Boa tarde. Bem-vindos ao webcast da Petrobras com analistas e investidores sobre os resultados do segundo trimestre de 2026. É um prazer estar com vocês hoje. Esse evento será apresentado em português com tradução simultânea para o inglês. Os links para os dois idiomas se encontram no nosso site de relacionamento com investidores.
Todos os participantes acompanharão a transmissão pela internet como ouvintes. Depois da nossa introdução, teremos a tradicional sessão de perguntas e respostas. Estão presentes conosco hoje, Magda Chambriá, presidente da Petrobras, Angélica Lauriano, diretora-executiva de logística, comercialização e mercados, Clarice Copete, diretor-executivo de assuntos corporativos, Fernando Melgarejo, diretor executivo financeiro e de relacionamento com investidores, Renata Baruzi, diretora-executiva de engenharia, tecnologia e inovação, Ricardo Wagner, diretor executivo de governança e conformidade, Silvia Anjos, diretora executiva de exploração e produção, William França, diretor executivo de processos industriais e produtos, e William Ozak diretor-executivo de transição energética e sustentabilidade. Para iniciar, passo a palavra à nossa presidente, Magna Chambriand, para suas considerações iniciais por favor presidente.
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Bom dia a todos e todas, uma alegria estar aqui hoje demonstrando a capacidade da Petrobras de superar suas metas e entregar excelentes resultados para os nossos investidores, sejam eles governamentais ou privados. Nós estamos aqui com a diretoria completa da Petrobras, e eu aproveito então para cumprimentar a todos os investidores, a todos aos representantes dos nossos investidores, a todos os executivos aqui presentes da Petrobras e de parceiros, e a todos que participam remotamente da divulgação dos nossos resultados do segundo trimestre de 2026. E também a todos e todas da imprensa que nos ouvem. Cada vez, nós nos orgulhamos mais dos nossos resultados. É um prazer estar aqui mais uma vez para apresentar mais um resultado que supera os anteriores, fruto do nosso trabalho intenso com as nossas equipes diversas, atuando em parceria para entregar cada vez mais petróleo, cada vez mais gás, cada vez mais derivados, com segurança, qualidade, eficiência e disciplina de capital.
No primeiro trimestre de 2026, nós apresentamos vários recordes a vocês. E nesse segundo trimestre, nós superamos esses recordes com marcas importantes novamente. Alcançamos, e é bom que se diga e se destaque, o maior lucro líquido recorrente trimestral em dólares da história da Petrobras. Esse lucro, recorrente,
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expurga
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eventos exclusivos. E também é o maior lucro bruto da história da companhia. E nós nos orgulhamos de dizer que conseguimos esses resultados sem nenhuma venda de ativos. É claro, que um branding acima de US$ 100 por barril, fortaleceu o nosso resultado. Mas o maior resultado alcançado, esse que nós apresentamos agora, de com eventos apenas recorrentes, não foi com o maior Brent da história.
Nós tivemos mais de dez trimestres com preços de petróleo superiores a esses no passado. E mesmo assim apresentamos o maior resultado recorrente em termos de lucro líquido da história da companhia. O nosso diferencial, e nós nos orgulhamos dele, é a gestão operacional, uma gestão operacional compartilhada com todas as áreas da companhia. Recordes operacionais de produção de óleo, de gás, de refino, e de comercialização de produtos tem sido o nosso compromisso. Nós produzimos nesse trimestre, 2,7 milhões de barris de petróleo por dia, além do gás.
Se considerarmos o barril de óleo equivalente foram mais de 3 milhões de barris equivalentes por dia. Não podemos, prometer que vamos superar a nossa meta, Mas eu garanto que nós sempre trabalhamos para a superação das nossas metas. No segundo trimestre de 2026, a nossa meta era de produção de 2,5 milhões de barris por dia. Nós superamos a meta do segundo tri em 200.000 barris de petróleo por dia. E isso se deve, dentre outros fatores, a aumento de eficiência na produção das plataformas, e também, antecipação de entrega de projetos contratados.
Os senhores lembram que nós antecipamos a entrega e o ramp-up da p setenta e oito, assim como antecipamos a entrega e o ramp-up da p setenta e nove. Outras plataformas virão, algumas já estão chegando esse ano, não é? Já estão com o sei away para esse ano, e de novo nós vamos repetir, antecipação de entregas de grandes projetos. Com mais volume, nós aumentamos as nossas exportações de óleo, foram 12% a mais nesse trimestre. E essas vendas, se traduzem em mais receita, e mais geração de caixa.
E aqui eu vou fazer um parêntese para destacar, além do trabalho de produção, além do trabalho da engenharia na entrega desses projetos, a participação do refino, refinando e ensinando nossos compradores a refinar cada vez mais o nosso óleo e assim valorizando o nosso produto, e a participação também da área de logística e e comercialização da Petrobras, com grande trabalho de alargar o nosso mercado do nosso produto final petróleo. De novo, foram esses eventos e a parceria de todas as áreas da Petrobras, dedicadas ao mesmo propósito, ao mesmo objetivo que permitiu a o atingimento desse grande resultado. Nossa maior geração de receita e maior geração de caixa, vai financiar os nossos investimentos, e preparar com segurança o futuro dessa companhia. O caixa que nós estamos gerando hoje será o caixa que viabilizará o crescimento da Petrobras. E eu gosto de dizer que do mesmo jeito que a empresa foi bem sucedida nos seus primeiros setenta e dois anos, nós estamos preparando a companhia para enfrentar, com sucesso, os segundos setenta e dois anos da Petrobras.
As equipes de refino, como eu falei, além da produção, além da engenharia, fizeram um trabalho espetacular. O fator de utilização das nossas refinarias superou 100% no segundo trimestre de 2026. Informalmente, aqui na empresa, nós começamos a nos cumprimentar dizendo, meta é para os fracos. A Petrobras supera metas, não é? E nós nos orgulhamos de superar as nossas metas.
Aumentamos o processamento mantendo o mesmo rendimento de diesel que é a v e gasolina. Mais receita para Petrobras, mais valor para empresa, mais valor para os nossos acionistas, sejam eles governamentais ou privados, sem perder o o olho na disciplina de capital. A produção de derivados cresceu 6% em relação ao trimestre passado. E com isso, foi possível reduzir em 40% as importações, principalmente de óleo diesel. A nossa parte, nós fazemos, nós estamos fazendo, nós elevamos a eficiência operacional e produzimos além da capacidade original em sete plataformas.
Aumentamos o fator de utilização das refinarias como um todo. Sempre com segurança em primeiro lugar. O preço do Brent, a taxa de câmbio, nós não controlamos, e nós não sabemos para onde elas vão. Por isso, nós investimos com disciplina de capital priorizando projetos de alto retorno. Todos os nossos investimentos passam por uma governança rigorosa.
Uma governança de aprovação para comprovar atratividade e retorno, retorno para os nossos acionistas, sejam eles governamentais ou privados. E ao mesmo tempo para entregar valor à sociedade. Sejam elas integradas pelos nossos acionistas de novo governamentais ou privados. O o respeito à governança é bom que se diga e que nós reafirmemos todos os dias, é um pilar da nossa gestão. Nós vamos seguir firmes na execução do nosso plano de negócios que é bem conhecido de todos vocês, com o compromisso de entregar à sociedade uma Petrobras lucrativa e absolutamente relevante para o nosso país.
Eu vou passar então agora a palavra ao nosso diretor financeiro, Fernando Melgarejo, que vai detalhar os resultados do segundo tri de 2026, agradecendo a todos os senhores por nos ouvirem. Muito obrigado a todos pela presença.
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Obrigado presidente, bom dia a todos que estão nos acompanhando aí no nosso webcast, de resultado do terceiro trimestre de 2026. Bom dia a todos que compõem aqui a mesa de resultados da Petrobras, aqui na sede da companhia, não é? Como o presidente falou tivemos um trimestre de recordes operacionais que levaram a Petrobras a um dos melhores resultados financeiro da sua história. Resultados esses muito ancorados e amparados pelo bom desempenho operacional, e reforço aqui que esse foi um grande ganho aonde a gente consegue ter a gestão, aonde a gente consegue gerenciar, e aí onde a gente consegue e tem domínio para evoluir da melhor forma possível, e é uma marca aqui da gestão desde que chegamos não é, a busca por aumento de óleo, eficiência produtiva, novas plataformas, ramp ups acelerados, é que também fazem parte do ré dos recordes que a gente tem tem trazido aqui para companhia, não é? Não fosse isso, não teríamos os recordes financeiros, é o recorde financeiro ele está amparado pelo recorde operacional que temos na companhia.
Vamos para o slide seguinte, slide 3, aonde a gente fala um pouco sobre e p, não é, da nossa produção. Tivemos uma produção de óleo, como o presidente já trouxe também, no recorde de 2,7 milhões de barris em um dia, um aumento de 15% em doze meses, isso significa 350.000 barris adicional que, adicionais que a gente tem comparando o mesmo período do ano anterior, significa praticamente três plataformas produzindo adicionais em apenas um ano, lembrando que o ano passado também já tivemos recordes e a gente vem aumentando isso, do de trimestre a trimestre foram mais 4% também, bastante relevante não é. Nossos times vêm fazendo um trabalho intenso de aumento da eficiência operacional e na gestão inclusive de reservatórios tão importantes para a busca de eficiência. Estamos antecipando entregas, a p setenta e nove por exemplo em sua produção no campo de búzios, com três meses de antecedência, toda vez que a gente antecipa um projeto no seu início de produção, a gente está antecipando o fluxo de caixa da companhia, isso aconteceu.
