Bom dia senhoras e senhores. Sejam bem-vindos à teleconferência da Tupy S.A. Para apresentação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026. Essa conferência está sendo gravada e o replay poderá ser acessado no site da companhia em r I ponto Tupy ponto com ponto b r. A apresentação também está estará disponível para download na plataforma e no site de r I.
Informamos que todos os participantes estarão apenas ouvindo a conferência durante a apresentação, e, em seguida iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando mais instruções serão fornecidas. A apresentação está sendo gravada e traduzida simultaneamente. A tradução está disponível clicando no botão interpretation. Para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de silenciar o áudio original em português, clicando em mute original áudio. Antes de prosseguir, aproveito para reforçar que as declarações prospectivas, têm como base as crenças e suposições da administração da Tupy, e as informações atualmente disponíveis para a companhia.
Essas declarações podem envolver riscos e incertezas, tendo em vista que dizem respeito a eventos futuros, e portanto, dependem das circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores, analistas e jornalistas devem levar em conta que eventos relacionados ao ambiente macroeconômico, ao segmento e aos fatores, podem fazer com que os resultados sejam materialmente diferentes daqueles expressados nas respectivas declarações prospectivas. Estão presentes nessa teleconferência os senhores, Arru Bourman, CEO, senhor Rodrigo Périco, CFO, o senhor Ricardo Fioramonte, vice-presidente de componentes estruturais, o senhor Geithiro Genço, vice-presidente de novos negócios, inovação e DRI, e o time de RI da Tupy. Gostaria agora de passar a palavra ao senhor Arru, que dará início à apresentação. Por favor senhor Arru, pode prosseguir.
Apresentação
ABArru BourmanCEO, senhor Rodrigo Périco, CFO, o senhor Ricardo Fioramonte, vice-presidente de componentes estruturais, o senhor Geithiro Genço, vice-presidente de novos negócios, inovação
Bom dia a todos, é uma satisfação participar da minha primeira teleconferência de resultados como CEO da Tupy. Nestes primeiros sessenta dias, visitei todas as plantas da companhia. Conversei com nossos colaboradores, estive próximo de clientes e acompanhei diretamente processos industriais no chão de fábrica. Vi uma Tupy que nem sempre aparece com a força que deveria. Uma companhia com ativos relevantes, competências industriais diferenciadas, tecnologia aplicada e muitas oportunidades concretas de gerar muito mais valor.
A planta localizada em Santo Amaro por exemplo, mostra a Tupy do futuro. Vemos linhas de design automatizadas, montagem de motores próprios e para terceiros, princípios LINS aplicados na operação, indicadores operacionais de referência. É um exemplo claro, de tecnologia e disciplina operacional. O centro de distribuições de peças, voltado ao mercado de AfterMarket, é referência de segurança e produtividade. Também chama atenção à quantidade de novos produtos envolvidos e lançados, o que reforça nossa capacidade de crescimento.
Olhando para o negócio principal, nossas operações no Brasil, Portugal e México são bases importantes para o futuro da companhia. Em especial, ramo Zarisp, que deve ser vista como uma plataforma estratégica para crescer na América do Norte e acelerar nossa agenda de agregação de valor. Minha conclusão objetiva, a Tupy tem ativos, clientes, tecnologia e competências superiores ao resultado que hoje estamos entregando. Esses exemplos reforçam uma mensagem importante. Temos motivos concretos para confiar no que já foi construído.
Nosso maior desafio não é inventar tudo do zero, é transformar essas melhores práticas internas em padrão da companhia, aplicando com disciplina aquilo que já funciona muito bem em nossas operações. A partir desse diagnóstico, nossa agenda está concentrada em quatro pilares muito claros. Eles estão conectados entre si e fazem parte de uma premissa muito simples, não basta crescer, precisamos executar melhor, padronizar o que funciona e garantir o retorno adequado sobre o capital alocado. Dos quatro pilares citados, o primeiro é a estabilização e ganhos de eficiências nas operações. Garantindo qualidade, previsibilidade e estabilidade nas linhas críticas.
Isso passa também por assegurar que os novos produtos atinjam a rentabilidade esperada, reforçando a gestão de contratos com regras claras de volumes e repasses. O segundo, não menos importante, é a gestão de portfólio de ativos, garantindo que a peça certa esteja na linha certa e com o preço certo, priorizando que linhas remunerem adequadamente o capital. A automação, também terá um papel relevante como um processo chave de segurança, qualidade e produtividade. Com a priorização dos projetos com retorno comprovado, especialmente em processos críticos de produtividade, qualidade e estabilidade operacional. Por fim, crescer através de agregação de valor, crescendo com disciplina, aumento das margens e geração de valor económico.
Passando ao próximo slide, destacamos a evolução das iniciativas de otimização de capacidade e eficiência operacional. Temos passos relevantes no processo de otimização do Footprint industrial, com a redução de um turno da planta de Betim, e a relocação gradual da produção para outras plantas. Esse movimento já gerou ganhos de 40 milhões no primeiro semestre. E totalizará 100 milhões em 2026, condicionados à conclusão das transferências, validações, estabilização operacional e efetiva redução da estrutura de custos. Nosso objetivo não é ter a maior capacidade possível, é ter a capacidade adequada para atender os clientes, crescer com disciplina e remunerar adequadamente o capital investido.
Além disso, as iniciativas voltadas à qualidade, manutenção, produtividade e nível de serviço contribuíram com 23 milhões no primeiro semestre, com benefício esperado de aproximadamente 140 milhões no ano. Gostaria de reforçar que essa agenda não se limita à redução de custos. Estamos falando de organizar melhor os fluxos industriais, elevar a produtividade, melhorar a qualidade, liberar a capacidade nas linhas mais competitivas e garantir que cada ativo tenha um papel claro na geração de retorno. A companhia também segue ampliando sua participação em segmentos estratégicos, com novos contratos em diferentes estágios de run-up, que contribuíram com receitas de aproximadamente 250 milhões que já entraram nesse primeiro semestre. Os sinais de mercado são positivos, mas a recuperação dos resultados dependerá da nossa capacidade de capturar as oportunidades que estão sob nosso controle.
Esse será o foco da gestão nos próximos trimestres. Passo agora a palavra ao Rodrigo, que comentará em mais detalhes o desempenho financeiro do trimestre.
