. Vale ressaltar que a gente tem sinalizado desde o ano passado, que após os investimentos iniciais em estruturas de novos ativos, o nível de Capex ia acabar se reduzindo e voltando ao patamar orgânico analisado ao redor de R$ 900 milhões a R$ 1 bilhão, conforme a gente pode ver nesse trimestre. Para finalizar, o resultado financeiro base caixa foi negativo em 565 milhões, e assim a gente encerra o trimestre com um consumo de caixa da ordem de 611 milhões, de novo, totalmente derivado de um investimento de mais de R$ 1 bilhão em capital de giro nesse trimestre.
Quando a gente olha para o acumulado dos últimos doze meses, o fluxo de caixa livre foi positivo em 636 milhões, então quando a gente olha um ano fechado, tendo o primeiro semestre desse ano e o segundo semestre do ano passado juntos, a gente tem uma uma métrica um pouco mais normalizada do que é o desempenho da companhia em doze meses.
Então fazendo o Build Up a gente parte de uma EBITDA de quatro ponto nove bi, um resultado financeiro base caixa negativo em dois ponto nove bi, um Capex de um ponto dois bi e um consumo de capital de giro de aproximadamente 87 milhões no período ou seja praticamente zerado. Com isso a gente alcança uma geração de caixa livre de 636 milhões, na base anual. Vale mencionar que desde 2020 a companhia acumula aproximadamente R$ 7,5 bilhões em geração de caixa livre, o que confirma a excelência da performance operacional, comercial e principalmente a disciplina financeira. Vamos agora para o slide 10 para discutir o bridge da dívida líquida.
PParticipante 4
Então o trimestre anterior a gente encerrou com uma dívida líquida de treze ponto sete bi. Se a gente fizer o no endividamento, vocês vão ver que o endividamento sobe aproximadamente 600 milhões, totalmente derivado do consumo de caixa do trimestre, então a gente parte de treze ponto sete, adiciona 611 milhões do consumo de caixa, daí a gente tem um efeito de 48 milhões da variação cambial que reduz a dívida e um efeito de aproximadamente 100 milhões, não caixa que aumenta a dívida então, quando a gente faz a somatória de tudo isso, a gente sai de uma dívida de treze ponto sete, acaba o tri com uma dívida de quatorze ponto três. Vamos passar agora o próximo slide para falar mais sobre a estrutura de capital da companhia. Como eu falei anteriormente, a alavancagem líquida mensurada pela ação dívida líquida EBITDA encerrou o trimestre estável em dois ponto nove vezes, seguindo a nossa estratégia conservadora de gestão de caixa e de liquidez, a gente encerrou o trimestre com uma posição extremamente confortável de aproximadamente R$ 15 bilhões em caixa, e um duration médio de dívida, de quatro contra os três anos.
Hoje cerca de 81% da nossa dívida está concentrada no longo prazo, como vocês podem ver, no fluxo de amortização que a gente apresenta na parte inferior do slide.
Falando do perfil de endividamento, cerca de 70% da dívida está exposta à variação cambial, mas eu lembro vocês que a gente tem uma política de rede ativa, que a gente segue à risca e que hoje determina que a companhia tenha no mínimo 50% da exposição de longo prazo protegida. Eu quero aproveitar esse momento também para detalhar nossas iniciativas na gestão de estrutura de capital, então desde o início do ano a gente tem atuado forte, e de forma proativa na gestão dos passivos. Em janeiro a gente exerceu o e e resgatou o bonde 2028, em um montante de US$ 166 milhões, cerca de aproximadamente R$ 900 milhões. Ainda no primeiro semestre a gente efetuou recompra e cancelamento de aproximadamente, US$ 67 milhões ou R$ 340 milhões, do bonde 2031, quando a gente soma essas duas operações, significa uma redução de um ponto dois bi, feita através de resgate de títulos de dívida no mercado internacional.
A gente também tem atuado no mercado local, nós aproveitamos uma distorção de preços que aconteceu aí nos últimos trinta, quarenta dias e recompramos cerca de 66 milhões em títulos de dívida em moeda local, e a a grande oportunidade de você manter uma política de liquidez conservadora, é exatamente estar preparado para aproveitar arbitragens e oportunidades geradas pela volatilidade não é de mercado principalmente em um ambiente como esse que a gente está vivendo, elevada taxa de juros, uma elevada incerteza, e bastante oportunidade nesse mercado, inclusive no mercado de renda fixa.