Ela já está com 90.000 barris dia, o ramp up é 180.000, que devemos chegar rapidamente apenas com dois poços de 90.000 barriscos, o que é surpreendente aqui no pouco tempo que a gente tem, e antecipado, não é?
Todas as ações estão se materializando e mais produção e mais receita, desde que a gente veio aqui, a gente mudou bastante a curva de investimento, não é, e tinha aquela dúvida aonde a gente ia chegar, e e hoje a gente demonstra não é, a partir da nossa produção aonde queríamos chegar, estamos chegando, superando inclusive alguns indicadores, não é? O Alexandre Gusmão, por exemplo, no campo de Mero, está produzindo 150.000 barris, a p setenta e oito em búzios, cento e vinte, e ambas com capacidade de 180.000 barris dias ou seja, temos mais capacidade ainda para alcançar além do recorde de fizemos dois ponto sete, temos capacidade, é porque não chegamos no ramp ups dessas plataformas. Quando elas estiverem operando na capacidade nominal, vamos acrescentar, e isso ainda é potencial não é capacidade, mais 90.000 barris dia de volume. E ainda temos o ramp up da p sete nove como falei, que entrou em operação ainda em maio deste ano com capacidade do cento seu 180.000. Em resumo, mesmo com a produção dois ponto sete, 1.000 milhões de barris por dia, ainda temos 270.000 barris de capacidade para rampar no segundo semestre.
Outros destaque têm sido o aumento de produção de algumas plataformas, da sua capacidade nominal, sua capacidade de projeto. FPSO Mirantamandaré por exemplo, em Búzios, tem capacidade de 225.000 barris, não o que já coloca como uma grande plataforma não é, uma plataforma de de grande porte, e a unidade já registrou um pico de 270.000 barris de produção, e é atualmente a plataforma de maior produção no Brasil e talvez no mundo em termos de produtividade não é? É uma plataforma gigante em um campo também muito grande, então com um potencial muito positivo aí para os próximos anos. Além dela, o Imurantes Tamandaré, temos mais seis plataformas adaptada para operar acima da capacidade original que é aquela capacidade de projeto. Hoje essa capacidade adicional já totaliza 100.000 barris por dia, praticamente uma plataforma de médio grande porte que nós temos aqui.
Estamos trabalhando para continuar então ampliando esse potencial. Um ponto importante é que o aumento da produção com segurança não é, aproveitamos folgas de projetos nessas plataformas, sem necessidade de obras, não é? Isso nos permite aumentar de imediato a receita do fluxo de caixa, sem a necessidade de qualquer investimento adicional. Essa é só receita sem a ao lado da despesa, o que é bastante positivo. Antes de passar o próximo slide, vocês destacaram uma notícia bastante importante que fizemos semana passada, onde anunciamos uma nova descoberta do gás da Colômbia, que confirma o potencial de gás na região.
É um projeto que está alinhado à nossa estratégia de longo prazo, que visa a recomposição de reservas por meio de explorações de novas fronteiras. Não significa que o território brasileiro não seja a nossa prioridade, continua sendo, mas por ser uma empresa internacional, precisamos também olhar para outras fronteiras. Seguimos então para o slide 4, vamos falar um pouco sobre Capex, em que no terceiro trimestre, como a gente pode ver no slide de vinte e seis, investimos 5,3 bilhões, um aumento de 4% em comparação com o primeiro trimestre, quando investimos 5,1 bilhões. No total temos 10,4 bilhões em dois trimestres aqui da Petrobras. Mais de 80% desse investimento, na verdade 82% concentrado em projetos de e p que visam produção e trazem alto retorno para companhia.
Trazemos aqui no slide alguns exemplos. Em relação ao trimestre passado, aumentamos em 40% a perfuração de poços e quarenta e cinco em completações. As interligações também cresceram 43%, impulsionadas pelo ramp up em búzios seis, em búzios oito, e por poços complementares que ajudam a a maximizar a produção de cada unidade de produção. Parte dos investimentos também foi destinado para avanço na construção de novas plataformas de búzios, como o p setenta e oito, p oitenta e dois e p oitenta e três. Todas plataformas gigantes também com capacidade cada uma nominal de 225.000 barris de cada uma delas.
São projetos com elevado retorno e rápida geração de caixa, e que devemos já a p setenta e oito ter notícias positivas na sequência, p oitenta, desculpa, p oitenta temos notícias positivas da sua antecipação também. A exemplo que que aconteceu na p setenta e nove. Vamos para o slide 5, falar um pouquinho sobre nossos produtos não é? No refino, alcançamos o recorde de utilização de na das refinarias, com um fator de utilização de 101%, aumento da produção em 68% do mix de rendimentos em produtos de maior valor agregado. Em abril e maio chegamos à ordem de de de do Foot de 102%, um recorde da companhia, a gente vinha trabalhando com fatores bastante baixo, e e um outro ponto importante, normalmente quando tem esses aumentos de Foot são alocados em produtos de menor valor agregado, nesse caso nós continuamos com a mesma proporção nos maiores produto, nos nos produtos de maior valor agregado, que são o diesel, que é a v e gasolina, o que aumenta ainda mais a eficiência dessas refinarias.
Com isso ampliamos a oferta de produtos próprios e reduzimos a necessidade de importações, especialmente do diesel onde a gente ainda precisa importar, a gasolina a gente é quase autossuficiente, não é? E isso tudo porque estamos produzindo mais. Aumentamos a produção de derivados em 6% e reduzimos a importação em 40% quando comparada com o trimestre anterior. Realmente isso melhora ainda mais a eficiência e fluxo caixa operacional da companhia. Outro fator que trouxe efeito positivo para o nosso resultado foram as exportações, mesmo processando mais óleo, não é nas refinarias, a produção foi tão maior que a gente aumentou para o refino e ainda aumentamos a exportação de produtos brasileiros.
A companhia já vinha em um nível alto de exportação no primeiro trimestre e conseguimos levar ainda mais no terceiro, trimestre. Só um minuto.
PParticipante 3
Desculpe
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pessoal, tivemos um anúncio aqui da defesa civil e interrompemos um minutinho, mas retomo retomo aqui a continuação da apresentação,
PParticipante 3
não é?
PParticipante 4
Então tivemos um aumento em relação ao trimestre anterior de 12% na exportação de óleo da companhia. E ainda alcançamos uma uma eficiência muito positiva na precificação da nossas cargas de petróleo, o que melhorou ainda mais a situação de fluxo de caixa da companhia. No slide 6, slide seguinte, não é? Fala vamos falar um pouco sobre o resultado financeiro, a gente traz aqui, apresenta o EBITDA, lucro líquido e f c o não é, e que todos esses recordes operacionais nos levaram a esses, esses bons resultados históricos para Petrobras. Em termos de lucro líquido recorrente e fluxo de caixa e lucro bruto, foram, como a presidente já trouxe, recordes na companhia.
O lucro líquido foi 11 bilhões não é, o maior lucro trimestral em dólares da série histórica da companhia, isso obviamente, excluindo todos os eventos exclusivos. O preço do branch ficou na ordem de cem, cento e quatro dólares, mas não foi, como a presença também antecipou, o branch mais alto que já vimos, não está nem entre os dez mais altos, o que demonstra que a questão operacional que fez toda a diferença. Mesmo assim alcançamos o EBITDA aqui que apresentamos, ajustado sem eventos exclusivos da ordem de 20 bilhões do trimestre, e que foi 70% superior ao trimestre anterior, e quase o dobro se comparado com o mesmo período do ano passado. O lucro bruto não está aqui como eu falei mas chegou à ordem de 19,5 bilhões de trimestre, o maior da série histórica da companhia, mais um recorde aqui. O resultado, e tudo isso não é, ancorado como eu tenho falado sempre em um resultado operacional que fez toda a diferença.
O maior volume de produção e venda de óleo derivados combinado com o preço de Brent mais alto, o branch nós não temos domínio, já a produção é o que a gente gerencia não é, fortaleceu a geração do fluxo de caixa operacional da companhia na ordem de US$ 12,3 bilhões no trimestre. Crescimento de quase 50% em relação ao mesmo trimestre do, ao trimestre anterior. São resultados expressivos e por isso reforço, não tivemos um ambiente recorde, mas tivemos produções recordes que impulsionaram os nossos resultados financeiros no trimestre. Indo para o slide 7, vamos falar um pouquinho sobre o endividamento. Esse ano nós conduzimos uma iniciativa bastante importante de renegociação de contratos de affectamentos de sondas e serviços de Poços USA, monitoramos o mercado constantemente para ver essas opcionalidades.
