Empresa brasileira de base florestal · Papel e Celulose · CVM 012653
R$ 17,37
Fechamento B3 · 29/10/2026
Teleconferência de resultados do 2T26
Data não confirmada1:01:09Português6 perguntas
Áudio · Companhia (cópia servida pelo Atlas)
Transcrição automática · Atlas
Apresentação · Companhia, arquivada na CVM
Release · Companhia, arquivado na CVM
Transcrição · Companhia
OPOperador
Bom dia, e bem-vindos à teleconferência da Klabin. Neste momento, todos os participantes estão conectados apenas como ouvintes, e posteriormente, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas quando mais instruções serão fornecidas. Pedimos a gentileza que em benefício do tempo, cada analista se limite a duas perguntas. Cabe lembrar que esta teleconferência está sendo gravada, e a apresentação será realizada em português, com tradução simultânea para o inglês. Todos os participantes podem escolher qual idioma ouvir selecionando o idioma no botão interpretação, e idioma da apresentação, clicando em tela de apresentação português no topo.
Agora farei um anúncio curto para os participantes que nos acompanham em inglês. Eventuais declarações realizadas durante essa teleconferência, relativas às perspectivas dos negócios da companhia, projeções, metas operacionais e financeiras relativas ao seu potencial de crescimento, constituem-se em meras previsões baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Klabin. Estas expectativas são altamente dependentes das condições do mercado, do desempenho econômico geral do país, da indústria, e dos mercados internacionais. Portanto sujeitas a mudanças. Estão presentes conosco hoje o senhor Cristiano Teixeira, diretor geral, Gabriela Vogue, diretora financeira e de relações com investidores, e os demais diretores da Klabin.
Inicialmente, o senhor Cristiano e a senhora Gabriela farão comentários sobre o desempenho da companhia no segundo trimestre de 2026. A seguir, os diretores responderão às questões que eventualmente sejam formuladas. Gostaria agora de passar a palavra ao senhor Cristiano. Por favor, senhor Cristiano, pode prosseguir.
Apresentação
CRCristiano
Obrigado bem-vindos ao nosso call de resultados referente ao segundo trimestre de vinte e seis. Queria começar, fora do protocolo só trazer para vocês um nome uma apresentação, por enquanto no áudio mas depois vocês vão poder, por meio da nossa área de de r I, e se tiverem interesse conhecer o Christian Setera. O Christian é o nosso novo diretor-executivo de de gente e gestão, é um argentino irmão irmão de de de de da nossa nós temos uma fábrica na Argentina temos muito orgulho não é? Então o nosso irmão América da América Latina, estamos muito felizes em tê-lo aqui. O Cristian é experiente, e é isso que a gente precisa agora, tem cinquenta e sete anos de idade e tem mais de 30.000 experiências na na em empresas como GE e GM não é?
Hoje um dos maiores desafios que a gente toda vez que debruça sobre o caderno visão que a gente chama não é nossa visão de dez anos, é a formação e retenção de mão de obra não é? Então a gente considera isso talvez um dos, tivesse que elencar aqui um dos grandes desafios aí dos próximos dez anos da companhia, ou do mercado não é, e o Christian entra para somar, estamos muito felizes com a chegada dele e e espero que vocês tenham curiosidade de conhecê-lo por meio do nosso r I está bom? Obrigado só deixar essa apresentação para para vocês aí. Então começando no sobre falar um pouco sobre o desempenho do segundo trimestre dos mercados, nem lembrando não é ao final eu falo um pouco da nossas perspectivas e voltamos para para as perguntas e respostas está? Acho que a o primeiro ponto a ser colocado é um um um trimestre de desempenho forte operacionalmente, aonde a gente conseguiu colocar em prática o melhor modelo de gestão, que nem sempre a gente consegue obter o resultado não é?
Mas eu acho que esse esse segundo trimestre mostrou que o planejamento e a forma na qual a gente a gente opera nossos negócios não é, em meio a tanta dificuldade nos mercados, eu acho que a gente teve um um desempenho extraordinário, e e aproveito essa qual para parabenizar toda toda aí a diretoria não é? Colocando colocando primeiro ponto para chamar atenção, FLUFF desempenho extraordinário, A gente a gente enxerga hoje no negócio de fibras não é, representado aqui pela palavra celulose mas eu chamo de negócio de fibras não é, como outras em outros lugares se fala não é? A nossa o de o nosso de fibra longa, que ele representa 12% do total em da companhia em receita mas se a gente olhar a receita do negócio não é, ele representa em volume 30% mas em receita está representando aqui 40% não é? Então é um produto que vem se se distanciando, ou mantendo não é o prêmio de trezentos talvez US$ 350, a depender da da fotografia não é?
Mas a gente pode considerar que esse é um prêmio mínimo não é?
Prêmio esse que a gente enxerga para outros produtos de fibra longa, em um futuro próximo não é? Então a gente vê fechamentos, seguem acontecendo principalmente em fibra longa, em partes, fechamentos definitivos, em parte fechamentos temporários, o produto da Klabin na América Latina em um lugar, como todos sabem, de maior produtividade global não é do do pinus, da fibra longa, a gente consegue entrar em em mercados que a gente enxerga cada vez mais diferencial de preço pela pelo pelo produto premium não é? A gente de novo reforça o que acredita fez e e faz o Fiber Too Fiber, mas a gente também acredita na manutenção de um volume importante, lembrando que ainda é um mercado de 24 milhões de toneladas de fibra longa não Ainda é um é um é um produto que não vai sair do mercado, ele ele ele é perene ele é ele vai ficar para sempre aí, e sempre vai ter produto prêmio de alto valor agregado para gente para gente obter esse prêmio, prêmio esse que eu prego para vocês há muitos anos não é, mesmo quando esse prêmio não existia.
E e aqui eu afirmo que enxergo prêmio no futuro para a de fibra longa e assim por diante, e a gente sempre baseado como vocês bem sabem na nossa estratégia, hoje em em 55% da nossa base florestal em fibra longa, a mais produtiva do mundo não do mercado de papéis, trago aqui a a nossa evolução na venda de cartões, a gente eu eu chamo atenção o mundo sofre hoje com a exportação dessa dessa dessa vamos vamos chamar de deflação chinesa e e cartão é a é um no nosso setor obviamente é o principal item não é?