Quando a gente olha um período mais abrangente desde o início de vinte e cinco, a gente já concluiu a recompra e o cancelamento de aproximadamente US$ 620 milhões, ou três ponto quatro bi, em diversas iniciativas de liability management. Ainda no no contexto da gestão do balanço, a gente concluiu nesse trimestre a emissão de debêntures no valor de um ponto cinco bi, duas séries com vencimento de três e cinco anos, e o que nos possibilitou a recompra antecipada, de R$ 500 milhões em notas comerciais que eram mais curtas e com, e com, com custo mais alto. O que ajudou no alongamento do perfil da dívida. E como todo mundo sabe, a gente atuou no mercado internacional em abril, fizemos uma emissão do bonde de dez anos, vencimento 2036, valor de US$ 600 milhões, os recursos destinados à amortização e aperfeiçoamento da estrutura de capital da companhia. Eu volto a destacar que a nossa atuação em Labirit Management segue em linha com o compromisso de reforçar o balanço, buscar uma estrutura de capital mais eficiente, menos onerosa e com um perfil de dívida mais alongado.
Para encerrar eu queria agradecer todo o time da Minerva Foods pelo empenho, dedicação, comprometimento, que nos permitiram entregar resultados consistentes e sustentáveis nesse segundo trimestre de 2026, mesmo em um ambiente global muito mais desafiador, e muito mais volátil. A gente segue confiante na execução da nossa estratégia, na força do nosso plano de negócios, que é sustentado principalmente pela nossa diversificação geográfica que é única, e pela solidez do nosso modelo operacional, comercial, e a nossa disciplina financeira. Agora eu devolvo a palavra para o operador para gente iniciar a sessão de perguntas e respostas, muito obrigado.
Perguntas e respostas
OPOperador
Obrigada. Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Lembrando que para fazer perguntas por áudio, clique no ícone QAnnay e digite o seu nome e a companhia. Ao ser anunciado, uma solicitação para ativar o seu microfone aparecerá na tela. E então, você deve ativar o seu microfone para fazer as perguntas.
Pergunta 1Gustavo Troiano, Itaú BBA
OPOperador
A primeira pergunta vem de Gustavo Troiano, do Itaú BBA.
GTGustavo TroianoItaú BBA
Bom dia Fernando, Edinho, obrigado pelas perguntas. Tem tem dois pontos aqui que a gente queria explorar, o primeiro, sobre a curva de desalavancagem agora no segundo semestre, não é? E a gente entende que o primeiro semestre costuma ter um consumo de giro um pouco maior e sazonalmente o EBITDA também costuma ficar em patamar um pouco abaixo do do segundo semestre. Mas, eu queria entender um pouquinho da, da curva, não é, do capital de giro olhando para o segundo semestre, se vocês esperam que essa liberação siga uma curva que a gente viu no ano passado, não é, bastante concentrada ali no terceiro trimestre, que é a que acabou ajudando na desalavancagem logo no terceiro tri não então entender um pouquinho dessa, desse consumo ao longo do segundo semestre. Principalmente tendo em vista que pode ter uma mudança de mix de destino aqui com todas as realocações, preenchimento de cota de China, Europa também, enfim, para entender um pouco dessa dessa dinâmica ao longo do segundo semestre, não é?
E a segunda pergunta também nesse contexto, focando aqui na expectativa do patamar nominal de EBITDA no segundo semestre, Usualmente a gente costuma ver o, um segundo semestre um pouco mais forte não mas dado que tem todas essas dinâmicas de realocação, não é para China e Europa principalmente, eu queria ouvir de vocês se vocês ainda esperam não que o segundo semestre tenha um patamar de EBITDA nominal, parecido com a sazonalidade que a gente está acostumado a ver, não entregando o EBITDA mais forte ali conforme a gente vai chegando para o final do ano, ou se as realocações eventualmente podem acabar, não é, gerando algum prejuízo versus a sazonalidade histórica, está? Obrigado, pessoal.
PEPedinho
Tudo bem, Gustavo? Bom, vamos lá. Tua primeira pergunta, cara, assim, a gente espera um padrão parecido com o que foi o segundo semestre do ano passado, ou seja, a realização desses estoques e dessas vendas ocorrendo majoritariamente no terceiro tri, mas alguma coisa deve rolar para o quarto tri também. Em termos de números, o nosso fechamento de estoque do, é a fotografia de trinta de junho, tinha muita coisa na água que acabou ficando no cut-off, que vocês não veem nos números, mas se você pegar a minha posição de estoque hoje, ela é ela é ainda maior do que era em trinta de junho, o que dá a possibilidade de ter uma realização de estoques de até três bi a gente acha, no curto prazo aí no terceiro tri, e talvez um pouco mais do que isso se a gente somar terceiro e quarto tri, se a gente transformar esses números em geração de caixa livre, e redução de alavancagem, a gente pode ter uma redução de alavancagem de zero cinco, zero seis vezes, ou seja essa alavancagem vim para um patamar de dois ponto dois, dois ponto três vezes já no final desse ano.
E isso eu estou, eu estou sendo bastante conservador, eu estou falando baseado no que a gente espera que seja o desempenho, muito em cima do que foi o desempenho do segundo trimestre, do segundo semestre do ano passado.