O resultado deve gerar uma economia de cerca de 1 bilhão de fluxo de caixa no quinquênio 2026 trinta, e uma redução lá no final do do quinquênio lá em 2030, na ordem de 400 milhões. Com isso reduzimos uma saída de caixa bastante importante aqui para companhia, que vai se revestir em fluxo de caixa livre e direcionamento para os nossos objetivos. Como esses aditivos aumentam o prazo dos contratos, foram assinados agora e foram assinados agora no segundo trimestre, precisamos antecipar o reconhecimento desses valores na dívida de arrendamento. É uma dívida que quando eu aumento o prazo, aumenta meu compromisso, eu reconheço ela, mas trouxe economia de fluxo de caixa e no final de cinco anos inclusive uma redução em relação ao que a gente tinha de expectativa total da dívida. Portanto essa dívida de arrendamento sobe no curto prazo, mas reduz o desembolso e fluxo de caça, caixa, e isso por óbvio gera valor para para para companhia.
Nesse slide vocês podem ver esse aumento na dívida de arrendamento, mas a redução da dívida financeira compensou essa alta, como está ali na terceira coluna, não é? Foi foi possível então, foi a gente fez pré-pagamentos realizados no longo do trimestre. Liquidamos empréstimos e financiamentos em um montante de US$ 2,9 bilhões, quatro, 13 bilhões, com destaque para pré-pagamentos de 1,4 bilhões em operações de mercado bancário, bilaterais, e recompra de 700 milhões em títulos emitidos no mercado de capital internacional. E ainda no trimestre captamos de uma forma oportunística cerca de US$ 600 milhões. Fechamos o trimestre então com uma dívida bruta de 70,8 bilhões e sessenta ponto quatro de dívida líquida.
Se não fosse o reconhecimento dos aditivos e contratos de arrendamento teríamos uma dívida no mesmo nível do fechamento de 2025 que é a primeira coluna desse gráfico. Ainda assim a trajetória de queda, fica mantida nossa expectativa de convergência para 65 bilhões no horizonte de plano não é, nível que otimiza a nossa estrutura de capital, e é o ponto ótimo entre capital de terceiro e capital próprio. Segundo, seguindo aí no próximo slide, vamos acompanhar aqui as projeções do plano não é, trazemos aqui um retrato de como estamos evoluindo esse semestre em relação às nossas projeções construídas em 2020, final de 2025 e apresentado no nosso planejamento estratégico. A produção tem ficado acima do topo da faixa e estamos trabalhando muito para ultrapassar essa meta. Vamos entregar o máximo possível.
Óbvio que tem desafios sobre essa produção, já estamos em um patamar grande, mas o nosso compromisso aqui é entregar o máximo possível nesse ano, em especial nesse ano, é que temos uma janela aí de preço bastante positiva. Em relação ao investimento caixa, nossa expectativa é encerrar o ano no topo da faixa, o projetado era 16,9 bilhões com uma margem mais e menos de 5% não é, e se tivermos que antecipar qualquer tipo de investimento é porque isso trará maior valor agregado e antecipação de produção de óleo para companhia, o que é positivo. Nós perseguimos antecipação, mas é claro que não não perseguimos aumento de custos. São projetos que se antecipados terão o mesmo custo, mas com o início das receitas antecipadas. Os gastos operacionais estão um pouco acima do planejado para o semestre, pressionado pelos maiores custos que temos na indústria de frete em especial, logística, em decorrência da da produção, além do câmbio.
Ao manter a produção acaba tendo um custo adicional e o câmbio que que o real foi apreciado. Somado são 11,7 bilhões o semestre e o planejado para o ano é na ordem de US$ 20,2 bilhões. Estamos monitorando o cenário e é possível que os gastos fiquem um pouco acima do projetado, se os custos logísticos de mercado global e a taxa de câmbio permanecerem nesse nível nos próximos semestres. Acreditamos que, no terceiro trimestre teremos menos incerteza, e se for o caso revisaremos os números como sempre fazemos com total transparência aqui para todos os investidores. Vamos para o slide seguinte, falar um pouco da arrecadação, trazemos um exemplo que demonstra os efeitos positivos do aumento do nosso resultado operacional para toda a sociedade.
Quando produzimos mais, recolhemos mais impostos por óbvio não é? Pagamos 88,6 bilhões em tributos apenas no segundo trimestre, sendo 500 milhões para municípios, 31,5 bilhões para para os estados, 34,2 bilhões para a união, além de 22,4 bilhões em participações governamentais. A Petrobras recolheu cerca de 22 bilhões a mais em em tributo em comparação com o segundo trimestre do ano passado. Se analisarmos isso, a gente está falando um incremento no pagamento de tributo e participações também na ordem de quase R$ 90 bilhões adicionais para os entes públicos. Finalizo agora aqui minha apresentação com uma mensagem que reforça o nosso compromisso de crescimento da companhia, com rentabilidade, responsabilidade e disciplina de capital.
O sucesso da Petrobras não fica só dentro da companhia, ele é compartilhado com toda a sociedade. Agradeço mais uma vez a todos por estarem aqui conosco não é e coloco à disposição junto com todos os diretores, a presidente não é, para para responder as perguntas dos analistas. Passo a palavra aqui, para o nosso ri Eduardo, para dar início às questões às questões e perguntas que virão.
OPOperador
Muito obrigado, Magna, obrigado Fernando. Daremos agora início à sessão de perguntas e respostas. Peço aos participantes que, por gentileza, façam apenas uma pergunta para que a gente possa maximizar o número de participantes nesse call. A primeira pergunta será do Bruno Montanari, do Morgan Stanley. Bruno, Bruno você você nos ouve?
Pode prosseguir por favor.
PParticipante 3
Sim, obrigado Edu. Bom dia, boa tarde a todos, parabéns pelo resultado e principalmente pela no no no crescimento da produção. Queria focar nesse tema da da produção não é, presidente Fernando já deram uma boa dica de quanto a produção pode exceder esse ano, mas eu queria ver com vocês se é justo pensar que a curva do plano também no médio e longo prazo não parece muito conservadora mesmo olhando a ponto alta não do mais 4%, dado que ela fica estacionada nesses dois ponto seis, 2,7 milhões de barris que vocês já até superaram, não E no tema de de de Capex, com as antecipações de búzios, vocês puderem comentar sobre o sequenciamento da p oitenta, oitenta e dois, oitenta e três, ao longo dos trimestres de 2027, ou se eventualmente a p oitenta ainda consegue rampar esse ano, seria perfeito. Muito obrigado.
PParticipante 2
Obrigada pela pergunta, Bruno. Nós temos que lembrar que nós trabalhamos com um recurso que é não renovável, não é? Produzir todos os dias 2,7 milhões de barris por dia é um desafio não é? Principalmente porque temos que enfrentar declínios de produção. Mesmo assim esses declínios têm sido reduzidos, só para você ter uma ideia não é, nós enfrentamos quando assumimos a diretoria um declínio, enfrentávamos um declínio de 12% ao ano.
Hoje em dia, esse esse declínio está em torno de 4% ao ano por conta da gestão das jazidas, a melhor gestão dos reservatórios, correta injeção de água, métodos de produção adequados, etcétera. É claro que com os nas novas plataformas chegando e as novas plataformas e que entraram em produção recentemente, rampando e atingindo seu pico, não é? Nós vamos atingir esses resultados planejados, e muito provavelmente superá-los, só que superar resultados é alguma coisa que a gente gosta de entregar sem prometer antes, não é? Enfim, eu vou passar a palavra aqui para Silvio e para Renata, Renata vai falar um pouco da das novas plataformas que vão entrar em produção, que estão chegando ao Brasil, que vão sair da da Ásia para para o Brasil, mas eu queria lembrar para vocês uma questão importante não é? Primeira plataforma gigante, de porte diferente das anteriores que nós tivemos aqui na Petrobras, foi a almirante Tamandaré, com capacidade de 225.000 barris por dia.
Essa plataforma, como o Fernando mencionou, chegou a produzir 270.000 barris por dia. Ela hoje, ela já teve sua capacidade ampliada para 270.000 barris por dia e ela já chegou a produzir esse pico de produção. Isso significa que com a capacidade produtiva do pré-sal, com a capacidade produtiva da Petrobras interligando poços, gerindo melhor as as jazidas, perfurando poços de alta produtividade e conectando as plataformas, nós transformamos uma plataforma de 225.000 de capacidades, não é? Em uma possibilidade de produção de 270.000 barris por dia. Mas, só isso não basta, não é?
É bom dizer que além dessas, nós temos outras três chegando entre esse ano e o ano que vem, todas elas de duzentos e vinte e cinco, e todas elas almejando atingirem 270.000 barris por dia de capacidade. Que que isso significa no frigir dos ovos? Significa, 45.000 barris por dia vezes quatro ou seja, 180.000 barris por dia adicionais, não é, por conta do empenho da Petrobras de superar as metas que lhes são apresentadas, não é? Então é isso que nós fazemos, melhor gerenciamento das jazidas, melhor eficiência na operação das plataformas, melhores desenhos de plataformas proporcionando The Bottom Neckings em plataformas gigantes, e é tudo isso que a gente vem entregando que propicia todo esse aumento de produção. A gente fala de produção mas nós estamos fazendo a mesma coisa nas refinarias, não é?
Vocês vejam que o que eu que eu mencionei, o Fernando apresentou também, que o fator de utilização das nossas refinarias que em um passado chegava a sessenta e cinco, setenta por cento, hoje supera 100%, não é? Apresentando também nesse segmento da indústria não é, aquela capacidade, aquele propósito da Petrobras de todos os dias entregar o seu melhor resultado para sociedade, para os seus acionistas sejam eles governamentais ou privados. Eu vou passar para Renata para falar um pouco do escalonamento da entrega das novas plataformas, e vou pedir para Silvia para falar também sobre o ramp-up das plataformas p setenta e oito e p setenta e nove. Vamos lá Renata.