Principalmente no produto do folding que leva mais fibra curta, e nesse período inteiro de de de entre aspas ameaça chinesa, prejudicando fabricantes na Europa no Estados Unidos principalmente e também na América Latina, mesmo assim a Klabin ganhando market share de forma importante em cartões, o seu volume e ganhando market share. Aonde nos produtos que a gente sabe bem, leite, cerveja, higiene e limpeza etcétera então a gente segue confiante no nosso produto e a gente, baseado em fibra longa não é, e a gente está ganhando market share em países que antes a gente não estava, eu obviamente coloco aqui a China como principal não é, mas nós estamos vendendo mais para China, enquanto a China exporta cartão de fibra curta não é? Folding não é? Então essa especialidade da Klabin cada vez mais se mostra importante aqui. A gente só vai fazer cartão folding quando fizer sentido em em em em mix de produtos para clientes que compram as duas fibras, mas a Klabin segue na sua na sua na sua expectativa de alguns anos hoje a gente, da nossa 1.200.000 toneladas de capacidade de cartão não é, Hoje tem um por volta de 200.000 toneladas de krafting entre cento e oitenta e duzentas no ano que a gente tem feito nessa máquina de cartão, hoje vale a pena fazer krafting nessa máquina vinte e oito como vocês sabem.
O krafting tem a gente eu vou falar rapidamente sobre isso mas, aumentos globais nós estamos falando a última agora importante fabricante de de krafting na Europa mas praticamente todos os grandes americanos europeus anunciando US$ 100 inclusive a Klabin, aumento esse que ainda não reflete obviamente no no no dois t o preço mas a recuperação de preço no terceiro trimestre vai ser importante de krafting não é? Então, voltando rapidamente para cartões então a gente vai continuar fazendo o crafting nessa máquina, e fazendo a melhora do Wix dessa máquina principalmente com com o l p b e o o o c u k como é conhecido no mercado nós chamamos de Klamut, a gente segue para essa migração hoje colocando o Klamut na China, colocando o Klamut na colocando perdão c u k na China, colocando o c u k na na na África do Sul em volumes maiores do que nós colocávamos então a gente segue bastante empolgado com a migração de valor com um produto de valor agregado na máquina vinte e oito, e isso os frutos têm têm aparecido nesse momento, o pessoal que vocês conhecem bem o nosso Marcos Rivo está na está no Vietnã junto com o Soares fazendo a transição e visitando inclusive novas oportunidades também para o Vietnã, então bastante empolgados com a área na com a área de papéis está?
Kraft eu não não vou me estender mais falei rapidamente mas momento especial do Kraft, chamo atenção aqui pela também há fechamentos mas chamo atenção aqui, de dos preços que sim estão começando a nos dar segurança para para usar mais nós já já estamos exportando na ordem de 50.000 toneladas mês, esses preços dão segurança para gente de continuar esse volume, e atender as nossas transferências internas com papéis que a gente pode, e estamos olhando papéis no mercado brasileiro hoje tem algumas oportunidades que a gente pode usar, além obviamente das nossas máquinas de de reciclada não é? Então o momento bom que eu falo sempre que é aquela aquela aquela flexibilidade que a gente tanto fala não é, que nada mais é do que o custo de oportunidade entre exportar ou converter em caixa não é, caixa em um momento espetacular vocês acompanham há muitos anos, colocou a régua alta e mesmo assim o kraft começa a dar sinais que vai conseguir roubar um pouquinho dessa transferência de papel, agregando mais valor na companhia sempre a gente olha obviamente esse custo de oportunidade.
Por fim já já comecei a falar sobre embalagens mas só dando sequência, momento especialista na área de embalagem, a gente bastante consolidado em grandes contas, a gente bastante seguro nesse momento com os nossos clientes e contratos, reajustes acontecendo sempre por por por pelo nível de serviço que a gente consegue oferecer para os nossos clientes, grandes parceiros globais, se sentindo obviamente confortáveis com a com o nosso nível de serviço, obviamente a a gramatura dos nossos papéis são são são mais baixas do que o mercado portanto a gente com a capacidade de em tonelada converter mais área converter mais metro quadrado em caixa isso é um ganho intrínseco que fica na área de embalagem não é, a gente é bastante animado.
Com isso eu eu fecho essa essa parte inicial para dizer que, um trimestre operacionalmente forte, com com com mercado e questões operacionais na mão, sob controle a gente está dirigindo a maior parte disso mesmo em mercado desafiante a gente ganhando um market share em produtos sempre pela nossa diferenciação da fibra longa não é? E uma expectativa ainda muito boa para frente mas aí eu volto para falar no slide dos faróis. Gabi, por favor.
PParticipante 3
Obrigada Cristiano, bom dia a todos e a todas e obrigada por acompanhar a nossa teleconferência. Na página 4, apresenta o resultado do trimestre que refletiu a estabilidade operacional de nossas plantas e a continuidade do ramp-up da máquina vinte e oito. O volume de vendas trimestral atingiu 1.018.000 toneladas, praticamente em linha com o segundo tri de vinte e cinco. A receita líquida no trimestre alcançou R$ 5,2 bilhões, também em linha com o segundo tri de vinte e cinco, refletindo principalmente o aumento dos preços de celulose em dólares, e embalagens no mercado interno, aliado ao crescimento de volumes de papéis e embalagens, que compensaram parcialmente o efeito da valorização do real frente ao dólar. Nesse contexto, o EBDA no trimestre foi de R$ 2 bilhões, com margem estável na casa de 38%, resultado do desempenho dos negócios e disciplina de custos, uma vez que iniciativas de redução favoreceram o resultado, mesmo em ambiente de pressão inflacionária de insumos, e preparação para o El Ninho.
Avançando para página 5, o custo-caixa total por tonelada, no segundo tri de vinte e seis, foi de R$ 3.204, estável em relação ao mesmo período do ano passado. Esse desempenho é reflexo de iniciativas de redução, principalmente de custos variáveis, capturadas no trimestre. Essas ações compensaram o aumento do preço de insumos em fretes, advindos dos conflitos geopolíticos em curso, e o e o incremento do custo de fibras. Indo para o slide 6, a Klabin encerrou o segundo trimestre de vinte e seis com dívida líquida de R$ 24 bilhões, e alavancagem, medida pelo indicador dívida líquida sobre bebida ajustado em dólares, de três ponto duas vezes. Uma redução de ponto sete vezes na comparação com o segundo trimestre de vinte e cinco.
A companhia segue focada em sua trajetória decrescente de alavancagem de forma disciplinada, confirmando a execução consistente de sua estratégia, e o fortalecimento da estrutura de capital. Avançando para a próxima página, a liquidez da Klabin segue robusta, encerrando o trimestre em R$ 12,7 bilhões. Essa liquidez é composta por R$ 10,1 bilhões em caixa, e o restante em linha de crédito rotativo não sacada. O prazo médio de vencimento da dívida ao final do trimestre era de oitenta e quatro meses, e o custo médio em dólares de 5,1% ao ano, uma redução de ponto 3 p.p., em relação a junho de vinte e cinco, como reflexo das iniciativas da gestão de endividamento realizadas ao longo dos últimos anos. Indo para página 8, trazemos o fluxo de caixa livre da companhia, que nos últimos doze meses totalizou R$ 700 milhões.