Acho que pode ter algum upside nessas nesses números que a gente acabou de de citar. Sobre o EBITDA, se você pegar no primeiro semestre a gente somou dois trezentos e cinquenta, aproximadamente de EBITDA. Se gente fizer uma conta pelo histórico, o quanto é o primeiro semestre representa do EBITDA do ano, e e aplicar isso para esse ano, você vai chegar em um número que o ano fechado vai dar até acima de cinco bi, de EBITDA então, como a gente espera manter o mesmo o mesmo padrão histórico dos últimos anos, é muito fácil fazer a conta do que a gente espera aí para o para o final do ano, mesmo tendo alguma redução de margem como a gente está vendo nesse nesse ano contra o ano passado em função do aumento principalmente do aumento do preço do gado, se você projetar com a mesma margem bruta e a e uma margem EBITDA parecida, usando a sazonalidade normal de segundo semestre, você vai chegar em um número aí perto de 5.000, até acima de 5 bilhões para o ano fechado.
GTGustavo TroianoItaú BBA
Obrigada Dinho, está claro.
Pergunta 2Leonardo Alencar, XP Investimentos
OPOperador
A próxima pergunta vem de Leonardo Alencar da XP.
LALeonardo AlencarXP Investimentos
Dia Fernando, com Jackson, obrigado pela pergunta. Até já agradeço um pouco dos detalhes que você tem em relação à dinâmica de de estoque. Só um follow-up nesse ponto não é, você falou a respeito da posição no segundo trimestre que vai ser consumida ali no terceiro trimestre. E a dinâmica de cota China é uma coisa que está realmente difícil da gente entender. Existe alguma coisa já composta no estoque de vocês hoje pensando em em embarques para cota de 2027 da China, algo que vai ser mais para q quatro apenas, ou é realmente é mais uma dinâmica de curto prazo, mais uma dinâmica de vendas de curto, nada de posicionamento estratégico?
Esse seria um um follow-up desse ponto de estoque. E o segundo ponto, a seu ponto Edson em relação ao way way way data está está bem encaixado, a gente entende a dinâmica de sazonalidade, foi até uma surpresa ver essa melhora sequencial aí em um trimestre que normalmente é mais fraco então, de certa maneira isso é bem positivo. Mas a gente tem visto também uma dinâmica desafiadora do lado de originação.
PParticipante 1
Os abates até caíram,
LALeonardo AlencarXP Investimentos
expectativa de queda no abate é em julho, e apesar da queda do abate, boi subiu, está pensando mais aqui no mercado do Brasil, claro. E você poderia passar um pouco de granularidade para gente o que que vocês têm de, desses pontos que você citou em relação a gado e confinamento ou hedge, termo, quanto disso que já está realmente travado para segundo semestre, quanto que já está garantido assim de, de produção para segundo semestre, pelo menos é uma leitura de, previsibilidade do lado de custo para segundo semestre, são esses dois pontos.
PParticipante 1
Cara,
PParticipante 5
Leo, previsibilidade
PEPedinho
de custo, você sabe muito bem que você não consegue travar toda a sua necessidade de gado, a gente trava o máximo possível, mas tem uma grande parte que a gente fica exposto à flutuação de mercado. Eu não vou te dar o que que eu tenho travado, o que que eu tenho de termo e tal, porque isso é uma informação estratégica nossa. O que eu posso te dizer é que tem muita volatilidade, agora de a gente espera muita volatilidade
PParticipante 1
agosto,
PEPedinho
setembro e outubro, como você teve em julho, por diversos fatores. Primeiro que você tem vai ter mais boi de confinamento vindo agora, a gente acha que o número de bois vindo de confinamento é maior do que o ano passado. Você tem o segundo fator que é a cota da China, ela bateu 90% na segunda-feira, mas ela vai estar completamente feita nos próximos dias, semanas. E tem um terceiro fator, o Fernando vai responder o início da tua pergunta, mas eu só queria frisar uma coisa. Às vezes vocês confundem que a gente é uma empresa estritamente brasileira.
Gente, Brasil é 55% da nossa receita. 45% é fora. A China, se a China fechar para o Brasil, eu vou eu vou eu vou explodir na Argentina, no Uruguai e na Colômbia. A gente vai ter o mesmo volume do ano passado de China, se não maior, porque a gente tem as outras origens. Então o fato do Brasil fechar não é necessariamente ruim, ou o Brasil cumprir a cota, não é necessariamente ruim para nós, agora eu acho que está difícil entender essa empresa é uma empresa diversificada, que ela tem plantas em outras geografias, e essas geografias na margem têm até uma competitividade maior para acessar o mercado chinês por exemplo, do que a própria a própria operação brasileira.
Então assim, tem que ter isso em mente. Quando faz a pergunta e e insinua que pô, agora a gente está em uma situação ruim porque, pô a China vai fechar, e aí o que que você vai fazer com o Brasil? Tem outro ponto, as nossas plantas de China, todas, praticamente todas são aprovadas para Estados Unidos também, que é o segundo mercado mais relevante. Se você olhar nas outras empresas, tirando talvez as três grandes, ninguém tem isso. Então você tem um clube ainda mais restrito que acessa o mercado americano, em um momento em que ninguém vai estar acessando China, provavelmente essa carne vem para o mercado interno.