PParticipante 3
Bom. Oi Bruno, bom dia, boa tarde já. Então vamos falar sobre a p oitenta, oitenta e dois e oitenta e três, não é? A p oitenta e o p oitenta e dois estão com o c a u aí previsto agora para esse trimestre não é, o terceiro trimestre de 2026, e a produção iniciar no segundo trimestre de vinte e sete. O que nós estamos fazendo agora é trabalhando fortemente para antecipar para o primeiro trimestre de vinte e sete a a produção da p oitenta.
Já a p oitenta e três a previsão de ser away é lá da Ásia é no início, no primeiro tri de 2027, com a produção iniciando no segundo semestre de 2027. Como a a presidente sempre diz, a gente sempre está trabalhando para antecipar a produção, o que nós conseguimos a gente tem feito pré-lançamento de linha, pré-lançamento de ancoragem, a a questão é que o segundo semestre historicamente tem condições de mar pior do que o primeiro semestre. Então a gente não consegue afirmar que vamos conseguir antecipar por conta inclusive de condições meteorológicas, está? Então é isso, estamos trabalhando para antecipar a p oitenta para o primeiro trimestre, e, as outras estão conforme já o planejamento.
OPOperador
Obrigado, obrigado Bruno pelas perguntas. Ah desculpa Silva, está bom.
PParticipante 5
Alô Bruna, aqui complementando o que a presidente a, a presidente falou e também a a nossa diretora Renata. Na verdade gente a projeção que nós fazemos da produção, ela é baseada na análise de riscos de tudo isso que a gente está programado não é, tudo isso está previsto, a gente está prevendo rampar a p sete oito, rampar a p sete nove, isso tudo já está na nossa análise de risco, e isso inclui, e a gente deixa sempre essa segurança de mais ou menos 4%, certamente vamos chegar no topo do guidance, almejando sempre como diz a presidente, passar a superar resultados não é? Mas no momento a gente considera razoável esse, manter essa mais ou menos 4% que chega a dois ponto seis, que a gente sabe que temos o planejamento das paradas programadas, e, e um alerta sempre que a gente faz não gente está recebendo agora esses esses plataformas super gigantes, 220.000, há uma preocupação, o que que a gente vai fazer em uma parada programada de uma super gigante como essa não é?
Então a gente tem investido muito fortemente em três coisas não é, que é planejar melhor uma parada, colocar tecnologia e capacitar as pessoas não é, mais ou menos como a gente faz aí na Fórmula Um não é, que troca o pneu dez vezes mais rápido que nós quando trocamos não é?
E é isso que a gente quer fazer com essas plataformas, com essas paradas programadas. Você imagina que um mês de parada programada, se a gente reduz uma semana, se a gente reduz três dias, é muito óleo no caixa então, a parada programada a gente está, um grupo especial trabalhando com isso não é? Uma outra coisa para garantir a produção, é também é a redução, é a integridade das plataformas não é, a gente está batendo recorde de redução daquela recomendação técnica de inspeção, então a gente faz isso ou seja, fazendo manutenção, cuidando da integridade para que a gente possa parar menos e garantir que com as paradas programadas a gente mantenha essa estabilidade, não é? Só para você ter uma ideia também das paradas programadas, no ano a gente espera 290.000 barris por dia durante as paradas, não é? Bom, acrescentando só para isso é é, quando você fala aqui a a respeito da produção, é isso aí que a tem para dizer gente, vamos tentar buscar o máximo, mas dentro do guidance inclui tudo isso que nós podemos ter de variação, de inspeções de equipamentos, e qualquer outra ocorrência.
OPOperador
Agora sim, obrigado Silvia, obrigado Magda, obrigado Renata. Obrigado Bruno pela pergunta. Vamos passar a próxima pergunta, vai ser da Munique Natal do Itaú BBA. Munique, a palavra está contigo, por favor.
PParticipante 3
Oi Edu, boa tarde a todos, obrigada pela oportunidade de fazer perguntas, uma pergunta. Eu queria abordar o tema da estratégia de importação de diesel não como é que a companhia está avaliando essa decisão de importação de diesel diante do cenário atual de preços, vez a vez a política de preços, estratégia comercial da companhia, especialmente agora que com a recente reescalada, uma volatilidade muito grande não é, mas com a recente reescalada a gente viu de novo os preços domésticos abaixo da paridade de importação, então queria ouvir um pouco como é que tudo isso se se acomoda aqui na estratégia comercial. Obrigada.
PParticipante 6
Oi Monique, a Angélica falando. Olha só, lembra lembrando vamos lembrar aqui o nosso processo de planejamento da produção que leva em conta os compromissos que nós assumimos com nossos clientes, as variações sazonais de demanda, a questão da do nosso refino, quanto do nosso refino está disponível, as margens de refino, e a estrutura logística também é considerada. Nesse contexto a nossa política está mantida, a nossa estratégia comercial está mantida, as nossas decisões de importação seguem observando os critérios de competitividade e rentabilidades. Sempre lembrando que nós temos hoje em vigor uma política pública que é é nos dá uma uma subvenção para o mercado interno, e a e aí faz com que o nossos preços percebidos pelo cliente sejam menores.
OPOperador
Obrigado Angélica, obrigado Munique pela pergunta. Próxima pergunta vai ser do Jorge Gabrich, do Scott EBANK por favor Jorge, pode prosseguir.
Apresentação
JOJorge
Oi, bom dia, parabéns pelos resultados não é e principalmente aqui na questão de volumes, eu queria voltar um pouco nesse nesse tema que já foi abordado aqui antes, acho que mais pelo pelo lado do declínio aqui não é como já foi bem falado aí, declínio hoje em dia da da Petrobras está está bem baixo não é por volta dos 4% aí daí no pré-sal, e e eu queria entender o quanto que isso é sustentável para frente aqui não é, se a gente for pensar em em projeção para os próximos anos, como que vocês veem esse declínio se comportando, nos próximos anos aqui? Muito obrigado.
PParticipante 2
Então Jorge, obrigada pela pergunta. Esse esse declínio, como eu disse para você, ele é fruto de uma estratégia, vamos dizer assim, amiúde com acompanhamento de toda a a gestão das jazidas. Mas a gente também não pode esquecer que nós temos jazidas imensas não é? Então só para você ter uma ideia, o campo de tupi é um campo que tem um limite de contrato de 1.200 quilômetros quadrados. Se a gente comparar, por exemplo, com um campo gigante do pós-sal, que era a realidade imediatamente anterior ao do pré-sal, a gente pega um Marlin que era o nosso maior campo, com duzentos e poucos quilômetros quadrados de área não é?
Então nós temos esses campos gigantes produzindo muitos sim, com alta produtividade, mas são jazidas imensas, se a gente comparar Tupi com Marlin nós vemos sei um campo seis vezes maior em área, não é? Então é essa a gestão que nós estamos fazendo, nós estamos fazendo a gestão das jazidas como um todo, mas também contando com ativos que eu diria que superam, e muito, aqueles mais conhecidos como classe mundial. Vou passar a resposta para Silvia continuar.
PParticipante 5
Bem Jorge, como a presidente já falou não é, então a gente tem a caída não é natural, e a gente procura combater essa caída fazendo estudos, que a gente trabalha muito fortemente em quatro áreas. Primeiro a sísmica quatro d, que nos ajuda a entender melhor o reservatório, ver as porções onde haja remanescente de óleo que possa ser melhor direcionado um poço não é? Fazemos a completação inteligente, lembra que a grande produção nossa vem do pré-sal, e o pré-sal são um reservatório gigante não é, para comparar aqui a altura do pão de açúcar, e a completação gigante permite que a gente separe as zonas que por acaso venha a produzir água ou gás, e a gente faz uma uma uma não é um gerenciamento inteligente dessa área não é? A outra coisa muito importante é a injeção de água não o meu dia um aqui na Petrobras a a presidente falou, tem que injetar água, não é? A Magna nos cobrava e realmente a maior injeção de água, a gente está com indicadores batendo recordes também de indicados de injeção de água, garantindo a a a melhor pressurização dos reservatórios, isso também é um fator que reduz esse declínio não é?
E logicamente os projetos complementares não é, uma vez conhecido a jazida, esse dado de sísmica nos direcionando para o melhor posicionamento dos poços, a gente tem os poços complementares bem posicionados garantindo essa essa redução não é? No caso de Tupi, como mencionado a gente tem um programa Tupi Mais Valor, que realmente tem mantido o nível de produção do campo não é, bastante significativo, e que como fala não só aqui para nós, para os nossos resultados, ele tem contribuído significativamente para o o resultado dos nossos parceiros não é? E tem considerado o resultado Petrobras algo positivo também para os resultados alcançados, como sendo o Brasil uma das principais áreas de produção também para os nossos parceiros não é? Então é isso aí.
OPOperador
Obrigado Silvia, obrigado Magda, obrigado Jorge pela pergunta. Próxima pergunta vai ser do Iuri Pereira, do Santander. Iuri, a palavra está contigo.