RORodrigo
Obrigado, Aho e bom dia a todos. Como já comentamos, as receitas totalizaram 2,5 bilhões nesse segundo trade de 2026, queda de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior refletindo, principalmente, o menor volume de vendas no mercado interno e apreciação cambial ao longo do período. A atribuição geográfica da receita foi de 42% na América do Sul e Central, 38% na América do norte, 17% na Europa e 3% dos mercados da Ásia, África e Oceania. No recorde por negócio, 86% da receita foi gerada por componentes estruturais e contratos de manufatura, com foco e ferro fundido e serviços de maior valor adicionado, como usinagem e montagem de componentes. Já o segmento de distribuição respondeu por 8% da receita, com foco na comercialização de peças de reposição e produtos hidráulicos.
E os 6% restante vieram do segmento de energia e descarbonização, com destaque para conjuntos geradores, motores de fabricação própria e soluções voltadas à agenda de descarbonização. No próximo slide, olhando primeiro para o mercado interno, as receita das unidades de componentes estruturais e contratos de manufatura foram impactadas pelo desempenho mais fraco do mercado de veículos comerciais, especialmente nos segmentos pesados, refletindo juros elevados, maior inadimplência e um agronegócio mais pressionado, com efeitos também nas aplicações offroad. Já no mercado externo, o aumento das encomendas de caminhões pelas montadoras já se reflete na demanda da companhia, sustentada pelas renovações de frota, fruto da melhora da demanda e das condições de fretes, além dos investimentos em infraestrutura. As vendas destinadas às aplicações offroad no mercado externo, caracterizado por longas cadeias de produção, performaram de forma positiva no período. Esse crescimento está relacionado aos setores que demandam por aplicações em motores de grande porte, tais como data centers, construção não residencial e mineração, que contribuíram para mitigar os efeitos do desempenho inferior do segmento agro nos mercados internos e externos.
E por fim, os produtos de maior valor adicionado representaram 45% da receita dessa unidade, reforçando a importância estratégica de soluções com maior complexidade técnica e maior contribuição para a rentabilidade. Avançando, destacamos o desempenho da unidade de energia descarbonização. O desempenho do trimestre foi impactado principalmente pelas menores vendas de grupos geradores, tendo sido parcialmente mitigado pelo crescimento das receitas com motores próprios, aplicados em mineração e construção do Brasil e no exterior. Com isso, as receitas dessa unidade de negócio recuaram 18% em relação ao segundo tri de 2025, e representou 6% da receita total da companhia no trimestre. Dando continuidade temos a unidade de peças de reposição.
O desempenho foi impactado por uma queda de 6%, refletindo a piora do ambiente macroeconômico, com juros elevados, fretes pressionados e o pior desempenho do agronegócio, impactando os níveis de estoque na cadeia e a postergação de manutenções por distribuidores e transportadoras no início do ano. A unidade de negócios representou 5% da receita total da companhia no período. Seguindo temos custos e despesas do período. A queda dos volumes de produção em níveis superiores aos volumes de venda pressionou a diluição de custos fixos e impactou a margem bruta, que atingiu 12% no período. Observamos também pressão de custos e mão de obra, além da apreciação do peso mexicano, efeitos parcialmente compensado por iniciativas de redução de custo e ganho de eficiência operacional.
Já as despesas operacionais reduziram 6% em relação ao ano anterior, diante de menores despesas com fretes, apreciação cambial e ganho de eficiência. Na sequência, destaco na parte superior o EBITDA ajustado, que totalizou 156 milhões no segundo tri de 2026, com margem de 6,3%. A margem do negócio tradicional foi de 5% no trimestre, refletindo a queda nos volumes de produção, com impacto na diluição de custos fixos. Por outro lado, a operação da MWM apresentou uma margem de 9%, estava em relação ao ano anterior. E na parte inferior do slide temos o resultado líquido, que foi um prejuízo de 11 milhões decorrente de fatores operacionais.
Na sequência temos principais efeitos que impactaram o EBITDA ajustado no período. O efeito líquido dos volumes de vendas e produção gerou impacto negativo de 6 milhões. Enquanto a apreciação cambial, principalmente do real e do peso mexicano, adicionou um efeito negativo de 104 milhões. Esses impactos foram parcialmente compensados por iniciativas de redução de custos e despesas, além de um mix de produtos mais favorável, que contribuíram com 68 milhões no período. Olhando o resultado financeiro do período, as despesas financeiras permaneceram estáveis em relação ao ano anterior.
Já as receitas financeiras avançaram 10% no período, diante do aumento da posição de caixa em reais. Por fim, a variação cambial sobre as linhas do balanço em moeda estrangeira, combinada com os resultados das operações de hedge, gerou uma receita de 24 milhões, frente a 26 milhões no segundo tri de 2025. Sobre as principais contas do capital de giro, ciclo de conversão de caixa teve redução de vinte e seis dias antes do segundo tri de 2025, e cinco dias frente ao primeiro tri de 2026. Na comparação com o trimestre anterior, o contas a receber cresceu 49 milhões, com impacto de três dias no prazo médio de recebimento, refletindo principalmente maior volume de vendas no segundo trimestre. Além disso, contas a receber em moeda estrangeira, que representa 65% do total, foi impactado pela apreciação do real.
Em estoques, houve redução de 117 milhões, equivalente a quatro dias, refletindo as iniciativas de gestão de capital de giro, com destaque para produtos acabados e em elaboração. Já no contas a pagar, observamos um aumento de quatro dias, consequência principalmente do maior volume de compras, em especial no final do trimestre além das ações de gestão. Seguindo a apresentação os esforços na gestão de capital de giro sustentaram o bom nível de geração de caixa operacional nesse primeiro semestre, com 502 milhões, reforçando a disciplina na alocação de capital que seguirá como prioridade. E por fim, a dívida líquida final do segundo tri de 2026 totalizou 1,9 bilhões, redução de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, e 8% frente ao primeiro tri de 2026. Alavancagem correspondeu a quatro vezes o EBITDA ajustado dos últimos doze meses, refletindo principalmente o menor EBITDA acumulado ao longo do ano.
Sobre a composição da dívida, 57% das obrigações estavam denominadas em moeda estrangeira. Por outro lado, 52% da posição de caixa também estava em moeda estrangeira, o que contribuiu para uma proteção natural do balanço. Encerramos o trimestre com uma posição de caixa de 2 bilhões, reforçando a liquidez da companhia. Com isso, eu passo a palavra ao Ricardo.