Você é um cara que entende bastante de correlação, você sabe que tem a correlação quase unitária de preço de carne no mercado doméstico com preço de boi. Se você tiver uma oferta maior de carne no mercado doméstico, eu não preciso ensinar como é que funciona a curva de oferta e demanda, provavelmente o preço vai se equilibrar em um patamar mais baixo, preço do gado, e a gente e as outras empresas que têm acesso ao mercado americano, porque é um clube muito mais restrito, vão conseguir se beneficiar dessa arbitragem. E aí eu estou falando só de Brasil, mas você esquece que a Argentina por exemplo ela acessa Estados Unidos sem tarifa, por uma cota de 80.000 toneladas ano. Você esquece que o Uruguai, Argentina e Colômbia acessam China em uma condição diferente de Brasil. Então tem que olhar o Foodprint e a diversificação da Minerva como um todo, e não ficar só batendo em um fato no Brasil, porque a gente está localizado no Brasil e a gente só lê jornal do Brasil.
Fernando responde aí. Nossa, acho que a questão da diversificação geográfica Leo, é um dos pontos de ser analisados, e é de ser tomado em consideração, quando a gente faz a análise da Minerva.
FQFernando Galletti de Queirozdiretor presidente
Aí eu, você falou o seguinte, o que que está acontecendo no mercado interno? O mercado interno, devido às exportações que foram grandes, o mercado interno brasileiro está muito mais arbitrado com o mercado internacional. Então, o Brasil para para Minerva, ela é parte do que nós colocamos aqui, vocês olham o percentual de mercados internos como como evoluiu, mas grande parte do que a gente coloca no Brasil também, ele vem das nossas operações outras dos países da América do Sul. Então a gente traz produtos do Uruguai, do Paraguai, da Argentina, para um mercado interno cada vez mais pujante, especialmente nesse momento que você teve uma redução de abates. A resposta sobre fazer estoque China, embarcar, a resposta é não.
Implícito na resposta do Para próxima cota. Da próxima cota.
PEPedinho
É, só só só você para bem porque, daqui a pouco vamos dizer que a gente diz que não tem estoque nenhum na China.
PParticipante 1
Nós temos, pelo
PParticipante 3
amor de
PParticipante 1
Deus.
FQFernando Galletti de Queirozdiretor presidente
Devido à à parte da salvaguarda, nós antecipamos e o sistema firsting first surf nós antecipamos os embarques para China, e nós, dentro das operações, parte da estratégia do Minerva, nas operações downstream, então a gente deu um passo na China, para estar mais perto dos clientes tendo estoques nossos na China. Mas, para cota vinte e sete, não. Nós estamos hoje fornecendo um pouco mais para China, das outras origens como o Edinho colocou então não há uma necessidade, há um suíte de um local para outro. E aí você conhece a a casa bem não é Leo, você sabe como que a arbitragem geográfica entre as origens é uma das características que a gente tem, é um dos dos fóruns de gestão de risco da Minerva.
PParticipante 1
Está claro, obrigado
LALeonardo AlencarXP Investimentos
Fernando. E Edson só, acho bem pertinente o seu ponto em relação à participação de Brasil, mas a gente não tem a a talvez a mesma granularidade em relação às outras origens. Hoje você poderia dizer Brasil dentre as origens do grupo, é onde tem mais margem? Você acha que isso pode eventualmente mudar para o segundo semestre?
PParticipante 1
O o
PEPedinho
país que tem mais margem Uruguai, é onde a gente tem o custo de de gado mais competitivo, e os preços de venda é parecidos com a média dos outros países. Aí depois a gente tem muito próximo de Brasil, Argentina e o Uruguai em um patamar pior por causa do preço do gado. Mas em uma situação em que o Brasil não exporta mais para China Leo, e a China continua comprando desses países, naturalmente os preços vão subir. E aí a gente espera que por exemplo o Uruguai, faça um ketchup de rentabilidade. Mais do que isso, nos Estados Unidos a gente consegue uma rentabilidade parecida ou até maior do que está na China.
Então assim se tudo acontecer como a gente espera, na verdade, na margem é mais positivo para rentabilidade do que menos, porque você vai estar mantendo a mesma rentabilidade que você tem no Brasil e você vai estar melhorando por exemplo no Uruguai. Eu não estou nem falando de Argentina e Paraguai, estou focando só em Uruguai onde a rentabilidade realmente está muito pior do que as outras origens hoje. Então, eu acho que o segundo semestre, a capacidade que a gente vai ter de de fazer venda, pelos estoques que a gente construiu, pela estratégia que a gente teve, e pela dinâmica de preços e de mercado que a gente está vendo, a gente está otimista com a possibilidade de melhoria de rentabilidade para os próximos trimestres.
PParticipante 5
Excelente, muito obrigado.
Pergunta 3Mateus Infeld, UBS
OPOperador
A próxima pergunta vem de Mateus Infeld, do da UBS.