Passando para o slide 9, os proventos distribuídos aos acionistas nos últimos doze meses, totalizaram R$ 1.180.000.000. Esse montante representa um dividend yield de 5,3%. Destaco também a declaração antecipada de dividendos aprovada no ano passado, tendo em vista as regras de transição previstas na legislação, no montante de R$ 1.112.000.000, sendo o próximo pagamento, referente à terceira parcela, em dezenove de agosto, no valor de R$ 278 milhões. Ainda no segundo trimestre, anunciamos o programa de recompra de ações, uma sinalização da confiança da companhia no fundamento do negócio. Até esse momento executamos 13% do volume previsto, representando aproximadamente R$ 70 milhões.
Essas iniciativas reforçam o compromisso da Klabin na geração de valor para os seus acionistas. Por fim, a companhia segue se beneficiando de sua estrutura de portfólio única, que confere flexibilidade operacional, e contribui para mitigar a volatilidade de resultados ao longo dos ciclos. Agora devolvo a palavra para o Cristiano, que irá apresentar as tendências dos negócios.
CRCristiano
Perfeito obrigado Gabi. Lembrando que a gente tem aqui presente tanto o Nico não é o Nicoline quanto o Douglas, ambos disponíveis aqui para responder as perguntas se quiserem. Marcos e Soares não estão aqui presente então eu farei aqui o papel da área de de de responder as perguntas da área de cartões de craftliner está? Mas só então iniciando um pouco como tendência para três t não é? Em fibras, desafio posto para fibra curta, obviamente China é o grande, demanda de China é a grande questão não é?
Mesmo no curto prazo, a gente não enxerga espaço para quedas importantes está, que a gente vê talvez um viés muito estreito para baixa, mas depois recuperação e manutenção, ficando mais ou menos no estágio no patamar que a gente vê hoje não é, e e o que se dá isso é exatamente pela pela, como fala assim, dificuldade de de de grandes operadores hoje de de produtores de celulose se manterem não é, a esse nível de de preço não é então o custo caixa, volume sempre perto de dez a 12 milhões de toneladas aí que operam com muita dificuldade aos preços atuais, então a gente enxerga pouca pouca possibilidade aí de de preço não é, de na fibra curta está? Lembrando que o, quanto mais a fibra longa reage e aumenta esse spread, mais abre espaço para fibra curta então isso é um desafio que está posto e a gente a gente a gente só confirma aqui principalmente no último farolzinho aí na tendência de preços está quanto a, ainda na área de fibras quanto ao flop, momento positivo não é?
A gente sabe que aquela as fibras que a China vem usando, durante essas fibras que estavam disponíveis longa na China, eles têm consumido e não têm replantado essa essas fibras estão acabando aí provavelmente no próximo trimestre não é dentro do terceiro eventualmente início do quarto trimestre, mas já fica evidente que clientes que que mesmo na China que operam com com produtos não é com produtos de maior exigência, principalmente aqueles que fazem o e m para grandes para para grandes marcas não é, esses têm dificuldade de usar essa fibra entre aspas reciclada que é utilizada na China, essa a China mesmo já vem fazendo esse trem essa essa mudando para uso de fibra de fato de celulose de flúor de fibra longa não é originária de países que que que assim produzem como nós não é, e a gente diferente da fibra curta, que a gente enxerga uma ameaça no curto e no e no no longo prazo, na fibra longa a gente a gente não enxerga uma ameaça nem na curta e nem no longo prazo não No longo prazo porque o o pinus na China é absolutamente impróprio assoalho para para produção, mesmo que eles em algumas regiões específicas consigam trabalhar com pinos com produtividade muito baixa como a gente enxerga hoje em outras regiões do mundo não é em comparação com com a nossa, e ainda muito muito aprendizado de de não só de de manejo florestal, mas principalmente da da do do que a espécie não mas que que indivíduo plantar, como que vai fazer a a evolução da da da, vamos falar da produtividade desses dessas árvores, a gente enxerga na verdade, quanto mais a gente estuda sobre esse mercado, e a gente teve um período bastante não só nós não acho que todos os fabricantes sei lá estudaram muito China nos últimos dois três anos não é, a gente está bastante seguro e bastante crente da dessa oportunidade na fibra longa, principalmente por a China não ser uma ameaça por esse tipo de árvore, nem no curto nem no médio nem no longo prazo não é quanto ao eucalipto sim a gente vê, como vocês sabem no entanto, também limitada não A gente sabe que o que vocês tanto falam sobre aqueles, seis a 6 milhões e e meio de hectares plantados na China o que a gente aprendeu nesse
período é que sim eles podem ganhar incremento de produtividade nessa nessa mesma área não é portanto cortando hoje em média eles estão cortando essas árvores com com produtividade de como vocês sabem a gente chama de ímã não é, por volta de quinze ímã médio de colheita hoje não é?
No entanto eles estão plantando árvores que vão colher produtividade daqui a alguns anos não é, a depender deveria ser a sete mas pode ser que cortem antes eles fazem isso lá, mas eles provavelmente vão estar cortando essa madeira já com uma com um ímã melhor do que o atual. Até onde pode ir isso, na nossa visão, não passaria de de vinte em vinte e cinco, em quinze anos está, o que seria mais ou menos produtividade a pior produtividade brasileira no extremo norte do Mato Grosso do Sul não é então, essa essa a gente continua bastante, vamos falar crente na visão estrutural desse negócio mesmo de fibra curta mais no longo prazo, mas tem um período agora, que obviamente essa melhora de produtividade diária atual plantada na China que não está aumentando significativamente a sua a sua área plantada na região que todos nós conhecemos com o sul da China que vocês certamente já já se informaram ou eventualmente visitaram, a gente enxerga essa mesma área melhorando em produtividade, talvez como eu citei para vinte vinte e cinco de ímã não é, a gente também está à disposição via o nosso r I, para colocar o nosso diretor especialista nisso não é, para falar com vocês sobre isso então, voltando aqui para o farol desculpa fazer essa visão um pouco mais estratégica mas é que tem sido assunto para vocês ultimamente não é?