RIRicardo
Obrigado, Rodrigo. Bem, seguimos com uma visão positiva para a segunda metade do ano, especialmente no mercado externo, confirmando as expectativas que apresentamos na última teleconferência. Naquele momento, já vimos sinais que indicavam para recuperação gradual em mercados relevantes para a companhia no decorrer do ano, especialmente nos Estados Unidos. Tal perspectiva era sustentada pela redução nas incertezas, principalmente as tarifas, melhora dos preços de frete, necessidade de renovação de frota, e a clara elevação das novas encomendas de caminhões junto às montadoras. Esses fatores continuaram evoluindo ao longo do segundo trimestre, como demonstrado nos resultados e nas projeções públicas dos nossos clientes.
Na América do Norte, apesar de a produção de caminhões no primeiro semestre manter-se abaixo do volume do mesmo período de 2025, nossos clientes estão adicionando turnos de trabalho e preparando-se para um maior ritmo de produção, em resposta à elevação de encomendas. Como nós estamos na ponta da cadeia, passamos a sentir os efeitos desses movimentos já no segundo trimestre, refletindo-se em vendas no trimestre superiores às do mesmo período do ano passado. Nossas carteiras permanecem robustas e sustentam a manutenção da trajetória de crescimento de vendas no segundo semestre. Além dos veículos comerciais, vale destacar a dinâmica positiva em aplicações off-road no mercado externo. Temos observado maior demanda por componentes para motores de maior porte, especialmente em aplicações ligadas à construção não residencial, mineração e energia.
A cadeia relacionada a data centers por exemplo, tem sustentado demanda por motores de maior porte para geradores de energia de backup. E esse movimento tem ajudado a compensar parte da fraqueza observada em segmentos ligados ao agronegócio. No Brasil, por outro lado, o ambiente segue mais desafiador. Juros elevados, condições de financiamento mais restritas e um agronegócio ainda pressionado continua impactando a demanda por veículos pesados e aplicações off-road. Olhando para a segunda metade do ano, a carteira de pedidos englobando todas as regiões onde atuamos apresenta uma evolução favorável, com crescimento em relação ao mesmo período de 2025, e volumes superiores ao do nosso orçamento.
Aqui, vale menção também a contribuição positiva do mercado europeu, onde o ciclo de elevação das vendas e produção de veículos comerciais teve início mais cedo do que nas demais regiões. Outro ponto relevante é a contribuição dos novos contratos. Além da recuperação gradual dos mercados, a Tupy vem aplicando sua participação em segmentos estratégicos. Para 2026, estimamos receita superior a 600 milhões provenientes de novos projetos, das quais aproximadamente 250 milhões já foram reconhecidas no primeiro semestre. Esses contratos estão em diferentes estágios de aceleração, e são relevantes por dois motivos.
Primeiro, porque representam ganho de participação em clientes e mercados importantes, como o de caminhões classe oito nos Estados Unidos, categoria que atualmente temos representatividade relativamente baixa. Segundo, porque possuem maior agregação de valor, como serviços de usinagem, e com isso trazem condições econômicas superiores às da carteira alegada. Comparando os produtos que estão em fase de ramp-up, mais avançada, podemos afirmar que a contribuição desses produtos já é visível nos resultados. Esse ponto é importante porque reforça uma mensagem que a companhia vem trazendo ao mercado, ou seja, não buscamos crescer apenas em toneladas, queremos crescer também em negócios com maior agregação de valor, de serviços de manufatura, que fortaleçam as parcerias estratégicas com os nossos clientes e contribuam para melhores margens e retorno sobre o capital. O terceiro ponto que eu gostaria de destacar é a agenda comercial.
Como comentado anteriormente, o câmbio teve impacto relevante no resultado do trimestre. Uma parcela das nossas receitas possui mecanismos contratuais de reajustes que permitem a recuperação de parte dos impactos, porém, em função da defasagem entre o impacto e o efetivo ajuste de preço, a recuperação é esperada apenas nos próximos trimestres. Essa é uma dinâmica que já havíamos explicado no trimestre anterior e que segue válida. Para os negócios não protegidos, seguimos em discussões comerciais com os clientes. São conversas conduzidas com foco no relacionamento de longo prazo, sustentabilidade do negócio e remuneração adequada dos nossos produtos, serviços e ativos.
Ao final dessas discussões, esperamos buscar recuperação do impacto cambial superior ao que os contratos atuais prevêem, mas também buscar o aprimoramento das proteções contratuais em geral. Em resumo, vemos uma combinação mais favorável para a segunda metade do ano. Mercados externos com sinais melhores, carteira robusta, novos contratos em aceleração e uma agenda comercial promissora. Com isso, eu passo a palavra de volta ao Arru.
PParticipante 2
Obrigado Ricardo. Para concluir, nossa visão é que o segundo trimestre ainda não representou o nível de resultado que podemos entregar. Entramos no segundo semestre com uma carteira mais robusta e sinais melhores em mercados relevantes. Porém, o crescimento do mercado não fará todo o trabalho por nós. O volume adicional só se converterá em aumento de margens e geração de valor se tivermos um sistema de produção estável, eficiente e capaz de remunerar adequadamente o capital empregado.
Desta forma, as ações estarão concentradas nas seguintes frentes. Primeira, a consolidação dos ganhos de custo e mix, com a aceleração das ações de eficiência operacional, qualidade e avanço nos produtos com maior valor agregado. Segunda, diluição de custo fixo, com aumento de produção em linhas mais eficientes. Terceira, disciplina comercial, mitigando os efeitos cambiais e efeitos externos, garantindo a remuneração do capital. E quarta, controle do capital de giro e redução da alavancagem.
Para isso, estamos fortalecendo a cultura da responsabilidade pelos resultados e conectando as decisões do dia a dia aos resultados econômicos da companhia. Cada área precisa conhecer claramente seu papel de criação de valor, seja junto aos clientes, nos produtos ou nas operações. Agradeço a presença de todos e agora iniciaremos a sessão de perguntas e respostas.
Perguntas e respostas
Pergunta 1Gabriel Frazão, Bank of America
OPOperador
Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Para fazer uma pergunta, por favor clique em levantar a mão. Se a sua pergunta for respondida, você pode sair da fila clicando em abaixar a mão. Nossa primeira pergunta vem do senhor Gabriel Frazão, do Bank of America. Senhor Gabriel, seu microfone já está liberado.