MIMateus InfeldUBS
Opa, bom dia Edson, obrigado pelo tempo. Acho que está bem claro a visão de vocês aí pelos próximos dois trimestres, mas eu queria talvez estender um pouco a visão para 2027, dado a volatilidade e tudo que tem de movin' porte, pouco a visão de vocês para as condições de contorno de 2027. Então, o Brasil tudo aparentemente tendo um pouquinho menos de disponibilidade de gado, a Austrália em um patamar ainda ainda bom, mas hoje o mercado precifica ou espera uma uma competição de resultado para o para o ano que vem. Então minha pergunta é, o que que vocês podem ajudar a gente a ter uma visibilidade do que vocês imaginam que que são as condições para para para 2027 nas diferentes regiões.
Essa é a primeira. E daí a segunda, meio nisso, e acho que vocês comentaram por cima, mas só para pegar um pouco a visão, é sobre as restrições de exportação do Brasil para Europa. Só tentar entender aí dentro do que do que a Minerva como um todo exporta para Europa, quanto sai de Brasil e poderia estar estar impactado sobre eventuais restrições de de gado brasileiro. São essas duas, obrigado.
PEPedinho
Cara, para para 2027 a gente não vê uma mudança tão diferente de cenário, a gente trabalha com um cenário muito parecido com a gente, com o de 2026, você tem uma um incremento na cota para China, ao redor de 10%, e você tem uma dinâmica de mercado, de preços e de oferta de carne bovina no mundo, se não igual, talvez até pior o ano que vem por causa da Austrália, a gente tem El Ninho, vocês sabem como isso impacta por exemplo, a seca na Austrália, você pode ter em um primeiro momento uma liquidação de rebanho por causa da seca, mas depois você tem uma falta e uma queda na produção, principalmente a partir do segundo semestre então, a gente acha que na média o ano de 2027 vai ser muito parecido com o vinte e seis, mas dado os eventos climáticos e os eventos de de ciclo pecuário nas diferentes regiões, a gente pode ter uma oferta ainda mais restrita de carne bovina, o que acaba beneficiando a América do Sul.
FQFernando Galletti de Queirozdiretor presidente
É eu acrescento no que o Edinho colocou, é que você tem uma série de mercados novos sendo abertos para a América do Sul, diferentes países, diferentes acessos, e isso é fruto de uma de um movimento, a Austrália começa a perder competitividade, a Austrália começa a perder volume, então vai ser, de novo, David Ricardo, a verdadeira vocação nossa aqui na América do Sul são só commodities entre elas carne bovina é uma das mais relevantes. A União Europeia para Brasil, o cenário é muito provável que nós vamos ter uma restrição de acesso ao mercado. Com essa restrição, o Brasil vai direcionar os seus produtos para outros locais, mas voltando na pergunta aí na questão do Leo, está, isso passa a ser extremamente, passa a ser, extremamente impactante, positivamente para para Argentina, Uruguai e Paraguai, que é onde que a diversificação geográfica do Minerva passa a a fazer, a a gerar valor. Então, sim é é provável que tanto o bovino quanto quanto aves tenham restrições na Europa. Não é a mesma situação no Reino Unido que tem uma um modelo diferente.
Mas o Brasil sem dúvida nenhuma deve redirecionar parte para outros mercados. Para Minerva, isso é um dígito da das das vendas para a Europa, e uma parte desse um dígito somente que é Brasil. Então para nós assim é um movimento natural de redirecionamento dos produtos que tradicionalmente vão para a Europa, que não são não são muitos cortes.
PEPedinho
E no pior cenário portanto o impacto é irrelevante.
Pergunta 4Tiago Duarte, BTG Pactual
OPOperador
Perfeito, obrigado. A próxima pergunta vem de Tiago Duarte, do BTG Pactual.
TDTiago DuarteBTG Pactual
Oi bom dia Fernando, bom dia Edson, bom dia a todos. Pergunta uma só, e e focada também em um em tema mais de balanço do que do operacional. Dinho, no no último no último tri, no primeiro tri não é, vocês tinham terminado com um caixa bem próximo dos dez bi que que nos parece ser o caixa mínimo não é, a compra lá de três meses de gado, e agora tive o, você falou bastante na tua fala inicial não é sobre política conservadora de caixa, quase quinze bi. Queria, a minha impressão vindo do outro call é que vocês já pensavam ou trabalhavam com a possibilidade de ficar mais próximo do caixa mínimo, ou de eventualmente até pensar uma uma política um pouco menos conservadora? Queria só um update nessa direção, ou se esses quinze bi têm muito a ver com o timing das tuas captações no mercado de dívida, a gente vai ver isso normalizando nos próximos três.
PParticipante 5
Obrigado.