A gente muito seguro na fibra longa e temos bastante dados para dividir com vocês para para mostrar o porquê que a gente está muito seguro em relação a isso, definitivamente a escolha estratégica da companhia já há muitos anos hoje se confirma, e na fibra curta uma ameaça que provavelmente vai levar alguns anos ainda mas bastante limitado o aumento de área plantada na China. E também bastante limitado, como você bem sabe em 70% da fibra do cavaco da da vamos falar da, é do cavaco vocês conhecem o termo, o cavaco hoje importado da China 70% é do Vietnã, a Vietnã também bastante limitado na sua exportação então no longo prazo não é isso de forma estrutural, mesmo na fibra curta América Latina e aí especificamente o Brasil segue como uma grande potência global não é? Finalmente aqui só seguir desculpa demorar tanto em fibra mas eu quis explorar isso um pouco de vocês depois de de longos anos aqui de estudo que a gente teve sobre essa área está? E de novo reforço caso vocês tenham interesse em pedir para o Darlon explicar algumas coisas para vocês ele foi frequentemente nos últimos três anos lá na China olhar isso está?
Cartões a gente enxerga um momento positivo para cartões também, preço e em volumes, o Craftlinder também bastante positivo eu diria não é a gente está bastante atento até onde essa, claro que aqui a questão não é só demanda não é mas tem a ver com os fechamentos, mas a gente bastante empolgado entre aspas aqui com o momento do craftliner abrindo uma boca de jacaré da própria celulose que normalmente se olhar, do ponto de vista estatísticos aí em outros períodos essa eles andavam sempre em curvas parecidas, apesar dos mercados serem totalmente diferentes vocês sabem disso, mas normalmente tinha uma aderência e essa e essa e essa curva abriu não a Craftliner em um momento especial também de preços E obviamente a as limitações por por fechamentos, e os anúncios de preço dos grandes players globais certamente vão reforçar essa nossa essa essa narrativa que a gente está tentando colocar para vocês de reação de preço ainda maior no terceiro trimestre não é? Papelão ondulado segue positivo, gente também é beneficiado pelo período agora sazonal que entra a safra de frutas mais forte e fumo, e aí a gente enxerga esse desempenho de preço que a gente já teve um ótimo desempenho de preço de 4% esse ano, é ano contra ano nesse mesmo período, e a gente segue com essa boa performance ainda com alguma melhora em função da da mix de produtos e sazonabilidade de embalagens nossa aqui no no Brasil.
É isso dos mercados, desculpa ter me alongado um pouco eu quis hoje falar um pouco sobre essa questão mais estratégica mas, paro por aqui e a gente acho que agora segue para as perguntas e respostas, obrigado.
Perguntas e respostas
Pergunta 1
Pergunta 2Rafael Barcellos, Bradesco BBI
OPOperador
Senhoras e senhores, iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Por gentileza e pelo benefício do tempo, solicitamos que cada analista se limite a uma pergunta. Para fazer uma pergunta, por favor, cliquem no botão levantar a mão. Para retirar a pergunta da fila, por favor, cliquem no botão abaixar a mão. A nossa primeira pergunta vem de Rafael Barcellos, do Bradesco BBI.
Por favor, pode prosseguir.
PParticipante 3
Bom dia a todos, parabéns pelos resultados. Minha primeira pergunta é sobre custos, que vem sendo aí um tema mais debatido entre os investidores. Então, empresa conseguiu entregar um resultado melhor do que o esperado em custo, sobretudo na parte de papéis e embalagens, não é, que veio melhor. Então, se vocês puderem discutir um pouco mais a sustentabilidade desse momento para os próximos trimestres, explicar um pouco aqui dos fatores que vêm contribuindo aqui para essa evolução. E aí quando a gente olha na parte de celulose, a linha de combustível chamou a atenção, não é?
Acho que natural, dado que a gente tem visto no ambiente macro, mas aqui a ideia seria entender se essa linha tem potencial já para ser reduzida aqui nos próximos trimestres, como é que vocês veem essa evolução aqui da linha de combustível dentro do custo de celulose? Até se puder lembrar a gente aqui sobre o leque aqui de de combustível aqui transitando pelos resultados. E aí até, Cristiano, se você puder complementar essa pergunta que é mais específica de custo, mas falando aqui assim um panorama geral também da visão da empresa sobre a trajetória de custo, a gente tem também um um El Ninho aí pela frente, o que que vocês têm identificado aí de impactos potenciais aí que podem acontecer. E aí minha segunda pergunta, na parte de celulose, daí para o Nico. Primeiro, Nico, parabéns aí pelos resultados aí no segmento.
Acho que ilustra aí um esforço comercial importante aí de vocês, preços realizados aí bem fortes. Então, primeiro, entender um pouco dessa sustentabilidade, desse gap versus o que a gente vê de benchmarking e de preço praticado pelo pelo, enfim, pelos outros players, como é que você entende que a empresa consegue continuar entregando esse nível de preço melhor para frente. Se você puder dar uma visão geral de ciclo, a gente ainda tem visto preços agora caindo, na fibra curta, entender se a demanda na ponta tem melhorado aí agora para agosto, você já enxerga algum sinal aqui de estabilização de preço na fibra curta e aí na fibra longa também aí que o cenário é até um pouco mais dramático, é, como um percentual relevante aqui mercado abaixo da linha d'água. Obrigado.
CRCristiano
Obrigado Rafael então eu vou só fazer a referência aqui no que você trouxe depois passo para Gabi falar de custos e na sequência eu, falar dos mercados está? Então primeiro ponto sobre custos Rafael acho que a gente está em um momento muito seguro daquilo que a gente implementou dos dos dos últimos anos não é? Eu queria eu queria de novo aqui roubar um espacinho, depois vocês reclamem aí com um ri se eu se eu estiver falando muito não é? Mas esses dez anos da companhia eu acho que eu falei no último call, nós investimos cerca de R$ 30 bilhões não é, e a gente tem hoje todas as nossas todas as nossas fábricas em em uma condição ímpar dos equipamentos não é? Relembro aqui que a gente está prestes a a fazer o start-up que tem seguido muito bom por sinal à frente do planejado da nossa caldura de recuperação de Monte Alegre, Monte Alegre site esse fábrica essa que a gente vem nos últimos anos deixando ela muito mais simples mais objetiva está?
Então voltando para questão de custo, seja do ponto de vista industrial portanto, eficiência que que ela é marginal mas ela é importante no contexto porque aqui não é só o custo não é, tem uma coisa indireta no custo que é assim quando você tem uma fábrica que tem rendimento melhor mas principalmente tem disponibilidade maior de equipamento não é, essa disponibilidade na prática reverte em volume não é e esse volume dilui custo fixo então a gente muito bem com o nosso parque industrial, esse ciclo encerra agora como vocês sabem com essa caldeira, encerra no sentido não histórico da companhia mas nesse nesse momento não é a gente não tem nos próximos cinco anos nenhum investimento importante na companhia nenhum, então a companhia eu já citei em outros momentos que a gente vai fazer uma grande geração de fluxo de caixa livre nos próximos anos, isso está a gente praticamente está na virada dessa curva então os próximos trimestres vocês vão ver uma geração de fluxo de caixa livre importante na companhia, tenho dito isso com alguma frequência e e vocês vão realizar isso em breve não é?