GFGabriel FrazãoBank of America
Bom dia, pessoal, obrigado pela, por pegar minha pergunta. Seria uma pergunta sobre as perspectivas para o segundo semestre do ano. A gente entende que a carteira de pedidos, que vocês comentaram ali no release não é, sugere uma aceleração relevante de volume, o que devia ajudar na diluição dos custos fixos, mas nesse patamar de hoje o câmbio ele deveria ser desfavorável para margem na nossas contas, pelo menos pelos próximos meses. Se a gente pudesse ouvir de vocês, se com a visibilidade que vocês têm hoje, essa alavancagem operacional e os ajustes de capacidade, eles já seriam suficiente para levar essa margem de volta para o nível de dois dígitos no segundo semestre, seria muito bom. E também, se me permitirem um outro ponto, sobre a quebra de custos que vocês mencionaram no release, teve aumento muito forte nos custos de mão de obra.
Se a gente puder ouvir de vocês se o principal fator para, que provocou esse crescimento, foi o, a contratação de mão de obra que aconteceu ali antes do da melhora na demanda e se isso deveria ser normalizado no segundo semestre, também seria bom. Obrigado.
RORodrigo
Oi Gabriel, bom dia, Rodrigo falando, obrigado pela pergunta, eu vou pegar a segunda parte aqui com relação à quebra dos custos, falar de fato a gente enxerga, enxergou não é, uma movimentação maior nessa rubrica do nosso balanço dado principalmente ao aumento de capacidade não é, dos níveis nos níveis correntes, e a necessidade de contratação de mão de obra extra e algumas horas extras também, está? E fora isso a gente também teve a questão do,
PParticipante 5
do de sítio.
RIRicardo
Gabriel, é o Ricardo, eu vou complementar a respeito do câmbio, não é, que tem um impacto importante na margem. Como, como a gente comentou durante a apresentação aqui, os nossos contratos permitem a recuperação, não é? Porém essa recuperação vem com defasagem. No terceiro tri, a gente espera recuperar cerca de 15 milhões, não é, de dados dentro dos contratos, e, temos boa expectativa para conseguir acordos com clientes que nos permitam recuperar não é um valor significativamente superior a esse, não é, através desses contratos, desses acordos, não é, fora contrato não é? Fora, fora o que está previsto em, nas condições contratuais.
RORodrigo
É isso. O Gabriel, eu vou, euguei tiro, eu vou complementar aqui com a tua teu tua questão aí se a gente continua perseguindo os dois dígitos de margem não Na verdade assim, é um conjunto de medidas, que estão sendo tomadas pela companhia não é o ARO trouxe algumas aqui de eficiência operacional. O Ricardo acabou de nos informar aqui, todos aqui, que esse processo de renegociação com clientes ele é, ele é ele tem a defasagem, mas a gente tem um segundo semestre com, gatilhos aí que vão acontecer, E também tem a retomada do mercado não é? Naturalmente o terceiro trio é um melhor trisazonal e esse ano conjuga com a retomada do mercado americano então, resposta objetiva para você é que, a gente continua perseguindo não é, no segundo semestre, a retomada de, no mínimo dois dígito que a companhia já teve.
GFGabriel FrazãoBank of America
Está certo pessoal, muito obrigado.
Pergunta 2Fernanda Urbano, XP Investimentos
OPOperador
Nossa próxima pergunta vem da senhora Fernando Urbano, da XP. Senhora Fernanda, seu microfone já está liberado.
FUFernanda UrbanoXP Investimentos
Trajetória aí de alavancagem, acho que assumindo aí o cenário base que vocês têm hoje, de ganhos não é que vocês esperam com essas iniciativas de otimização de capacidade e produtividade, queria entender o que que vocês estão esperando aí de trajetória de alavancagem até o final do ano não é acho que enfim, em linha também porque vocês falaram na pergunta anterior sobre a trajetória de rentabilidade, e entender também o quanto dessa desalavancagem depende da recuperação de EBITDA que a gente deveria ver não é conforme o terceiro e o quarto trientam aí na conta, e o quanto vocês ainda veem espaço para alguma redução adicional de dívida líquida via capital de giro. Essa seria a primeira pergunta? E uma segunda pergunta um pouco mais de longo prazo e mais voltada aí para o Arro, enfim a gente determinou nosso sucesso aí, e aí a gente queria entender nesse começo de mandato, que que está mais no topo da agenda não é, a gente já vê a Tupy, executando uma série de iniciativas bastante importantes aí do lado do micro da companhia, mas entender onde você vê espaço aí, onde vê oportunidades para para empresa avançar ainda mais.
PParticipante 5
Obrigada.
RORodrigo
Fernanda bom dia, Rodrigo, obrigado pela pergunta. Falando sobre alavancagem está? Nós, nós temos não é, assim como comunicado muito ao mercado uma trajetória de desalavancagem, está nós entregamos agora um segundo tri, em um nível muito mais saudável daquele que nós havíamos comentado está? E a ideia mais ou menos é essa, é continuar uma desalavancagem, está gradual, então segundo o tri, vocês enxergaram um maior nível, não é o seria o pico, está? E evidente, essa alavancagem ela ficará menor, está, à medida com que, nós tenhamos aí uma retomada de volumes assim como a gente espera para o terceiro tri, uma margem bastante positiva acima de dois dígitos está?
O terceiro tri, ele vai ser um período onde nós teremos um consumo de caixa está, tanto porque nós estamos não é incrementando o nível da atividade da companhia, está então a gente vai ver alguma mudança mas nada significativo no ciclo de conversão de caixa, e a gente devolve isso no quarto tri, ou seja não é o nosso plano, ele continua válido, está a gente espera aí uma alavancagem no final do ano, abaixo de duas vírgula cinco vezes.
PParticipante 2
Fernanda, bem? Ô Harro, obrigado pela pela pergunta. Como como eu como eu falei assim eu acho que é olhando para frente não é, as grandes oportunidades que a gente acredita que que vão nos ajudar mais não é, e agregar muito mais valor à à companhia, são essas iniciativas que já têm algumas andando não é, como tu comentaste de eficiência, mas deu para ver que dentro de casa a gente tem excelentes exemplos como eu falei. Então se a gente pegar a linha com melhor OI, e melhores índices de qualidade em relação às que não estão no mesmo nível, a gente enxerga oportunidades de estabilização e melhoria interessantes. Toda toda essa parte inclusive foi motivo de uma das perguntas de de mão de obra por nós ter ter essas oscilações de mão de obra, eu eu enxergo o lado cheio do copo porque isso gera um certo turnover, isso tem, nos dá oportunidade de acelerar o programa de automação, principalmente nas áreas aonde a gente tem oportunidade de melhoria de segurança e qualidade da companhia, não é e aí isso também não é, vem vem vem em linha com a essa disciplina que eu falo de, essa disciplina operacional, mas também com o que o Ricardo comentou da disciplina comercial, então a gente fala aqui que nós temos que ter a peça certa, na linha certa, com o preço certo, Não é essa essa essa disciplina de fazer esse rearranjo, de desse dessa realocação que a gente está fazendo tem oportunidades muito boas, porque quando eu comparo nossas melhores linhas com as melhores linhas do cliente a gente não tem a mesma escala, não é, e e isso pode nos levar a ganhos bem significativos para frente se a gente usar a mesma filosofia.