PEPedinho
Tiago ótima pergunta cara. Isso mostra que a estratégia ela tem que se adaptar ao cenário não é? Se você pegar o que aconteceu principalmente no cenário de crédito, do início do ano para cá, houve uma deterioração muito importante aqui no Brasil. Começou fechando crédito para pessoa física e pequena e média empresa, a gente viu o balanço dos bancos com taxas de inadimplência subindo e a perspectiva para o segundo semestre é que elas piorem ainda mais. Mercado de capitais fechou tanto para equity mas agora fechou, e principalmente para crédito, depois dos eventos de crédito que a gente teve com grandes empresas brasileiras, não vou citar aqui mas todo mundo sabe todos os eventos que a gente teve aí nos últimos três meses, e os bancos agora muito mais conservadores com o crédito.
Então assim as linhas de capital de giro elas continuam super líquidas, super ofertadas e sem problema nenhum então as nossas linhas de risco sacado, as nossas operações de FIDC, com clientes estão todas rodando muito bem e e sem problema nenhum e com e com elevada oferta de crédito. Agora o crédito mais longo, ele ele acabou, ele cessou. E quando eu fiz a emissão do bond e fiz uma emissão de debênture, a ideia era usar esse dinheiro para fazer as rolagens que eu tenho nos próximos doze, dezoito meses. Eu poderia antecipar as rolagens, ou ir negociando uma a uma. Dado a situação de crédito, e dada um pouquinho da minha experiência de tesoureiro, eu resolvi deixar o dinheiro no caixa e ir fazendo as negociações de rolagem uma a uma então, em uma ambiente desse se você consegue rolar a taxas que são próximas dos spreads históricos, ok, você rola, segura o caixa e usa para pagar uma outra dívida mais cara.
Se as rolagens começam a ficar muito caras, você vai começando a usar o caixa para fazer esses pagamentos, e aí todo esse dinheiro que você captou, você acaba dando vazão no curto prazo, para fazer essas amortizações barra barra rolagens, então a gente está exatamente nesse processo. Então eu fiz as captações, enchi o caixa, você tem razão, a gente tinha uma estratégia de operar perto do que é o caixa mínimo lá, que é os três meses de compra de gado, que é aproximadamente dez, 11 bilhões hoje. Fizemos as captações, mas dada a mudança no cenário, a gente decidiu ser um pouco mais conservador, e é por isso que durante a minha fala eu falei bastante de de liquidez, de política conservadora de liquidez, porque eu acho que se tem uma das se tem alguma fortaleza na nossa política financeira aqui no Minerva nos últimos dezessete anos, que são por acaso quando eu sou responsável por isso, é que a gente sempre foi conservador, especialmente em cenários de elevada volatilidade.
TDTiago DuarteBTG Pactual
Está bom, e e só, de novo a razão da minha pergunta é mais pelo, pelo custo não é, o custo do carrego da tua dívida líquida é alto não é, por conta do do como você remunera teu caixa, visa vi o custo da tua dívida bruta. E parte disso é porque o teu caixa está, uma parte relevante dele está em dólar. Essa essa distinção você não pretende mudar, essa proporção?
PEPedinho
Não, não, não porque exatamente porque a gente está em um ambiente bastante volátil. Sobre o custo do caixa, quero te lembrar uma coisa que eu aprendi quando eu trabalhei aí no no no banco que você trabalha, O dinheiro mais caro é aquele que não existe.
PParticipante 5
Ah claro, obrigado.
Pergunta 5Laura Hirata, Santander
OPOperador
A próxima pergunta vem de Laura Hirata, do Santander. Bom dia Fernando, Edson, obrigada pelo espaço. Queria explorar na verdade um tema mais estrutural não é então, queria entender em um cenário não é de oferta de gado mais limitada aqui no Brasil, como que as estratégias atuais não é então, de confinamento, as parcerias que vocês têm com fornecedores, como que isso deve manter não é o fluxo de animais. E aí nessa linha, nesse tri e aí no comecinho do qual o Edson acabou comentando um pouco sobre a questão de confinamentos não é que vocês têm investido um pouco nisso no Paraguai e na Argentina, queria entender um pouco melhor não é sobre essa estratégia, esse modelo não é e qual que é a proporção que isso deve tomar dentro da Minerva? Obrigada.
FQFernando Galletti de Queirozdiretor presidente
Laura, uma boa pergunta, parte da nossa estratégia é a gente estar investindo mais em modelos. Existem modelos diferentes ideais para cada uma das regiões e para cada um dos países. Então, tem locais que, existe um incentivo para que você tenha essa integração, e nós estamos explorando isso cada vez mais. Existe locais que o incentivo não existe, nós estamos explorando mais parcerias. Então sim, parte da estratégia da Minerva, é estar mais posicionado no upstream, e no downstream como nós já mencionamos nas perguntas anteriores, especialmente nos mercados mais relevantes sujeitos à cota.
PParticipante 1
Obrigada. E aí só para também entender um pouco melhor sobre essa questão do, nesse trio vocês tiveram não é um pouco de, vocês tiveram que colocar um pouco de ativo biológico não é para esse para essa estratégia. Que que eu posso esperar não é dessa linha olhando para frente? E assim o quanto que, em quanto tempo mais ou menos eu consigo enxergar o benefício disso passando pelos resultados de vocês?