JOJorge
Bom pessoal, obrigado, boa tarde aí a todos. Bom, o ambiente de geração de caixa é bem mais favorável não é, seja por mérito próprio da empresa e por circunstâncias de mercado. Nessa linha queria tentar entender versus o o plano 2026 a 2030 por exemplo, pensando na alocação desse capital incremental que, que está surgindo a partir desse ano, refino ou ou alguma outra ambição a Petrobras tem, muito obrigado.
PParticipante 4
Iuri, boa tarde. Bem, isso essa é uma discussão que a gente sempre tem, não é, aparece em todas as, onde a gente vai, todas as reuniões, não é o que será feito com o valor adicional do fluxo de caixa que, por aumento de produção diferente do que a gente tinha no planejamento estratégico que gente tem, quer seja por questão de preço e a combinação das duas tem gerado sim um fluxo de caixa um pouquinho maior. Vamos lembrar que a fórmula de dividendos, tudo o que eu tenho de adicional, eu já vou distribuir via dividendo ordinário que é 45% do fluxo de caixa, livre da companhia. A priorização como tenho falado, continua sendo nos nos investimentos que a gente tem, e aí a gente tem algumas antecipações, a p oitenta, oitenta e dois, trinta e três em termos de projeto, tudo o que for investimento que gera retorno para o acionista, a gente está antecipando então essa é a nossa prioridade. A prioridade número dois, é a gente fazer a convergência da dívida o mais rápido possível por meio a US$ 65 bilhões, é a ambição que a gente tem dentro do planejamento estratégico e iria acontecer só no final do do quinquênio, 2029, 2030, então a ideia é antecipar um pouquinho aqui dentro, não é?
E óbvio, nós já estamos, já estamos em agosto, em agosto a gente já está em um em uma avaliação do novo planejamento estratégico da companhia, e que a gente vai discutir questões que que fujam do planejamento estratégico que a gente tem, que é o planejamento corrente, não é? Então por ali que a gente vai ter qualquer discussão. Em termos de dividendos extraordinário, a gente acha muito pouco provável que nesse ano a gente verifique a possibilidade de pagamento extraordinário embora adoraríamos não é, todo o dinheiro que excede o caixa necessário para companhia em uma visão de longo prazo e se a gente não tiver investimento e a dívida estiver bem adequada, a gente não vê problema nenhum sobre isso, essa lógica continua desde que nós chegamos aqui, é uma lógica que o excedente deve ser direcionado para algum lugar, se não tivermos investimentos, se tiver uma dívida adequada, o caminho natural é o extraordinário. A gente vê pouquíssima probabilidade, não porque não acreditamos que o Brent é um, vai se manter nesse patamar por um longo tempo, e que no ano que vem é um desafio também porque ele deve voltar aos patamares que a gente imaginava que estariam lá quando a gente confeccionou e construiu o planejamento estratégico vinte e cinco trinta.
OPOperador
Obrigado Fernando, obrigado Iuri pela pergunta. Próxima pergunta será do Gabriel Barra do City. Gabriel por favor, você pode prosseguir?
JOJorge
Obrigado Eduardo, obrigado time Petrobras por pegar minha pergunta. Eu vou tentar tocar aqui no assunto que a gente não falou ainda sobre o Braskem. A gente tem recebido muitas perguntas, a gente está em um momento super delicado da companhia, e a gente tem visto algumas notícias falando sobre uma possível recuperação judicial, a Petrobras agora após a reestruturação participando mais ativamente das conversas dentro da Braskem. A dúvida que fica do meu lado é como que vocês estão vendo a situação do lado da Petrobras. Eu entendo até pela governança da companhia existe, é uma dificuldade mas seguindo as regras e a governança existe uma preocupação grande em toda a locação de capital então existe talvez um discutir maior aqui, uma possível injeção de capital na Braskem então, o meu ponto é, eu queria ouvir de vocês o, que que seria na verdade aqui a a visão de vocês para o futuro da Braskem dentro da Petrobras.
Pelo que tudo caminha aqui, a companhia está indo para uma RJ, você tem uma cautelar acontecendo agora que acaba em breve, então acabando a cautelar até pelo entendimento que a gente tem ouvido, é que você deveria ir para um caminho de uma r j. Então, meu ponto e que eu queria ouvir um pouco mais de vocês para ajudar aqui na discussão, como que está essa discussão hoje internamente, como está a conversa com os bond holders e qual que seria o outcome, na visão de vocês para companhia dentro do portfólio da Petrobras nesse momento? Obrigado.
PParticipante 2
Bom eu vou começar respondendo, mas depois eu vou passar a palavra ao diretor Fernando. Vocês sabem que nós tínhamos muito pouca ação em termos de estatuto social, na Braskem, não é? Essa essa mudança recente deu para Petrobras mais poder político na na empresa e nós estamos atuando e chegando na empresa para olhar melhor e com e com novos olhos o que está acontecendo na Braskem e qual pode ser o futuro da Braskem. Particularmente eu não gostaria de falar da Braskem a mais do que isso, porque a Braskem divulga seus resultados na semana que vem, não é? Mas eu vou passar a palavra para o diretor Fernando para ele abordar esse assunto no limite das das nossas possibilidades.
FMFernando Melgarejodiretor executivo financeiro e de relacionamento com investidores
É, a situação da da Braskem eu acho que a gente tem que dar um passo atrás e lembrar, não é, que a gente tem um acordo, novo acordo acionista como o presidente trouxe aqui, em que a gente equipara nosso capital econômico dentro da companhia com o poder capital político lá dentro e de influência nas decisões da companhia. Isso tem cerca de dois meses, de lá para cá a gente já está utilizando todos os nossos, nossas opcionalidades dentro do codelcionista não é, já estamos lá com conselheiros, na gestão da companhia e tudo mais. Optou-se então em ter uma cautelar, essa cautelar é de domínio público como você já trouxe, finaliza o prazo dia vinte e quatro de outubro, e como eu também trouxe dia treze, de agosto desculpa, dia treze de agosto é a divulgação do resultado da companhia. É é um período é sensível não é, de bastantes, que temos bastantes decisões, e a gente, por óbvio, a gente não pode evoluir mais do que isso sobre outras informações, não é que pode prejudicar todo o âmbito da negociação.
Perguntas e respostas
Pergunta 1
OPOperador
Obrigado Fernando, obrigado Magda, obrigado Barra pela pergunta. Vamos à próxima pergunta da Liliane Young do HSBC. Liliane, a palavra está contigo, por favor.
JOJorge
Olá, me ouvem bem?
PParticipante 1
Perfeitamente
PParticipante 4
Lili.
JOJorge
Muito obrigada pela oportunidade, muito bons resultados. E queria fazer uma pergunta mais genérica de política energética. Uma é sobre o gás, que o governo brasileiro gostaria de reduzir os preços do gás para os consumidores industriais, e gostaria de ver como vocês pensam a o papel da Petrobras, se a Petrobras consegue contribuir com esse processo, ou para onde, para quem vocês poderiam por exemplo vender o gás que vem de Sergipe? E uma outra pergunta também é na parte estratégica de vocês com novas fronteiras, tem a margem equatorial, mas também tem iniciativas de vocês na África. Vocês podem nos atualizar sobre seus investimentos em Namíbia, São Tomé e Príncipe ou alguma outra região foco fora do Brasil?
PParticipante 3
Obrigada.
PParticipante 2
Deixar eu começar aqui depois a a Angelica, o William e a Silvia complementam. Mas vamos começar pelo gás, não é? Nós temos um projetos de óleo e gás em geral nossos projetos são sempre de óleo e gás associado, não é? E qualquer alteração regulatória por certo, que afeta nossos projetos não é? Afeta às vezes para o bem, às vezes afetam para o mal, às vezes são neutros, mas alterações regulatórias em todos os países do mundo, têm consequências em termos de estruturação de projetos.
No nosso caso, nessa toda essa de gás nós não sabemos ainda como é que ela vai terminar não é? O fato é, que independente do que aconteça não é, nós vamos ter que olhar os projetos à luz de uma possível alteração regulatória. Não é? Isso é assim no mundo todo não é, não vai ser diferente na Petrobras. Então todo e qualquer projeto, ele tem que ser lucrativo para empresa como o diretor Fernando já já mencionou não é?
Nós não somos uma ONG não é? Nós somos uma empresa, a empresa tem que dar lucro. Enfim, nesse caso então, qualquer coisa que mude em um cenário regulatório, fiscal ou qualquer coisa desse gênero não é, passa necessariamente por uma reavaliação das premissas que ancoraram esses projetos. Sejam eles de óleo, de gás, de refina, de petroquímico, para qualquer caso vale a mesma lógica não é? Alterações regulatórias ensejam revisões de projetos para que a gente possa garantir para os nossos acionistas que os os projetos em que nós investiremos serão rentáveis adequadamente rentáveis.
Vamos lá, Angélica, por favor.
JOJorge
Quer que eu comece? Obrigado, presidente. Obrigado, Liliana, pela pergunta. Só em complemento à observação da presidente Magda, a avaliação da Petrobras sobre essas mudanças regulatórias também foram externalizadas ao longo das últimas semanas, é uma posição do conjunto da diretoria. A nossa posição é a de que a simples transferência da titularidade de moléculas de gás não vai garantir aumento da oferta e portanto redução do preço, que é o que o mercado brasileiro precisa.