Ou seja, ter as linhas de alto volume e ter as linhazinhas de Cat's and Dogs, com os seus preços de acordo com essa complexidade não é? E e por último então essa disciplina que eu que a gente já está vendo na companhia que e que vamos continuar não é que é essa, a parte de de redução de inventários e melhoria do capital de giro, e essa alocação do Capex exatamente nessas linhas que a gente enxerga que é o nosso tema de casa não é, em automação, em melhoria de melhoria de segurança e qualidade através dessa oportunidade que que a gente tem tem à mesa e e eu te digo que é talvez a, ela é de médio e longo prazo mas a curto prazo ela vai acontecer de uma de uma maneira mais intensa assim então, isso que eu enxerguei como como oportunidades para gente dar uma melhorada na nossa nossa página do futuro aí.
FUFernanda UrbanoXP Investimentos
Ficou claro, obrigada, bom dia.
OPOperador
Nossa próxima pergunta, vem do senhor Gabriel Resende do Itaú DBA. Senhor Gabriel, o seu microfone já está liberado.
FUFernanda UrbanoXP Investimentos
Oi pessoal, bom dia, obrigado pelo espaço aqui também. E eu só queria fazer um follow-up na na discussão toda de retomada de volumes agora no segundo semestre, e talvez pensando também em 2027, só para mim nas últimas nos últimos meses não é desde a última conferência que a gente teve aqui com vocês, o que que mudou no ritmo de recuperação não é? Entendo que está está claro para todo mundo que essa recuperação acontece no segundo semestre, eu só queria entender se o o ritmo de recuperação, o ritmo eventualmente de entrada de pedidos, expectativa de output ali das montadoras, melhorou ou piorou nos últimos meses não é? Então só entender como que está eventualmente esse ponto específico inflexionando positivamente ou negativamente, e aí dentro disso também, como que a gente poderia pensar em avanços de volume ali em 2027 também? Obrigado.
RIRicardo
Olá Gabriel, é o Ricardo. Eu acho que, respondendo de de forma objetiva a tua pergunta, os os dados que nós temos não é, que foram disponibilizados desde o último call sustentam não é, a nossa visão de um segundo semestre forte não é, mais forte do que o primeiro, não é? E, e uma trajetória que, possivelmente se estende até 2027, não é? O, o que a gente viu da EJULTIMO COL, não é? A confirmação da tendência de elevação de novas encomendas, não é, de frotistas junto às montadoras, o resultado do, dessas novas encomendas no segundo tri, quase bateu 200% em relação ao segundo tri do ano passado, não é?
E isso sustenta um um backlog total, uma carteira total nesse momento por caminhões classe oito nos Estados Unidos, de cerca de 180.000 unidades, é? Aí tem dois, acho que, duas conclusões que a gente tira desse número, não é, de de um backlog tão elevado. Primeiro, cabe pouco mais, não é, na na capacidade de produção do segundo semestre, não é nos Estados Unidos, de todas as montadoras. E esse é o backlog mais elevado desde o segundo trimestre de 2023, Ou seja, clara não é a confirmação de que a recuperação está em pleno curso. Queria aproveitar também para, falar um pouquinho sobre o que sustenta nessa recuperação.
A gente, a gente, vinha indicando não é, recuperação do de fundamentos, não é, principalmente a questão do preço do frete não é, a rentabilidade dos frotistas, isso também a gente vê se confirmando, não é? As taxas spot não é, de frete spot nos Estados Unidos hoje, cresceram 20% em relação ao início do ano, não é? E, e esse é o principal fator que sustenta essa essa retomada. A gente falava não é, que, o a entrada do do IPA vinte e sete poderia representar um um upside, a gente nunca sustentou a nossa tese de recuperação de vendas e produção no, não é? Mas sim na recuperação dos fundamentos, na recuperação do do setor, e é isso que a gente está vendo acontecer.
O, e fundamentos, incluem aí também não é a questão da necessidade de renovação de frota, porque a frota bateu agora com a idade média de seis anos, é a maior em nove anos, ou seja começa a ficar muito caro para o frotista operar um caminho velho, e e e com a, a melhora dos fundamentos, a melhora da, do preço do frete, então o setor se anima a, a, a colocar esses pedidos não é? E, e a gente, e a gente vê a, acho que a questão da da da robustez não é da da da dessas novas encomendas, e o fato, o fato de que vai faltar capacidade provavelmente esse ano para produzir tudo que há em carteira, isso deve se estender ao longo do, não é do, enfim todo o segundo semestre e início do, início do ano que vem, não é?
PParticipante 5
Claro, obrigado.
Pergunta 3
OPOperador
Nossa próxima pergunta vem da senhora Andressa Barotto da UBS Bibi. Senhora Andressa, seu microfone já está liberado.
PParticipante 5
Bom dia, obrigada por pegarem a minha pergunta. Dois pontos rápidos aqui do meu lado, uma um pop-up aí também nessa discussão do do segundo semestre. Quando a gente olha para o segundo tri, tirando assim o mercado interno e talvez até ajustando para por câmbio a gente já vê que teve uma melhora significativa ali não é nos resultados, olhando ali para componentes estruturais no, no mercado externo, isso, enfim deve continuar aí para frente e até melhorar ainda mais. Enfim mas quando a gente continua pensando nessa questão do câmbio que é uma incerteza não é, gente não sabe se pode continuar atrapalhando ou se eventualmente pode ficar mais a favor de vocês e também o mercado interno que acho que as perspectivas não são, tão enfim não, não existe uma perspectiva aí de de recuperação não é, o quanto que isso poderia continuar atrapalhando aí nessa, nessa perspectiva de, de melhoria de de resultados acho que vocês já abordaram um pouco em relação não é à tentativa de capturar, aí no câmbio mas falar um pouco talvez sobre o mercado interno e não é, estando ruim como que isso pode atrapalhar.