FQFernando Galletti de Queirozdiretor presidente
Não, você vai você vai ver ao longo do tempo esses esses benefícios. Sim, é parte da estratégia, você tem one shot no capital de giro porque depois do ciclo normal ele vai se renovando, então você tem one shot de impacto mas como eu disse, são modelos diferentes em diferentes países.
PEPedinho
Nesse nesse trimestre especificamente foram R$ 125 milhões de ativo biológico. O que que acontece? Se a gente segurar isso para uma rodada só de confinamento, ele acaba impactando positivamente em três ou quatro meses, porque você não tem o custo, o c m v da compra do gado, você usa o seu próprio gado, você economiza esse dinheiro. Se a gente continuar na estratégia de confinamento, demora mais um pouco para esse dinheiro voltar. Agora a decisão de se de continuar ou não, de um lado obviamente tem redução de capital, mas do outro é a rentabilidade, e a e o e o quanto isso melhora estruturalmente nossa nossa posição de compra de gado nas diferentes regiões.
Então vou te dar um exemplo, na Argentina, faz todo o sentido, tanto de vista de rentabilidade quanto da posição de sourcing de gado local, você ter uma posição importante de confinamento para gado próprio, que não precisa ser necessariamente gado próprio, mas tem que ser operação de confinamento próprio, onde você pode fazer Boitel por exemplo, receber gado de parceiros, e e usar a tua própria estrutura. Então isso é uma ferramenta que a gente vai usar cada vez mais, porque ela nos dá previsibilidade de fornecimento, qualidade de matéria-prima, e em certa medida ajuda também na compra de gado.
Pergunta 6Lucas Mussi, Morgan Stanley
OPOperador
Tudo clara, obrigada pessoal. A próxima pergunta vem de Lucas Mussi, do Morgan Stanley.
LMLucas MussiMorgan Stanley
Fernando, Edson. Obrigado pela minha pergunta. Pegando um gancho, Edinho, do que você mencionou sobre a diversificação de vocês, principalmente, não é, além do Brasil, se vocês pudessem compartilhar um pouco a visão de vocês, talvez para o ano que vem, questão de disponibilidade de gado na Argentina, Paraguai, Uruguai. O Uruguai a gente tem visto um pouco de dificuldade na questão de abate esse ano, a Argentina com um pouco mais de retenção de fêmeas. Então só criou um, houve um update de vocês quanto à disponibilidade de gado nos outros países ex-Brasil.
PParticipante 6
Vamos lá.
FQFernando Galletti de Queirozdiretor presidente
Impacta esses outros países, Lucas, não é só a disponibilidade de gado, mas é o acesso a mercados. Então hoje você tem uma heterogeneidade bastante grande de acessos de cotas, de sistemas, de salvaguardas, alguns aplicáveis, alguns não aplicáveis, alguns favorecendo então, além da parte de disponibilidade de gado, a primeira análise que a gente faz é essa diversificação geográfica, ela te dá um hedge no no nos eventos geopolíticos especialmente tarifários. Sou obrigado. A América do Sul está como um todo em dinâmicas muito positivas, você tem ciclos de retenção, produções produção cada vez maior em uma média de cerros, deixando esse ciclo mais favorável para o para o futuro. Diferente do hemisfério norte, onde que você tem uma questão estrutural de redução de de rebanho devido à mudança de cultura, devido à mudança de safra.
Então, a América do Sul vai estar se arbitrando, está se arbitrando, exportações e importações entre a América do Sul cada vez mais são uma uma constante, e isso é uma das forças que a Minerva tem.
Pergunta 7Renata Cabral, Citi
OPOperador
Obrigado Fernando. A próxima pergunta vem de Renata Cabral do City.
RCRenata CabralCiti
Bom dia Fernando, Edson, obrigada pelo pelo espaço, eu tenho só uma pergunta follow-up em relação ao que vocês já já discutiram e muito que o Edson colocou aqui sobre alocação de de capital, eu só vou fazer um frame acho que um pouco diferente não é, considerando agora não é a companhia com um Capex mais normalizado de manutenção, o próprio exercício que o Edson fez em termos de geração de caixa não é, e comparando com com o market cap hoje da companhia, e o fato não é de vocês, enfim terem comprado aí 600 milhões de de bonds, a minha pergunta é sobre hierarquia daqui para frente em relação a essa locação de capital. Se seria recompra adicional de bonds, desalavancagem pura, recompra de ações e se há avaliação de monetização de ativos não essenciais para encurtar o caminho aí da desalavancagem. Obrigada.