Mas aí, sobre custo eu queria trazer o o o, deixei aqui para o final a parte mais importante está?
Eu vou relembrar aqui a compra das áreas da Aralco não eu sempre reputo como uma empresa que a gente tem muito respeito pelas florestas que nós pegamos, florestas com igual produtividade do que que das nossas florestas são vizinhas lá em Monte Alegre como vocês sabem ali é um projeto maravilhoso que a gente chamou de projeto platô, foi difícil de gerir isso quando a gente anunciou do ponto de vista de consumo de caixa, mas a gente sabia da importância estratégica desse ativo. Por que que eu estou trazendo isso? A gente vai atingir o que a gente chama de maturidade desse dessa compra, provavelmente em vinte e nove, não é, na nossa experiência está? Eu digo do do nosso planejamento florestal, daquilo que a gente mesmo considerando El Ni, eu vou falar rapidamente sobre isso também mas, considerando a nossa atividade atual, a forma na qual a gente colhe e e faz silvicultura dessas áreas etcétera, o que que está o que que eu chamo de dessa maturidade em vinte e nove? O nosso raio médio em vinte e nove cai significativamente, A gente tem a gente tem como qual que é a história que está por trás estratégica que há dez anos a gente falou isso para vocês está?
A gente comprou áreas próximas da Klabin, e durante esse período vocês sabem bem eu desculpa ser repetitivo mas a gente comprou madeira longe, ainda isso segue até vinte e oito não é? Mesmo a entrada da Aralco que trouxe essa segurança ela não foi, em partes teve reação imediata no custo, mas o benefício desse custo virar quando a gente parar de colher essa madeira mais distante com raios acima de trezentos trezentos e cinquenta quilômetros, e passar a ter um raio médio na companhia entre cem e cento e vinte quilômetros quanto isso acontecer, a gente sabendo da importância da da fibra no no custo variável e e no custo caixa da companhia, a gente vai atingir o o nível ótimo de custo -caixa na minha visão. Até lá, eu posso dizer assim, hoje a companhia está na mão do ponto de vista de gestão de ativos, a qualidade dos ativos, gestão administrativa também que é importante nesse contexto de ou seja, pessoas aí que que que fazem essas, vamos falar o dia a dia para maior disponibilidade de equipamentos, tudo isso é custo no final, está?
As ameaças, para eu passar aqui para Gabi de novo e alongando Gabi peço desculpa mas as ameaças são exatamente químicos e combustível, que conversam no caso do combustível conversa diretamente com a redução da distância que eu falei para vocês não é, então estruturalmente vai depender menos de combustível não é, além de estar fazendo testes com outros veículos mesmo mesmo pesados com com outras soluções não é do tipo gás natural, biodiesel e até caminhões elétricos não é?
Então o setor no futuro não vai depender de diesel e no e no, diria médio prazo a gente vai reduzir bastante essa dependência, exatamente pela redução da da distância média não é? No curto prazo, o que eu falo é, entrou custo variável, vai sair como preço eu não tenha dúvida a margem vai ser mantida mas, passo para Gabi e depois para o Nico aqui.
PParticipante 3
Obrigada Cristiano. Bom Rafael, em complemento ao que o Cristiano já colocou, esse foi um trimestre aí que não só nós, mas todos não é, tem enfrentado questões logísticas relevantes aí que são decorrentes dos conflitos geopolíticos que estão acontecendo no mundo, além de especificamente aí para o nosso caso lá na na região, o efeito do El Ni e a nossa preparação para isso também, como fatores exógenos que a companhia teve que lidar dentro da sua base de custos não é? Então aqui eu só só queria mais uma vez reforçar o fato da gente direcionar o guidance da companhia para o que a gente chama de custo caixa total, justamente para gente não entrar no mérito aí de cada um dos negócios, porque a forma como a gente gerencia tudo isso é justamente buscar compensações internas para esses fatores que de alguma forma acabaram pressionando os nossos custos. E a gente usou alguns desses fatores não é, como a gente já vem trazendo para vocês há algum algum tempo, são iniciativas aí principalmente de redução de custo variável, que de alguma forma compensaram esse efeito inflacionário que a gente viveu durante o trimestre.
Mas respondendo especificamente à sua pergunta não é, a gente dentro de da abertura do custo caixa celulose o que a gente viu ali foi uma subida do óleo BPF, que é um óleo combustível derivado do petróleo, então que sofreu aí um impacto de preço que justamente tem relação com esse conflito, e isso não foi de certa forma visto de uma forma tão relevante dentro do custo caixa total, porque dentro dessas iniciativas de custo variável que eu te comentei, a gente teve uma específica para o segmento de papéis, que foi a negociação de um contrato relevante que impactou especificamente esse segmento está?
Se a gente colocar tudo na na mesma na mesma conta não é, acho que assim, no custo caixa total a companhia foi extremamente diligente em tentar segurar esses impactos inflacionários e a gente entregou mais uma vez o nosso guidance de custo-caixa, então reforçar aqui o nosso compromisso para que isso siga para frente também.
CRCristiano
Eu vou passar para o Lico eu só queria, a Gabi me lembrou de um ponto importantíssimo aqui que eu queria lembrar vocês também. Eu falei obviamente do dos veículos não é que é a maior dependência hoje especificamente do diesel não é ela trouxe o b p f que é é importante e eu e eu também lembro vocês o seguinte, no longo prazo, nós também não vamos precisar de b p f, Hoje nós já temos já temos tecnologia de gaseificação de madeira, equipamento rodando na fábrica de outigueira vocês são convidados a a conhecer quem tiver interesse, que substituir o óleo BPF no forno de cal. Então o futuro, esse essa última fronteira, dentro da da fábrica, dentro da cerca da fábrica, de um óleo combustível, ele vai terminar estruturalmente quando a gente evoluir nessa tecnologia que já é fato hoje de gaseificação da da madeira está? Nico por favor. Bom dia Rafael obrigado pela pela pergunta e pelos pelos comentários.