E a nossa percepção é a de que o mercado brasileiro já vem passando por uma abertura e por uma desconcentração bastante relevante ao longo dos últimos anos. Os próprios diretores se manifestaram ao longo das últimas semanas, chamando a atenção para o fato de que o segmento já tem trinta e uma empresas concorrendo com a Petrobras, mais de cem consumidores livres. Se nós somarmos os cinco terminais de regaseificação, têm operação privada, eles já são maiores do que a Petrobras. Então a nossa avaliação é de que a segurança jurídica, a estabilidade regulatória é fundamental para manutenção com previsibilidade e disciplina de capital dos investimentos que estão previstos. Como disse a presidente, todos na robusta governança da Petrobras e na nossa disciplina de investimentos e capital, enfim, toda avaliação de projetos leva em consideração o cenário regulatório existente, então uma mudança dessa monta inevitavelmente leva a uma reavaliação.
Mas a minuta foi disponibilizada hoje, a Petrobras vai se manifestar nos próximos quarenta e cinco dias por meio da consulta pública, e a nossa posição é essa.
PParticipante 6
É, eu queria adicionar só que hoje como William Nozac já disse, nós somos hoje 56% só do mercado, então o mercado já está aberto, não há o que se falar de necessidade de um gas release em um mercado em que você já tem trinta e uma empresas trabalhando nesse mercado. A adicionalmente a Petrobras no intuito inclusive de não repassar essa volatilidade do preço do branch a ao mercado, ofertou às às distribuidoras um alongamento de perfil de contrato, umas alternativas para evitar isso. Então a gente está sempre, a Petrobras está sempre buscando reduzir ao máximo o impacto do preço do gás no na indústria, principalmente na indústria do Brasil. E adicionalmente como como também o William já falou, em relação à questão do gas release nós aguardamos o posicionamento, qual vai ser o posicionamento da agência, e CEAP está em um momento em que você ainda pode estudar alternativas, E dentro desse contexto nós estamos estudando alternativas para para esse fornecimento.
PParticipante 3
Ok.
PParticipante 5
E a, do ponto
PParticipante 3
de do
PParticipante 5
ponto de vista do e p, o que nós temos feito é, ao longo desses últimos dois anos, aumentamos significativamente a exportação de gás, que estava na faixa de vinte e nove, 30 milhões de metros cúbicos, está chegando a quase cinquenta, não é? Exatamente, então a gente está disponibilizando mais gás, acreditamos que é com mais gás que se consiga reduzir preço, aumento de produção de gás também na nossa área de terra, lá em Urucu. Além disso não é, já que falamos de gás, tivemos a descoberta de gás, mais uma descoberta de gás na Colômbia, essa descoberta junto às outras duas, supera a necessidade da Colômbia, é uma possibilidade de exportação de gás também, e fornecer mais gás para o país não é? Voltando aqui para a África, outra pergunta. Estamos sim, a gente tem um um investimento em exploração na faixa de US$ 7,1 bilhões, dois ponto dois, dois ponto cinco margem equatorial, dois ponto quatro na margem sul-sudeste, e cerca de US$ 2,2 bilhões investido em outras áreas incluindo a área internacional, onde entra a África não estamos investindo aí, tivemos áreas já contratadas na África do Sul em parceria com a com a Total, temos a São Tomé e Príncipe e parte sozinhos e parte parceria com a Shell, temos também São Tomé e Príncipe como falei, a Namíbia também em parceria com a Total, estamos olhando altas outras oportunidades.
Então em termos internacionais, costa de marfim e México também estão sendo avaliados, e sempre com esse objetivo não é, de trazer e repor a nossas reservas, visto que a nossa produção é crescente. Obrigado Silvia, Angélica, William, Magda não é pelas respostas, obrigado Lili pela pergunta. A próxima pergunta será do Tasso Vasconcelos, do UBS. Tasso, por favor, pode prosseguir.
JOJorge
Obrigado, Edu, boa tarde todo o time Petrobras. Acho que a minha pergunta, até aproveitar o gancho dessa última discussão aqui. O time Petrobras tem sido bem enfático sobre esse tema não de reposição de reservas com novas descobertas. Claro que tem um foco sempre no Brasil, acho que a margem equatorial é exemplo mais mais claro ali, mas saindo desse cenário doméstico, quais que vocês diriam serem as principais prioridades expansão internacional caso de fato venha a ocorrer? A gente já discutiu um pouquinho aqui de novo na na última pergunta, mas eu queria entender um pouquinho mais onde que vocês têm visto mais a upside, onde que tem mais interesse do time Petrobras dedicar um pouco mais tempo nas análises.
Já comentamos aqui também não é do memorando com a Pemex no México. A Venezuela de certa forma tem atraído investimento de volta. A Bolívia parece estar voltando para o radar também não é de certa forma. Então vamos pegar um pouco a cabeça de vocês, olhando para o cenário fora do Brasil, onde que eventualmente vocês teriam um pouco mais de foco caso venha a ocorrer essas expansões? Obrigado.
PParticipante 2
Obrigada, obrigada Tarso pela pergunta. A gente tem dito reiterodamente não é, que não existe futuro para uma empresa de petróleo sem exploração, sem reposição de reservas não é? E nessa direção o que a gente faz, é buscar, reforçar a nossa expertise não é? E onde é que a nossa expertise? América do Sul, nós estamos trabalhando há mais de trinta anos.
Então a gente importa e produz gás na Bolívia há mais de trinta anos. Nós temos importado gás da Argentina há pelo menos uns dois anos, não é, revertendo aí a rota do gás da Bolívia que no passado ia para Argentina, agora a gente tem gás na Argentina chegando ao Brasil via o mesmo duto. Estamos trabalhando na Colômbia, não é então a América do Sul tem sido, vamos dizer assim, um campo de ação da Petrobras há pelo menos três décadas. E isso reforça nosso conhecimento da área, e nossa busca por novas oportunidades nesses locais onde nós temos conhecimento. A mesma coisa é México não é?
Quando a gente fala do México, nós tínhamos em um passado aí pouco mais de dez anos uma uma, um foco na exploração de águas profundas que a gente chamava de triângulo de ouro não é? Triângulo de ouro era o Brasil, África e o Golfo do México. Com similaridades, exploratórias, com similaridades em termos de abordagem de projetos e tudo isso não é? Então nesse ponto, a África, até por similaridades geológicas e e similaridade de abordagem em termos de produção e engenharia, ela também é nosso alvo principalmente à margem atlântica da África. E quando a gente olha para tudo isso não é, a gente enxerga também, a possibilidade do golfo do México mexicano, porque o golfo do México americano aconteceu, o golfo do México mexicano ficou praticamente nos termos de águas rasas naquele cluster de cantarel não é?
Então a gente se pergunta junto com a PMEX não é, se é isso mesmo, se o o golfo do México está bem, golfo do México na sua porção mexicana está bem explorado, ou se o golfe do México na sua porção mexicana, enfrentou dificuldades parecidas com o que nós enfrentamos no Brasil, onde por exemplo perfuramos o pré-sal na no sul do Espírito Santo, na bacia de Campos em 2002, passamos direto, não vimos, e viemos prestar atenção de novo nele, descobrir uma jazida de 1 bilhão de barris de óleo recuperável, apenas seis anos depois. Então nós temos nos feito essas perguntas aproveitando, o aprendizado que nós temos na Petrobras tanto na área de geologia quanto na área de produção, quanto na área de comercialização de produtos, não é? Tudo isso assim em uma parceria geopolítica que nos parece bastante proveitosa não é, então é nessa direção que nós estamos indo. Vou passar a palavra aqui para Silvia também que está acompanhando essas questões muito de perto já que é a diretora de exploração e produção da empresa.
PParticipante 5
Bom então a estratégia, a Magna falou muito bem não é, nós temos uma competência tanto geológica quanto de produção em águas profundas e ultraprofundas não é, então quando a gente está indo para os leads e essas oportunidades na África, nós fomos buscando umas áreas com muita semelhança e muito conhecimento que são as áreas disponíveis não é então que nós estamos, tanto nessa costa africana, quanto também no México, a margem equatorial e Pelotas, nós estamos em busca de reservatórios turbidíticos similar ao que nós temos aqui na bacia de Campos não é? Então o pré-sal é muito único, muito exclusivo na de Santos, e agora na bacia lá no no México a pergunta específica, a gente tem os diáfos de sal, a gente tem reservatórios e a o expertise da Pemex não é forte em águas profundas e ultraprofundas não é, eles ficam mais concentrado em águas rasas. Então fizemos esse MOIU não vinculante, estamos a levantando todos os dados sísmicos, fazendo uma parceria com eles para que a gente possa ver que áreas não é, possam trazer valor aí, oportunidades que possa ser interessante para Petrobras, logicamente também para para PMEX não é mas então no momento, é análise dos dados sísmicos, os dados dispostos disponíveis, a gente está coletando esse material, e mais à frente podemos ter um parecer de de que áreas seriam mais interessante para nós não é.
OPOperador
Obrigado Tasso, Magda, Silvia. Próxima pergunta será da Millennie Clifford, do JP Morgan, por favor, Millennie, pode prosseguir.