PEPedinho
Não Renata, a prioridade é desalavancagem, é a prioridade de um a dez é desalavancar. Recomprar a bomba é uma das ferramentas que a gente usa para desalavancar. A gente usa o caixa gerado, recompra a bomba e cancela, você você derruba a dívida líquida e dívida bruta ao mesmo tempo. É isso, a toada vai ser desalavancagem, e a gente está gerando um lucro líquido relevante esse ano, mesmo com alavancagem abaixo de duas vezes e meia eu já sinalizei que a gente vai continuar pagando 25% só, do lucro líquido como dividendo, que é o que a lei obriga, porque o nossa nossa principal prioridade é desalavancar, e por que isso? Porque as taxas de juros estão muito altas e a melhor forma da gente gerar valor a longo prazo é ter uma dívida, carregar uma dívida menor e uma despesa financeira mais enxuta.
PParticipante 1
Obrigado, super claro.
Pergunta 8Claudio Honor, XP Investimentos
PEPedinho
A gente tem duas perguntas aqui no chat. A primeira é do Claudio Honor da XP, bom dia depois do consumo acumulado de aproximadamente 2 bilhões de capital de giro no primeiro semestre, a administração mantém expectativa apresentada no qual do primeiro triad terminado 2026 com necessidade líquida de capital de giro de trezentos a 400 milhões para o ano? Sim. Só lembrando isso não é projeção, isso eu só compartilhei os números que faziam parte do nosso orçamento, no início do ano. E a expectativa está está mantida.
Pergunta 9Nicolas
PEPedinho
Segunda pergunta do Nicolas, da
PParticipante 1
Jefferson.
PEPedinho
Você pode dar um update sobre risco sacado, e a estratégia, esse risco sacado e outras linhas de capital de giro, e a estratégia é going ford, como é que está o mercado as condições de crédito para o mercado local? Eu acho que eu já respondi, as condições de crédito estão mais apertadas para crédito de mais, médio e longo prazo, para esses instrumentos que têm que têm algum tipo de underline asset algum tipo de garantia, e que são de curtíssimo prazo, você tem planto offline, você não tem problema nenhum, e a gente tem alguma flutuação nessas linhas, que são naturais, sazonais ou são relacionadas ao negócio efetivamente, mas quando ela aumenta ou diminui não é para gente estar com mais linha ou menos linha disponível, é simplesmente uma estratégia nossa relacionada à operação e à sazonalidade do business.
Encerramento
FQFernando Galletti de Queirozdiretor presidente
Bom agora eu vou passar para o Fernando fazer as considerações finais, obrigado aí a todo mundo. Queria agradecer a todos por participar da teleconferência do Minerva, do segundo tri 2026. Nós temos aqui uma consideração que eu gostaria de deixar para vocês. Nunca houveram tantos mercados abertos para a América do Sul, nunca nós tivemos tanto acesso em em em uma situação equivalente a outros países concorrentes, mas principalmente nós nunca tivemos um mercado tão internacionalizado. Isso traz uma dinâmica diferente, isso traz uma dinâmica onde que a volatilidade ele acaba sendo um parceiro, acaba sendo um potencializador de empresas que têm no seu DNA a gestão de risco e têm fóruns para que ela que possa reagir rápido.
E esse é o caso da Minerva. Nós nos preparamos para para um cenário que nós achávamos que ia ser mais devagar mas está acontecendo muito mais rápido a internacionalização, e essa parte da diversificação geográfica que nós nos posicionamos na compra, e na parte da venda também. O América do Sul vai ser cada vez mais o grande fornecedor mundial de carne bovina, e em uma e em um produto que não existe competição dos outros países para produzir, ou que essa competição ela vai diminuindo, ela vai perdendo força devido a custos. Então, o cenário segue bastante positivo, especialmente para o próximo ano, onde nós vamos ver essa confluência de fatores mais evidentes. E aí eu quero, quero deixar à disposição para vocês, para vocês esclarecerem dúvidas.
Para terminar, eu queria dar um grande obrigado para toda a equipe da Minerva, de todo o trabalho que está sendo feito, incansável em se adaptar às novas realidades de mercado. Nunca mercados, nunca foi foram mercados sem volatilidade, mas agora, mais do que nunca, a se reinventar. Mas ter o norte claro para onde nós vamos, é a realidade que o nosso time abraçou e está seguindo com muita disciplina e com muita, e com muita garra. Agradeço a toda a equipe do Minerva, e a gente está à disposição de vocês para qualquer dúvida. Obrigado gente.
OPOperador
A videoconferência de resultados da Minerva está encerrada. Em caso de dúvidas, enviar a sua pergunta para o time de relações com investidores através do e-mail, r I arroba Minerva Foods ponto com. Agradecemos a participação de todos e tenham um bom dia.
MINBEEF3 · 2T26Teleconferência de resultados
Minerva · 2T26
0:00
-1:04:43
Transcrição automática · Atlas (Deepgram nova-3, pt-BR, revisão 1), gerada a partir do áudio da companhia; pode conter erros, confira no áudio. Números falados não viram dado do Atlas. 10.326 palavras. Site de RI
Fontes desta páginaCVM até 2026-06-30 · Companhia 2026Q3, parcial · B3 até 28/10›
CVM · demonstraçõesdesde 2010-12-31 até 2026-06-30