A gente vem de um de um trimestre forte no segundo trio uma recuperação de preços na na fibra curta mas lembrando que ainda em patamares bastante baixos na comparação com anos anteriores não é? Em uma recuperação mais forte do mercado de flush, que é o que vocês têm visto aí uma dinâmica bastante resiliente, e de um mercado que tem uma perspectiva de continuar com essa mesma força aí para esse próximo trimestre. Quando a gente entra agora para o para o terceiro trimestre, obviamente que é um é um período de uma sazonalidade mais baixa como todos os anos, sem falar de uma uma influência aí que é o fator China, que é um mercado que já vem operando alguns anos com alguma dificuldade, então nossa postura nesse momento é sempre uma postura um pouco mais cautelosa, no sentido de antecipar cenários de mercados, acompanhar de perto a evolução dos preços, dos estoques e a dinâmica de oferta e demanda do mercado como um todo. Falando das fibras de forma geral, na fibra curta a demanda especialmente na China ela permanece moderada, a gente enxerga uma recuperação na comparação com o segundo trimestre desde meados de maio não é do segundo trimestre a gente sentiu uma baixa considerável do ponto de vista de demanda vindo da China, após duas correções de preço entre os meses de junho e julho, a gente sentiu o mercado retornar então os os volumes o consumo de fibra de forma geral passou a melhorar e existe uma perspectiva de recomposição de estoques que na na nossa visão permanecem baixos inclusive no downstream, uma recomposição de estoques a partir do do final desse desse trimestre.
Quando a gente olha os demais mercados, demanda de forma geral ela permanece estável, a gente não vê nenhuma situação crítica do ponto de vista de consumo de fibras de forma geral nos mercados maduros, tampouco no Brasil no mercado latino-americano, a nossa perspectiva é de volumes de vendas normais para o terceiro trimestre sem qualquer tipo de impacto, e obviamente a gente vai acompanhar a evolução dos preços na medida que o o trimestre transcorrer. Qualquer pressão adicional de preço, ao que a gente viu na China agora nesse início de terceiro trimestre, a gente acredita ser limitado, dado que os preços já estão bastante baixos e coloca uma pressão nos produtores de alto custo como o Cristiano pontuou aqui no início da nossa da nossa conversa. Com relação à fibra longa, Cristiano também pontuou aqui questão que envolve fechamento de capacidade eu acho que vale destacar que só no primeiro semestre desse ano, 1,2 milhões de toneladas de capacidade foram fechadas, sendo que outras 2 milhões e meios de capacidades, principalmente no hemisfério norte, anunciaram paradas mercadológicas.
Isso tem um impacto considerável, esse movimento representa um ajuste importante do lado da oferta, e vão contribuir para um equilíbrio de mercado que talvez não seja sentido ainda no terceiro trimestre, mas existe uma perspectiva de deles se tornarem mais perceptíveis a partir do quarto trimestre deste ano aqui.
E falando do mercado de flanf então o mercado segue muito resiliente a gente espera um mais um trimestre de demanda bastante consistente, com volume dentro dos dos patamares normais que a gente tem reportado no trimestre, com captura de preços anunciados no trimestre anterior, reforçando a nossa expectativa de mais um trimestre de desempenho consistente nesse segmento. Obrigado Nico.
PParticipante 3
Perfeito muito obrigado Cris Gabinico.
Pergunta 3Rodolfo Angeli, JP Morgan
OPOperador
Senhoras e senhores, antes da próxima pergunta, gostaria de reforçar, em respeito ao tempo disponível, que cada analista se limite a apenas uma pergunta. A nossa próxima pergunta vem de Rodolfo Angeli do JP Morgan. Por favor, pode prosseguir.
PParticipante 3
Bom dia. Eu estava preparado para fazer duas. Vou deixar uma só então em respeito aí aos demais.
CRCristiano
Passa, que eu tento
PParticipante 3
responder curto. Está bom, obrigado, Cristiano. A primeira é é é mais ponto de vista alocação de capital e pensando em estratégia para o futuro. Você falou na na introdução ou na última resposta, na sua expectativa de que os próximos anos, são anos de grande geração de de firket flow não é? Então, como é que a gente deve pensar em relação a a novos projetos?
Isso é algo que já está começando a aparecer no planejamento estratégico de vocês? Você tem alguma coisa que você poderia dividir com a gente? E por fim, eu gostaria só de pedir para vocês e darem um pouquinho mais de detalhes de como está o mix da m p vinte e oito, como é que tem sido a performance de de de craft versus cartão. Obrigado.
CRCristiano
Obrigado e Rodolfo, a culpa é minha não é de vocês, eu que me alonguei então vou ser rápido nessa. Colocação de capital, forte geração de fluxo de caixa livre, não há investimento na Klabin nos próximos cinco anos, significativo se tiver investimento vai ser marginal, e a gente obviamente vai debater com vocês trazer esse assunto, nenhuma proposta vai ser feita para o para o conselho não há expectativa nesse momento. O que não quer dizer que a companhia não tenha um um vamos falar no nossa nossa visão de dez anos, a gente segue na nossa na nossa confiança na fibra longa em Santa Catarina, mas isso não há nenhuma expectativa nossa minha e da gestão de levar para o conselho nesse prazo de cinco anos está essa é uma visão mesmo de de longo prazo depois desse período que a gente chama de geração de fluxo de caixa livre aí, com o capex na mão, a gente vai ter esse é o foco absoluto da companhia vocês viram a nossa estratégia de recompra de ação, é esse o caminho.
O caminho é reduzir dívida líquida de forma significativa, recomprar ação por meio da geração de fluxo de caixa livre.
A geração de caixa operacional medida pelo EBITDA, obviamente depende dos preços mas eu estou falando isso sem me basear em melhora de preço das condições atuais. Essa essa geração de fluxo de caixa livre vai acontecer independente de curva de preços daqui para frente, pelos fatos que nós já exploramos aqui de custo e obviamente de não haver haver KPEC significativos nos próximos cinco anos está? Rapidamente o mix está sessenta quarenta, começando a a romper a barreira dos sessenta, chegando mais para sessenta e cinco, e a gente empolgado nesse momento do mix de cartões na na máquina vinte e oito.
PParticipante 3
Muito obrigado Cristiano, muito claro.
Pergunta 4Gabriel Barra, Citi
OPOperador
A nossa próxima pergunta vem de Gabriel Barra do Citi, por favor, pode prosseguir.
PParticipante 3
Olá Cristiano, time, obrigado pela pergunta, eu vou vou manter uma uma só aqui para dar tempo para todo mundo poder perguntar. Talvez tenha uma pergunta que você vai ter Sobre o número de um ponto cinco a dois ponto cinco de geração de caixa para para vinte e sete não é como potencialmente atingível pela companhia não é. E aí quando você coloca em perspectiva não é que, o nível de alavancagem até dentro do range que a gente espera para companhia, talvez não tenha, por mais que tenha essa busca por desalavancar a companhia, talvez não tenha tanta, pressão aqui para desalavancagem, como que a gente poderia aqui pensar em termos do pace dessa recompra não uma recompra de 30 milhões de units, você está
CRCristiano
Gabriel, eu te interrompo aqui, peço desculpa não quero ser malcriado com você mas está cortando muito a sua, a sua a sua fala então eu já vou passar para Gabi para falar aqui eu entendi que é os assuntos são recompra e e e grupos Caixa Livre não é? A Gabi responde aqui e a gente vai para próxima.