JOJorge
Oi pessoal, boa tarde, tudo bem? Obrigada por pegar minha pergunta. Eu queria fazer um follow-up rápido em downscreen. Vocês falaram da estratégia de importação, considerando a sazonalidade, mas eu queria ouvir um pouco mais de como a empresa vê esse cenário de crack spreads agora para o segundo semestre, e como está a estratégia de manutenção das refinarias dentro desse escopo não é? Então vocês têm rodado o parque de refino acima de 102% ali em abril, maio, e a gente viu algumas notícias que teríamos paradas de três refinarias agora no segundo semestre então, assim pensando um pouco em terceiro tri, como deve ser a utilização do parque de refino, e o que que a gente espera em termos de timing e duração dessas paradas programadas do segundo semestre.
PParticipante 3
Obrigada.
PParticipante 6
Oi, obrigada pela pergunta. O terceiro trimestre é um trimestre que sazonalmente já é de maior demanda de diesel. Então dentro desse contexto, o nosso planejamento operacional está levando em conta isso. Evidentemente nesse trimestre teremos que importar, e o crack do do diesel tem levado a que a gente procure produzir o máximo do diesel no mercado interno, dentro desse contexto a gente tem um planejamento operacional bem estreito junto com o refino que o William vai falar das paradas, de forma a maximizar o uso do nosso refino em detrimento das importações. De qualquer forma, as importações estão acontecendo de forma natural, sem nenhum problema, não existe hoje no no momento uma deficiência de diesel no mercado para aquisição?
FMFernando Melgarejodiretor executivo financeiro e de relacionamento com investidores
Quem fez a pergunta por favor. O Milene, obrigado pela pergunta. Essa pergunta é importante, porque ela vai nos permitir esclarecer algumas coisas não é. Quando nós adiamos as paradas da Regap, as paradas que foram adiadas no primeiro semestre foram da Regap e da REPLAN. No segundo semestre não tem nenhuma parada adiada, as paradas que estão adiadas que que irão ocorrer, que são as paradas do f c c do carecamento catalítico e do h d s, do h d t da REPAR, e o h d t de Cubatão, de diesel, elas já estavam previstas no nosso plano, está?
Então não houve nenhum adiamento segundo semestre, são paradas a única parada maior realmente é a é de Cubatão, agora para agosto. E as outras são paradas menores, então já estavam previstas. No caso específico da do do adiamento das paradas da REGAP e da REPLAN, que que nós adiamos? Nós estávamos com projetos de de ampliação em andamento, então nós como os projetos ainda não estavam maduros, nós optamos por passar para o ano seguinte, para o início de vinte e sete essas paradas, fizemos análise de confiabilidade, inspeções etcétera não é usando as técnicas modernas existentes, entendemos que nós podíamos garantir a confiabilidade passando essas paradas para o ano que vem e fazendo ampliação. Então a gente reduziria um lucro cessante aí de quarenta e cinco dias não é, de ter que fazer duas paradas, a parada programada agora e a parada para o para ampliação com o Revampa ano que vem.
É um revan para o importante da Replan, de uma das destilações da Replan, duzentos a e da Regap, e nós vamos levar aí a mais 10.000, quase 10.000 metros cúbicos dia de de carga a mais não é, que dá 60.000 barris de carga de destilação. Destacando que a gente no nosso no nosso planejamento estratégico, o vinte e seis trinta, nós temos aí quase 300.000 de diesel, sendo que desses 300.000, 100.000 são de ampliações e otimizações das refinarias, com muito baixo CAPEX. E os outros duzentos são aqueles relativos a ao ao novo a nova planta de diesel, o h c c de de do Boa Ventura, e o trem dois da Renest, sendo que a primeira fase do trem dois, Renata junto aí com a a engenharia junto com a d p I, nós estamos entregando agora no final do ano. Então já vamos subir a carga que hoje está em cento e quarenta na Renest, aí fruto de inclusive um trabalho muito importante da nossa presidente. E e vamos subir então para cento e oitenta, 200.000 já.
Então, voltando a falar, está previsto normalmente as paradas de segundo semestre não houve nenhum tipo de de de de adiamento do primeiro para o segundo semestre para garantir Food, muito pelo contrário, e nós simplesmente passamos as paradas para garantir o ano que vem, Regape e Replan para garantir a entrada então dos novos investimentos, e conseguimos, mesmo com as paradas da da, com a com a com adiamento das paradas, da Regape Repan que estavam previstas para março, então a gente voltaria em abril, em maio, junho, julho, nós tivemos resultados muito bons como já passados aqui pela presidente, pelo pelo Fernando de Futti. Eu queria destacar que em julho, julho já fora do, já no terceiro trimestre, nós conseguimos aí um um recorde histórico de produção de diesel que ele era desde 2014. Esse recorde ele foi o último foi 2014 do terceiro TI, nós conseguimos cento e um ponto dois, contra o recorde de cento e um ponto um do terceiro trimestre de do segundo trimestre, perdão, de 2014.
Então batemos o recorde histórico com uma questão que o Fernando falou, estou me alongando porque isso é importante.
Com 70% de rendimento de médios, 5% acima do rendimento de médio daquela época. Então é um Food maior, com rendimento de médios que nos dão muito mais receita, leia-se diesel, gasolina e querosene de aviação, maior do que naquela época. Então um resultado muito expressivo por conta do maior Food maior maior produção de média, sem falar também não é, que o fator também isso eu falei do do do do Food, e em julho nós conseguimos também bater o recorde histórico de produção de diesel. Nós batemos em maio e batemos em julho de novo, alcançando 3.904.000 metros cúbicos de produção de diesel total no mês de julho. Então resultados assim que mostram que a nossa decisão não é Angélica, tomada junto aí com a área de de de confiabilidade com nossa área de comercialização e logística, com a decisão acertada em relação às paradas programadas e ao a demanda que a Angélica tem colocado para nós que todo mês ela pergunta, é perto de cem, é perto de cem?
Não baixa isso não. Então a e a nossa perspectiva é seguir acima de noventa e cinco, noventa e oito, beirando cem isso é, aqueles patamares de sessenta e cinco, setenta até noventa, que a presidente falou são patamares que estão ficando para o passado.
PParticipante 3
Sempre com confiabilidade
FMFernando Melgarejodiretor executivo financeiro e de relacionamento com investidores
e garantindo a segurança, não é? Veja bem, se essas duas áreas da LCM e DPI estão com o resultado de estar na faixa de zero três acidentados registráveis, taxa de acidentado de restráveis, que é um resultado muito bom, bem a bem abaixo da média, da melhor média dos benchmarking, nós somos bem que uma benchmarking mundial nesse resultado então mostrando o quê? É carga, é FUT, com confiabilidade, com segurança das unidades. Obrigado pela pergunta viu Milene?
PParticipante 2
Milene, eu queria reforçar William, garantindo para vocês que nós estamos fazendo duas coisas não é? A primeira como eu disse é superando metas. E a segunda, é também trocando a capacidade de refino da Petrobras como o William disse para produzir cada vez mais produtos mais valiosos e cada vez menos produtos menos valiosos. O diesel tem sido o nosso carro-chefe, não é e o que vocês estão vendo aí em termos de resultado de diesel é fruto desse esforço.
OPOperador
Obrigado Magda, obrigado Angélica, William, Mi pela pergunta. Próxima pergunta será do Rodrigo Almeida, do BTG. Rodrigo, a palavra está com você, você pode prosseguir por favor?
JOJorge
Obrigado Du, boa tarde a todos. Queria só, talvez a gente gente falou um pouco aqui sobre sobre não é oportunidades aqui fora do Brasil, eu queria talvez voltar aqui no um pouco aqui e falar um pouco mais de, de oportunidades aqui no Brasil não é, a gente podia talvez começar em três, acho que três três projetos que eu acho que são interessantes que a gente que a gente poderia talvez discutir um pouco mais aqui. Acho que o primeiro deles eu queria pegar uma atualização de vocês, o que que vocês estão estão pensando sobre tupi não é, porque acho que tem todo aquele imbróglio, da extensão da concessão ou enfim, de uma mudança, eu queria ver se vocês têm alguma atualização sobre esse assunto, o que é que vocês planejam ali para frente. Ainda que a gente tenha auto de cabo frio central, que eu acho que é outro projeto que que mostrou sucesso exploratório recentemente, acho que o programa exploratório terminou no comecinho do ano que vem, então eu queria ver o que é que vocês pensam, não é sobre o sobre o projeto, se há necessidade de algum tipo de ajuste, enfim, como é que vocês estão vendo o Economix desse desse desse desse ativo também.
E aí o terceiro o terceiro projeto que eu queria comentar um pouco, que queria pegar uma atualização com vocês é sobre margem equatorial não eu acho que tem um, talvez alguma novidade para para gente para gente esperar de vocês aí ao longo das próximas semanas enfim, não que a gente viu de notícias recentemente. Mas eu queria tocar um pouco nesses três projetos não é, tupi, auto de cabo frio central, e margem equatorial. São esses aqui, obrigado pessoal.
PParticipante 2
É deixa eu falar para você então que tupi, ele está em negociação não é? Então qualquer resultado em relação a isso ainda é precipitado. Mas nós seguimos conversando com a com a com as instituições no sentido de avançar nesse entendimento. Margem equatorial, também já foi dito não é nós continuamos perfurando lá o poço morfo, aquele bloco b m f z a cinquenta e nove, estamos aguardando além desse poço, mais a licença de para mais três poços contingentes no bloco. Vocês lembram que a licença ambiental que foi pleiteada no passado, foi para um poço firme, mais três contingentes, não é ninguém analisa uma área daquele tamanho só com um poço, não é então se morfo der descoberta ou se não der descoberta, a conclusão é a mesma não é?