E a minha segunda pergunta, seria enfim sobre as tarifas americanas não no meu entendimento é que desde que, a maioria dos produtos da Tupy foram enquadrados na dois três dois não tivemos, mais muitas mudanças mas, como recentemente nós vimos aí outras tarifas para o Brasil, só queria confirmar, se é isso mesmo ou se, se não tem nenhum impacto adicional àquilo que já está na dois três dois, obrigada.
RIRicardo
Olá Andressa, bom dia, é o Ricardo, eu vou começar respondendo à tua pergunta sobre tarifas, aí eu passo para o Rodrigo complementar. Bem, é o que é o que você falou não é? No nosso caso, os nossos produtos se enquadram na na dois três dois, então todo esse ruído que a gente viu aí nas últimas semanas sobre as novas tarifas não é, a posição da da seção três zero um, não, não nos impacta não é? Então isso está, está sacramentado desde novembro do ano passado, e, e como nós já falamos em calls anteriores, o impacto da tarifa foi foi negociado com os clientes e repassado aos preços.
RORodrigo
Vanessa, bom dia Rodrigo. Obrigado pela pergunta, então vamos lá. Eu acho que a gente tem que pensar assim em um conjunto de ações não é? A gente tem visto aí o mercado norte-americano, não é compensando, vindo forte, não é mas por outro lado também, como você bem comentou não é, o câmbio é um agressor no nosso resultado, não é? E como é que a gente, como é que a gente trata isso internamente não é?
Nós temos aí discussões com os nossos clientes, está? Até na questão da gente conseguir um reequilíbrio econômico e financeiro desses contratos, mas também, a gente sempre comenta não é, grande parte da lição de casa, ela é interna. E tudo isso, a gente enxerga, não é e a gente tem colocado isso ao mercado também de uma forma bastante clara, o resultado desses esforços não é, então uma vez que a gente vai e consegue reduzir a capacidade não é, assim como nós fizemos agora em Betim, nós temos aí projeto de eficiência, tudo isso ele traz um um valor bastante significativo e ele é perene. Então de certa forma o que que a gente consegue fazer? A gente vai sempre equilibrando essa conta dentro desse pacote de ações, está?
Então natural, quando a gente fala, em um em um ramp-up da companhia agora, nós temos muita crença que, todos esses projetos, assim com a vinda do mercado, favorecerá muito a companhia. De fato, o câmbio é um ofensor? Sim, mas a gente também tem tratado isso com nossos clientes, está?
PParticipante 5
Obrigada.
Pergunta 4Kiepher Kennedy, Citi
OPOperador
Nossa próxima pergunta vem do senhor Kiefer Kennedy, do City. Por favor senhor Kiefer, seu microfone já está liberado.
KKKiepher KennedyCiti
Olá pessoal, tudo bem? Bom dia, obrigado por tomarem aqui minha pergunta, são duas aqui do nosso lado. Aqui no, na questão do do classe oito dos Estados Unidos está claro que ele está muito forte, mas mas fato é que esse é um segmento não é que historicamente é bastante cíclico não é, tem períodos ali de compras muito fortes, eu acho que é que gente está vendo agora, seguidos por ressaca. Quando vocês olham para os indicadores que vocês acompanham junto às OM's e clientes, vocês acreditam que a gente ainda está longe desse desse pico de ciclo, que historicamente o o setor mostrou, e talvez mais importante do que isso não é, qual que é o nível de confiança aqui da companhia de que a demanda ela vai conseguir permanecer em patamares saudáveis ao longo de 2027, mesmo após esse período mais forte de encomendas. E na segunda, eu acho que você, talvez um follow-up não é, que pensando mais em em Brasil, depois desses ajustes de capacidade não é, realizados não é, nesses últimos anos pela companhia, A Tupy hoje eu acho que ela está mais clean, mais preparada para para para atender essa demanda mais forte quando ela vier, mas em que nível essa retomada de demanda se faz sem uma necessidade de investimento adicional relevante não é, em outras palavras, quanto à capacidade disponível ainda tem antes que se precise adicionar eventualmente os recursos produtivos, pensando em uma retomada de de Brasil aqui mais forte, são essas duas, obrigado.
RIRicardo
Olá Kiefer, é o Ricardo novamente, obrigado pela pergunta, eu vou começar respondendo a tua pergunta sobre Estados Unidos, e depois eu passo para o Arvo falar sobre capacidade. Vamos lá não é? Sobre, sobre a questão de o quão distante a gente está do ciclo, não é do do pico do ciclo, eu diria que a gente acabou de deixar o válido ciclo para para trás não é? O, em classe oito, só para pegar o número analisado de, do primeiro tri, a indústria produziu 215.000 caminhões, não é? E vamos lembrar que o pico dessa indústria é trezentos e quarenta, não é por ano, ou já foi, não é?
Então a gente está bastante distante, não é?
PParticipante 5
O,
RIRicardo
a taxa de produção analisada de novo não é do segundo tri, com base nos dados disponíveis, indicam para algo como duzentos e cinquenta, 260.000, não é? E, e as montadoras estão se preparando para atender uma demanda maior, se capacitando não adicionando turnos de trabalho, que eu acredito que, a gente deve ver taxas analisadas aí no segundo semestre, rodando em torno de 280.000. Ou seja, tem bastante ainda para gente, ou para indústria não é? Acho que, retomar para para chegar no pico. E esses picos eles, de certa forma, em algum momento, eram favorecidos, não é, ou impulsionados, não é, por mudança em regras de emissões.
E com o que foi decidido esse ano a respeito da entrada do EPA vinte e sete, esse, vamos dizer, essa transição é atenuada, não é? E a gente não deve ver um efeito forte de pre-by, não é? Isso, isso favorece a indústria, favorece a cadeia, não é? Porque evita esses solavancos mais fortes, e permite que a gente opere de forma mais estável. Então isso a gente vê com bons olhos.