PParticipante 3
Oi Gabriel bom dia. Voltando então aqui na questão da da desalavancagem da companhia eu só gostaria de reforçar sim não é, que a gente fala sempre dessa informação no futuro não é? Mas isso é algo que já aconteceu, em boa parte não é? A gente vamos só resgatar aqui nos últimos doze meses, a gente esteve perto aí do topo da política em três ponto nove, e a gente trouxe essa alavancagem consistentemente para um nível muito próximo ao nível médio da nossa política não é? Isso não significa que não tenha mais para frente não é?
A gente obviamente busca essa desalavancagem pelo esse movimento natural que o Cristiano comentou aqui de coisas que já foram feitas na companhia e que vão se refletir na nossa geração de caixa futura. Então esse é um movimento esperado para frente, mas a gente já trouxe a companhia aqui para um para um momento bastante confortável na nossa visão, em relação à gestão desse endividamento não é? A gente tem um prazo longo, a gente não tem vencimentos relevantes no curto prazo, e a gente está ou na média ou abaixo da alavancagem do setor, aí por questões do próprio mercado não Então o pense disso vai ser mais ou menos rápido conforme o mercado permitir, mas a gente tem agido aqui com a nossa disciplina financeira justamente colocando a companhia nessa trajetória. Dentro desse contexto, e a gente se aproximando um pouco da desse momento de transição aí dessa virada como o Cristiano comentou, a gente também anunciou aí dentro desse trimestre, esse programa de recompra de ações, em uma perspectiva importante nossa de a gente confia no fundamento da companhia e tem convicção de que a gente tem bons períodos pela frente, então acho que isso é um reforço da companhia importante para o mercado, e aí não existindo então uma prerrogativa de um investimento eminente, como o Cristiano também colocou, aqui o retorno para o acionista ele entra então dentro desse contexto da recompra como uma uma alternativa importante de alocação de capital para nós daqui para frente.
Significa que a gente vai parar de fazer o pagamento de dívida? Não. A gente sempre olha obviamente todas as oportunidades que a gente tem na companhia, e conforme essa geração de caixa se intensifique pela frente, essa é uma alternativa para nós bastante importante também, que obviamente depende do próprio desempenho da ação.
CRCristiano
E aí queria só trazer um último ponto também Gabriel, que eu eu, só para, não é exatamente sobre sobre essa fala mas remete até à questão anterior do Rodolfo e a locação de capital mas amarra aqui com o da da Gabi eu queria fazer o seguinte comentário. Hoje a Klabin tem 4,4 milhões de toneladas, com portfólio de produto eu não conheço e todo o respeito aqui aos meus pares globais eu não conheço uma empresa com um portfólio de produtos da Klabin no mundo está? Então eu estou muito empolgado animado eu eu estou em cima de fatos que vocês podem obviamente mergulhar em cima do dos dos produtos na qual a Klabin oferece a mercado e na e na cesta de fibras que nós temos obviamente eu sempre falo sobre a fibra longa. Dado esse contexto uma empresa de quatro ponto milhões de toneladas e com esse portfólio, e aí eu eu respondi ao Rodolfo que não nós não vamos investir em capacidade transformacional nos próximos cinco anos, o que não quer dizer, e aí encerro aqui essa essa essa janela que eu roubei aqui, isso não quer dizer que a Klabin no futuro, nesses mesmos cinco anos futuro próximo, não será relativamente aos pares maior do que ela hoje, está.
Por quê? Porque companhias que são de fato pares conosco, está que têm fibra longa que têm LPB que têm C U K que eu falei aqui e esses outros esses produtos mais primes, essas companhias estão reduzindo capacidade no mundo. Então a Klabin relativamente em cinco anos, mesmo não fazendo investimento transformacional, será mais forte globalmente do que é hoje. E aí sim daqui cinco anos com com outra perspectiva geopolítica etcétera, a gente pode pensar em em em grandes transformações.
Pergunta 5Leonardo Correia, BTG Pactual
OPOperador
A nossa próxima pergunta vem de Leonardo Correia, do BTG Pactual. Por favor, pode prosseguir.
PParticipante 3
Tudo bem, pessoal? Vocês estão me ouvindo?
PParticipante 2
Sim.
PParticipante 3
Alan, bom dia, bom dia a todos. Só duas duas questões super rápidas, está, pessoal? Então, por favor, fiquem à vontade para responder em um minuto ou menos aí para deixar espaço para os outros aí na linha. Primeiro ponto, só, enfim, não estava, nem ia fazer essa pergunta, mas eu tenho visto aí de vocês, é, ouvido de vocês que, byeback claramente tem sido um foco, me parece um pouco mais com com mais ênfase do que no passado. Vocês recentemente, não é, alguns meses atrás mudaram a política de dividendos de de 20% do EBITDA para quinze, não é, mais ou menos.
Está na mesa fazer uma uma nova mudança na política de dividendos para abrir mais espaço para o byeback, não é, para para poder talvez alocar mais capital para o byeback? Então, seria essa a primeira pergunta. O segundo ponto, só super rápido em cartões, não é? O alto lucro de vocês está claro, por uma melhora no segundo semestre. Eu queria ver como que fica esse ambiente de aumento de preço com ainda um cenário de de tradeown, não é?
Que vocês estão vivendo aí nos últimos nos últimos trimestres então seriam essas duas perguntas obrigado pessoal.
CRCristiano
Olha vou tentar ser rápido Mel sobre essa esse esse primeiro ponto, a gente revisitou há pouco se de fato a gente paga o centro da política como costume não é a gente pode ainda, estamos pagando quinze da geração de caixa podemos pagar dez, então a gente já tem um espaço na própria política atual está? Como podemos pagar, vinte é uma isso vai depender obviamente de uma decisão do próprio conselho nos próximos anos. Na nossa visão hoje está bastante adequado o pagamento de de quinze não é, e a e a e o byback ele se tornou mais a gente está mais eloquente exatamente pelo fato de que em outros períodos a gente apresentou mesmo em em investimentos que vocês, e o mercado de certa forma não tinha a visão que nós tínhamos, mas a gente sempre apresentou investimentos importantes com quatro ou mais pontos acima da OOC não é? Isso aconteceu com todos inclusive com o Figueira com grande sucesso a gente tem muito orgulho e muita satisfação de falar do Figueira, que a gente a gente ficou aí dois anos vendendo papel a US$ 450 e transferindo o papel para nossa área de embalagem a US$ 650 foi um sucesso de que eu acho que hoje vocês entendem bem não é?