Nós precisamos continuar explorando uma área que é gigantesca, e só nesse bloco BMEFZA cinquenta e nove por exemplo, o nosso pedido para o pontapé inicial dessa avaliação de um poço firme mais três contingentes, nós estamos aguardando portanto, desde aquela época do da solicitação das licenças, a autorização para furar além desse pioneiro, mais três contingentes. Eu vou passar a palavra para Silvia que vai complementar a questão da margem equatorial e do alto de Cabo Frio.
SASylvia Anjosdiretora executiva de exploração e produção
É isso, o que gente falou, a gente está avançando nas negociações de tupi não é, muito positivo, nós temos que aguardar aí a avaliação de todos os entes o t c u inclusive, não é? Maja equatorial, estamos aqui aguardando ansiosamente esse poço, estamos superando qualquer, todos os desafios foram superados, tecnologias, tempo, estamos a tendo um processo de curva de aprendizado crescente, para que a gente possa chegar nos outros poços com muito mais rapidez, com muito mais resultado não é mas faltam ainda os quinhentos metros para chegar ao reservatório, e esse reservatório, esperamos aí que seja, cheio de óleo mas se não for cheio de óleo a gente vai ter que fazer os outros três poços para buscar a os poços contingentes para gente possa entender a área não Como eu disse antes, nós temos trinta e dois blocos na margem equatorial, e a gente tem esse potencial imenso para se, para poder desbravar essa nova fronteira não é? Foi o que aconteceu com a bacia de Campos, com a bacia de Santos, e a margem equatorial precisa sem dúvida, de perfuração dos poços para uma avaliação correta do potencial não é?
Tem o potencial previsto claro, existente com a semelhança com as bacias do Suriname, de da Guiana, e também de Gana, então estamos aguardando aí ansiosamente esperando já final do mês, que a gente chegue até esse reservatório não é, estamos como eu disse na oitava fase do poço, oitava e última fase, para garantir muita segurança.
E no Alto de Cabo Frio central, é um poço, uma área que nós estamos ainda em avaliação junto com os parceiros, porque ela tem algumas algumas, algumas dificuldades em função do do do alto teor de do índice de de de óleo a ser retornado para união, então para fazer a viabilidade dele, nós precisamos assim realmente fazer um estudo muito mais aprofundado não é então, a gente está ainda então em avaliação do alto de Cabo Frio central.
PParticipante 1
Obrigado Silvio, obrigado Magda, obrigado Rodrigo pela pergunta. Próxima pergunta será do Vicente Falanga do Bradesco BBI. Vicente por favor.
JOJorge
Obrigado, Magda, e todo o time da Petrobras. A companhia tem sido bastante vocal na mídia não sobre novos investimentos aí que já foram amplamente comentados aqui, só que além de África, golfo do México, América Latina, a gente também leu recentemente sobre, metais raros e e também sobre reavaliação do campo de Júpiter, com potencial exportação de GML no offshore, quanto de fato vocês consideram investir nesse nesses segmentos, metais raros até fugirem um pouco aí do escopo de atuação da companhia, eu queria entender se vale a pena, se quer olhar para esse para esse setor. Obrigado.
FMFernando Melgarejodiretor executivo financeiro e de relacionamento com investidores
Vamos lá aqui. Começar aqui, eu acho que de fato a companhia não é, vem em um crescimento, a gente tem melhorado aí nossa produção, temos focado na questão operacional da companhia, e por óbvio a gente tem olhado novos negócios, novas oportunidades, todas as questões oportunísticas que a companhia pode criar valor para para para para os seus acionistas não é, e tudo que aparece nesse sentido, a gente tem avaliado. Hoje a gente não tem nenhum compromisso de investimento em relação ao que você citou não é, todos esses itens, a gente nem nenhum não tem nenhum compromisso não é, são só oportunidades que a gente vem discutindo, olhando, vendo, do do ambiente doméstico, do ambiente externo, como você falou, México também, tem uma questão institucional bastante positiva que pode nos trazer benefícios aí de de futuro. E lembrando que qualquer investimento que a gente fizer, vai passar pela governança da companhia, verificado os seus cenários residentes onde a gente usa no caso de produção, US$ 50 flat durante todo o projeto, tem que ter viabilidade econômica e tem que estar dentro da nossas ambições também devidamente ajustado dentro da governança.
OPOperador
Obrigado Fernando, obrigado Vicente pela pergunta. Próxima e última pergunta será do Caio Ribeiro, do Bank of America. Caio, por favor, para você poder, você pode prosseguir.
JOJorge
Boa tarde a todos, obrigado pela oportunidade. Eu tenho uma pergunta sobre alocação de capital, voltada mais para o lado de m e a, queria ver se vocês poderiam nos passar uma cor, não é sobre como que ficam as prioridades de vocês em relação, uma possível volta ao setor de distribuição de combustível, entrada no espaço de etanol, ou até mesmo a recompra não é da da refinaria de de Mataripe. E se puderem também nos passar uma cor sobre, não o timing em relação a essas decisões, quando que elas devem ser tomadas, e também em que etapa, de análise não é que essas possíveis transações estão hoje, ajudaria bastante. Muito obrigado.
FMFernando Melgarejodiretor executivo financeiro e de relacionamento com investidores
Posso começar aqui depois, se algum diretor entender necessário, a gente complementa aqui. Não é, tudo que a gente tem, a gente continua seguindo o que está dentro do planejamento estratégico não é, é o nosso drive de decisão aqui dentro, obviamente vem uma construção de um novo não é e outras coisas podem ser incluídas lá, se a gente entender que isso é positivo para os nossos acionistas, não é? Em termos de de distribuição, nós temos o não compete, depois com a vibra, não é e isso será integralmente cumprido até o final, não é e depois a gente volta a discutir se for o caso e e evoluir nesse sentido. A gente já tem uma ambição dentro da distribuição que não é dentro do varejo, é no b two b que a gente vem aqui ali com alguns projetos, tem tem andado bem esses projetos e e achamos que é bem positivo o que a gente tem visto. Na questão de Matarip, como a gente falou, teve uma do diligence, de lá para cá não tivemos nenhuma novidade nesse sentido e nem evolução das negociações.
Tudo tudo que a gente tiver, a gente como sempre a gente vai trazer como informativo aqui um comunicado a mercado ou ou tudo mais. Eu não sei No caso do etanol.
JOJorge
Especificamente, eu posso complementar o meu garejo, o tema segue, como disse o meu garejo, prioritário no nosso plano de negócios, a gente entende que é um segmento relevante na matriz energética brasileira, tem maturidade tecnológica e de políticas públicas, mas as negociações seguem em curso e no momento oportuno a gente vai divulgar os desdobramentos, até respeitando a confidencialidade e para não perturbar a estratégia negocial, mas do ponto de vista da composição dos segmentos de trânsito energético, ele segue sendo observado de maneira relevante por nós.
PParticipante 6
É interessante dizer também que o retorno à distribuição de combustíveis e de GLP sempre será a nossa meta e que e vai reforçar a nossa estratégia de aproximação com o mercado. Então sempre que for possível, evidentemente retirados todas as impedimentos que temos nós vamos buscar voltar para o mercado. Obrigado Caio pela pergunta, Fernando, William e Angélica pelas respostas. Obrigado a todos, encerramos nesse momento a sessão de perguntas e respostas, caso hajam perguntas adicionais elas podem ser enviadas ao nosso time de relacionamento com investidores. Passarei a palavra para presidente Magda Chambriá para seus comentários finais, por favor presidente.
PParticipante 2
Reiterando as nossas palavras não é, a atuação da Petrobras tem sido uma atuação bastante profissional, bastante pautada em disciplina de capital, atenção aos nossos projetos, atenção às nossas jazidas, aos nossos ativos de forma a estar sempre maximizando o valor com eficiência operacional, respeito às normas de segurança e saúde. E, é isso que tem pautado a o propósito do corpo técnico da Petrobras, da diretoria da Petrobras, e esse, e vamos dizer assim, com o propósito de levar à frente o melhor a melhor entrega possível para os nossos acionistas governamentais ou privados, brilhando também pela disciplina de capital, os senhores podem ficar tranquilos quanto a isso. Muito obrigada a todos e eu espero revê-los aqui com resultados igualmente satisfatórios no terceiro tri. Muito obrigada a todos.
PParticipante 1
Obrigado Magda, informo que a apresentação do evento está disponível no site de RI da companhia, em breve a gente vai disponibilizar o áudio do webcast para replay também. Muito obrigado, uma boa tarde a todos.
PETPETR4 · 2T26Teleconferência de resultados
Petrobras · 2T26
0:00
-1:32:10
Transcrição automática · Atlas (Deepgram nova-3, pt-BR, revisão 2), gerada a partir do áudio da companhia; pode conter erros, confira no áudio. Números falados não viram dado do Atlas. 12.940 palavras. Site de RI
Fontes desta páginaCVM até 2026-06-30 · Companhia 2026Q3, parcial · B3 até 29/10›
CVM · demonstraçõesdesde 2010-12-31 até 2026-06-30