PParticipante 2
Tiffer, obrigado pela pergunta que eu erro. A parte de capacidade na verdade, esse projeto e e quando tu chama Katupim está Lean, eu te digo que ela vai ficar linear não é, nós vamos nós estamos perseguindo alguns projetos a mais, além dos que já têm aqui, porque como eu falei não é, aí é muito mais o olho do do engenheiro de produção não é, a gente tem linhas com o I muito elevado, que diziam o I quase a nível classe mundial, e temos linhas com o I muito baixo. E a tradução dessa melhoria do o I baixo com o I alto é ganhos de capacidade. Então a gente não vai precisar investir nada na base, nenhum investimento significativo, para ter ganhos de capacidade nas linhas produtivas, que eu sempre classifico a linha que eu chamo de competitiva e a não competitiva. As linhas não competitivas, essas a gente vai continuar tirando a capacidade, só se não é alguém estiver disposto a pagar esse custo, e aí vem esse acordo essa parte da disciplina que a gente vai ter em em fazer uns acordos com os clientes, quem quiser usar essa capacidade não competitiva aí é outra outra página.
Mas nós temos muita muito muitos ganhos ainda somente naquilo que eu falei anteriormente de a peça certa na linha certa, nós vamos ter muito, nós temos mais capacidade, muito mais capacidade a ser desfrutada da que a gente tem hoje. Joinville por exemplo nós nós estamos chegando a um nível, agora retomando não é, que tinha de vinte e quatro em termos de capacidades sem nenhum investimento, o gargalo e a dor da é muito mais essa variabilidade de mão de obra que eu comentei, que para gente estabilizar esse processo de oscilações não é, que vá que o mercado tenha no futuro, nós vamos estar é, sim investindo, mas aí em um processo muito mais voltado à automação, com com essa vista de de segurança, qualidade e produtividade, e estabilizar não é, eu sempre acredito como eu falei desde a primeira vez para vocês que, uma vez que nós tiver essas linhas estáveis, a gente consegue crescer e crescer em produtividade e capacidade então, não vejo, não consigo ver nenhum investimento na base, e sim investimentos pontuais não é, com com retornos significativos, em linha dessa estabilização da capacidade produtiva competitiva.
KKKiepher KennedyCiti
Obrigado pessoal, boa sexta-feira aí.
Pergunta 5Marcelo Motta, JP Morgan
OPOperador
Nossa próxima pergunta vem do senhor Marcelo Mota da JP Morgan. Senhor Marcelo, seu microfone já está liberado.
MMMarcelo MottaJP Morgan
Opa, bom dia a todos aqui. Uma pergunta aqui, um pouco na parte da de restruturações futuras e também de todas as economias aí que vocês esperam para o segundo semestre não é, enfim acho que o o entendimento aqui nosso, é que grande parte desses ganhos que você falou não é, seja do do Footprint aqui que tem 100 milhões, que daria mais sessenta no segundo semestre, como também esses cento e vinte aqui na parte de de produtividade, qualidade, isso já está dentro de casa não é enfim, imagino que aqui é um ganho de algo que vocês não é, já gastaram ao longo do primeiro semestre, mas entender aqui um pouco olhando para frente não é, quais seriam não é talvez os ganhos futuros que vocês almejam quando vocês olham não é, o o roll out ou a expansão não é, desse tipo de de programa que que vocês fizeram e e qual que talvez seria ainda o custo envolvido nisso, se talvez é um projeto mais on-go, então sempre vão existir custos de reestruturação até por tirar esses produtos não é, menos rentáveis das linhas, os produtos que não estão no no preço certo, isso sempre acaba envolvendo alguma mudança então, entender um pouco como é que a gente pode pensar essas duas métricas não é, o que pode vim de economia futuro, mas também às vezes quais são os os gastos ou os custos não é para se atingir esse tipo de de economia.
PParticipante 5
Obrigado.
PParticipante 2
O Marcelo, obrigado pela pergunta que eu avo. Eu vou eu vou só, pegando essas esses dois aí que tu comentaste não é desses que a gente está falando da otimização que é basicamente, a gente falou em retirada de turno mas ela vai continuar porque é o que eu falei antes não é, toda a capacidade que a gente identificou que é uma capacidade não competitiva, ela ela só vai ficar de pé se ela tiver retorno. E aí é aquilo que eu digo, a peça certa nem acerta, com o preço certo. Mas nós temos do outro lado, o que eu comentei que foi a grata surpresa não é, e que a Tupy tem excelentes ativos e tem linhas muito boas, ou plantas até muito boas, então a gente tem aí a planta mãe Joinville, mesmo em Joinville a gente tem sete linhas lá, tem linha que é estado da arte e tem linha que não é o estado da arte não é? Betinha a gente tem algumas linhas que a gente comentou que está tirando capacidade por ela não ser competitiva então, eu eu eu vejo não é que a gente vai continuar esse trabalho, que aqui é vamos dizer foi o primeiro ano não é que o time está coletando, tanto é que a, que os números são menores no primeiro semestre que isso aí é um a recém, e se iniciou durante o ano não é, e a gente vai coletar agora os frutos dessas iniciativas de qualidade e e produtividade, e e de manutenção, muito mais manutenção por tirar a capacidade e esse custo não vai existir mais, não é?
MMMarcelo MottaJP Morgan
E a parte de de de qualidade
PParticipante 2
eu te diria que o Ricardo e a gente também comentou, a gente tem um volume de negócios novos que já fomos, gente já comentou que são em torno de 600 milhões, dos quais duzentos e cinquenta troque e eu te, tu deve imaginar que isso tem uma curva de de aprendizado. Então a gente tem ganhos de qualidade a a serem executados inclusive nos novos produtos não é, que normalmente tem uma curva de aprendizado e a gente volta para os níveis de qualidade esperados e orçados. Então, eu acho que tem ganhos futuros de qualidade que não tem investimento nenhum, ganhos futuros de capacidade somente com melhoria de eficiência aí que também não tem investimento nenhum, e estabilização com foco na segurança e qualidade através da automação. Então esse sim eu eu eu eu imagino que seja uma frente nova que vocês vão estar ouvindo a gente reportar de agora em diante.
MMMarcelo MottaJP Morgan
Ah super claro, obrigado, bom dia.
OPOperador
Nossa próxima pergunta, vem do senhor Werner Roger, da Trigo no Capital. Senhor Werner, seu microfone já está liberado.
RIRicardo
Raul, bem-vindo aqui ao, Tupy não é, sucesso aí nessa nova jornada. São duas perguntas. Primeira questão a estudo de capital não é, eu não digo sobre alavancagem, mas a questão dos nossos recursos aí do, acho que é o Brasil soberana três se não me
PParticipante 5
engano,
RIRicardo
relevante, e uso, se vai ser para reforçar o caixa ou para reduzir o custo não é do do, da dívida atual. E em relação aos, às atividades não é, industriais, em relação ao biometano, não o etanol, mesmo geradores não é, e recursos aí do BNDES que financiam a biomobilidade, Queria saber como é que está não é o o mercado, ou as perspectivas, especialmente do do biometano não é, e o também tratores com etanol, e essas energias aí, biodiesel não e outras fontes de energia principalmente no no marítimo, geradores não é, nas nos no nas motobombas não todos esses setores que demandam esses combustíveis mais mais limpos e renováveis. Obrigado.