Então, hoje nós não temos nada com quatro cinco seis pontos acima do wok para apresentar para vocês e muito menos para o conselho, não o faremos portanto o vaiback é sem dúvida alguma mas sempre de forma objetiva é retorno a gente olha a nossa estratégia de locação de capital na minha visão dos nossos pais dos meus pares aqui dentro e do próprio conselho de administração, foi muito preciso nos últimos anos e agora é muito preciso com o Buyback, é por isso que a gente é eloquente porque no passado não não valia a pena frente aos nossos, ao que a gente esperava dos investimentos feitos não é? A segunda pergunta foi sobre cartão, a gente sim, de novo, das das 1 milhão cerca de 1 milhão de toneladas que a gente produz hoje de cartão, lembra que a gente tem aí cerca de 700.000 toneladas de lpb, que é um produto para leite a gente exporta para o mundo todo para todos os fabricantes de lpb no mundo, a gente está muito próximo à cerveja a cerveja já tem tem cerca de só na América Latina 70.000 toneladas de c u k, a gente está muito muito seguro claro que tem uma variação vocês perceberam a gente viu aí Heineken e outras falando que caiu um pouco consumo pós-Copa ou durante já a Copa, a gente chegou a ter picos que era a formação de estoque de cerveja para para própria Copa não é?
A gente chegou a fazer volumes importantes de sete 8.000 toneladas, isso já parece que voltou para níveis de seis, não é gritante mas esse é o piso cinco seis é o piso de consumo de cerveja para nós aqui em cartão não é? Então a gente segue muito firme no no leite e na cerveja, segue se vocês olharem higiene higiene limpeza aí, de residências fabricantes de pauder no Brasil, cresceram muito nos últimos meses também foi representado em volume para gente bastante significativo, e esses são os produtos que precisam da fibra longa e outros que eu poderia citar aqui, então a gente está sim afirmando que vamos seguir com o reajuste de preços para esses produtos premium, e a gente, como é sempre a nossa estratégia não trabalhar no folding que é aquele cartão mais commoditizado, que concorre com essa importação chinesa não é? Então a gente faz para aqueles que que querem o nosso cartão por qualidade principalmente na parte de impressão, mas o nosso foco de aumento de preço sempre é para o produto premium de fibra longa não é?
PParticipante 3
Está ótimo muito obrigado Cristiano.
Pergunta 6Daniel Sasson, Itaú BBA
OPOperador
A nossa próxima pergunta vem de Daniel Sasson do Itaú BBA, por favor pode prosseguir.
CRCristiano
Olá pessoal, boa tarde, obrigado, bem rapidinho aqui também. A minha, eu eu, a minha pergunta vem sobre celulose, se se o Nico puder comentar um pouquinho, vocês tiveram resultados super fortes em termos de realização de preço versus os seus concorrentes, versus os índices de preço de celulose nos últimos dois trimestres, então se você puder comentar um pouquinho as as razões aqui dessa alta performance, e e se isso é sustentável para frente não é, Nick, ou se de repente a gente, claro que a gente está está está vendo um cenário um pouco mais desafiador para as células de forma geral, e vocês acham que a que a queda recente de preços aí principalmente em fibra curta já foi suficiente para trazer os compradores de volta para mesa não é, se se isso, se já foi suficiente para vocês verem um um aumento ali do do order book que talvez tenha sido um pouquinho mais fraco no fim do do trimestre, mas de qualquer forma parabéns aqui pela pela realização de preços a a você Henrique Braga e todo o time comercial aí.
PParticipante 2
Obrigado.
PParticipante 3
Oi Celso obrigado, obrigado pela pela pergunta e também pelos comentários aí. A gente eu acho que não não é novidade já em todos os colos a gente sempre reforça a mensagem de da nossa baixa exposição ao mercado da da China, acho que isso não não é uma novidade a gente já vem desde alguns anos tendo uma preferência sempre por volumes contratados em mercados maduros, onde a gente tem uma logística competitiva, a despeito também de ter alguns prédios competitivos para China mas, a nossa preferência é sempre por pelo segmento de tixo, que é um segmento resiliente, a gente tem aumentado a exposição ano a ano, reduzindo a exposição de papéis gráficos, concentrando sempre no tixo, em especialidades, concentrando em segmentos onde a gente consegue capitalizar do ponto de vista da cesta de fibras que a gente tem, não é são clientes que compram não só a fibra curta, mas também compram a fibra longa e o e o flaf da da Klabin, então tudo isso leva a um cenário de uma maximização de de preços e consequentemente de margens, a gente tenta se antecipar o máximo possível às movimentações de mercado, obviamente nós não temos um volume tão grande de produção, seja de fibra curta ou de fibra longa e e de flaf, isso ajuda do ponto de vista de flexibilidade, mover volumes entre entre regiões, mas obviamente essa mesma estratégia é adotar é a estratégia adotada também por outros players então a gente tenta se antecipar o máximo que pode, no sentido de maximizar esse resultado e essa premissa ela vai continuar porque o gerenciamento da receita é o que faz parte aqui do nosso dia a dia.
CRCristiano
Obrigado Nico, e e os níveis atuais têm sido suficientes não é, uma queda recente foi suficiente para voltar a ascender o interesse aí dos compradores ou ainda tem sido difícil fechar negócio nesses patamares mais baixos?
PParticipante 3
Perdão eu acabei não respondendo a sua sua pergunta mas sim de fato a gente vê a China a despeito da nossa participação pequena naquele mercado, essa correção de preços que a gente viu nos últimos dois meses, ela tem um de maior consumo de fibras então a gente enxerga assim uma movimentação maior do ponto de vista de consumo na própria China, não sentimos nenhum uma diferença do ponto de vista de consumo na Europa ou em outros mercados durante esse esse terceiro trimestre a gente tem uma previsão ainda de volumes normais, e o que a gente está mais agora olhando e atento é prevendo uma estabilidade a partir de setembro nesse mercado de fibra curta, dado toda a pressão de custos que a gente vê nos produtores de de de alto custo. Beleza obrigado
CRCristiano
Nico. Obrigado a todos, até o próximo colo.
Encerramento
OPOperador
A teleconferência da Klabin S A está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham um bom dia. Obrigado.
KLAKLBN11 · 2T26Teleconferência de resultados
Klabin S/A · 2T26
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