PParticipante 3
Wagner, bom
MMMarcelo MottaJP Morgan
dia, Rodrigo, obrigado pela pergunta.
RORodrigo
Vamos lá então a contratação desse financiamento do BNDS aqui, vá atender aos critérios aos quais a linha está destinada está, ou seja não é giro, apoio ao capital de giro, exportação e eventualmente também alguma alguma otimização da estrutura cara de capital da companhia está? O Werner, é o Bitiro, obrigado pela pergunta aí. Eu sei que você é um entusiasta aí na, o biometano, no etanol, nas fontes brasileiras é? Ô Werner, respondendo aqui a tua pergunta, a gente tem sim apoio não é, do BNDS, do Finep, dos órgãos governamentais de inovação aí para desenvolvimento dessas tecnologias. E a gente vem falando no mercado, não é você acompanha de perto, por ser acionista aqui de referência, que essa é uma avenida que leva a Tupy MWM para um novo ciclo, não é e nós apostamos muito na no no que nós estamos chamando aqui de new energy, que já é um conceito que o agro está trazendo aqui para para as nossas discussões.
E, você acompanha também que as OM's mundiais, enxergam o Brasil como uma avenida de crescimento por conta do agronegócio, por conta dos setores que geram essas energias, e elas têm necessidades de evoluir nesses nichos, não é que para eles são nichos mas para nós não uma oportunidade de escala, e a partir da aquisição da MWM nós adquirimos essa competência, de apoiá-las nesse desenvolvimento desses motores, não é que na verdade você precisa cumprir o ciclo de, ter o combustível, os motores e ter os equipamentos. Então a gente tem, discussões muito profundas e e aceleradas, de crescimento nessas avenidas e obviamente não está refletida no no EBITDA não então ela está refletida na parte, vamos chamar aí de CAPEX para isso, mas será sim, com certeza as, de onde nós buscaremos receitas muito próxima aí.
RIRicardo
Mentira, só aproveitando aqui, desculpe prosseguimento aqui. Subgeradores também, existe perspectiva aí que usar o o biogás não é e outras alternativas aqui para geradores não é, geralmente substituindo o diesel?
RORodrigo
Perfeito, tem segmentos e setores aí que precisam desses equipamentos não é, com todo esse portfólio da de novos combustíveis não também está no nosso portfólio o o Herman.
PParticipante 5
Está, muito obrigado.
Encerramento
OPOperador
A sessão de perguntas e respostas está encerrada. Gostaríamos de passar a palavra ao senhor Rodrigo Périco, antes de seguirmos para as considerações finais da companhia.
RORodrigo
Bom, gostaria de deixar uma mensagem pessoal. Encerro hoje um ciclo na Tupy. Tive o privilégio de participar de um período extremamente relevante da história dessa companhia. Foram anos de desafios complexos, decisões importantes e muito trabalho para fortalecer fundamentos, aprimorar a governança, elevar a disciplina financeira e preparar a empresa para um novo ciclo de geração de valor. Nada disso foi construído individualmente.
Os avanços que apresentamos ao mercado ao longo dessa jornada são resultados do talento, da dedicação e do comprometimento de um time excepcional, aliado ao apoio constante do conselho de administração e a confiança dos nossos acionistas, investidores e credores. Tenha orgulho do que realizamos juntos. Mais importante do que qualquer resultado trimestral, ajudamos a construir uma organização mais forte, mais preparada e com bases sólidas para enfrentar desafios e capturar oportunidade nos próximos anos. Encerrando esse ciclo, levo comigo um profundo sentimento de gratidão, carregando a convicção de que essa companhia contribuiu de forma decisiva para a construção da minha trajetória profissional. Agradeço ao conselho de administração pela confiança e pelo debate sempre qualificado, aos nossos acionistas, investidores, bancos e credores, pelo suporte e pela credibilidade depositada na companhia ao longo dessa trajetória, aos meus pares na diretoria executiva pela parceria, pelo senso de propósito e pelo compromisso permanente com a construção de valor.
Meu agradecimento especial também aos nossos colaboradores que todos os dias transformam estratégia em execução e resultados em realidade. E permitam-me uma menção particular ao time de finanças. Tive o privilégio de trabalhar ao longo de profissionais extraordinários, que enfrentaram desafios cada vez mais complexos com competência, integridade, resiliência e senso de dono. Muito do que construímos ao longo desses anos carrega dedicação silenciosa, mas decisiva, desse grupo de pessoas. Saio desse ciclo com orgulho do caminho percorrido, respeito pela história que ajudamos a construir e absoluta confiança no futuro da companhia.
Os fundamentos são sólidos, a estratégia é consistente e acima de tudo, as pessoas que sustentam essa organização continuarão conduzindo sua trajetória de crescimento e geração de valor. A todos que fizeram parte dessa jornada, o meu sincero obrigado.
PParticipante 1
Agora, seguimos para as considerações finais da companhia com o senhor Arruburgman.
PParticipante 2
Obrigado Rodrigo, em nome da Tupy, gostaria de registrar o nosso agradecimento por sua contribuição ao longo desses anos que esteve conosco. Sua liderança teve papel fundamental em momentos importantes. Seu profissionalismo, dedicação e compromisso com a geração de valor, deixaram marcas importantes na companhia. Desejo muito sucesso nos seus próximos passos, obrigado por tudo, e que você ajudou a construir e pelo legado que deixa para o futuro da Tupy. Para finalizar estamos otimistas com as perspectivas do restante do ano.
Temos uma cadeira carteira de pedidos mais robusta, apoiada em fundamentos sólidos e relacionamento de longo prazo. Ao mesmo tempo seguimos avançando com uma agenda interna importante, com foco em eficiência, produtividade, disciplina de capital e geração de caixa. Essa agenda está sendo conduzida por um time muito competente e comprometido com a criação de valor para a companhia. Como já anunciamos, a partir da próxima semana, Augusto Ribeiro passa a integrar esse time como CFO e novo d r I da Tupy, e estará conosco na próxima teleconferência de resultados. Obrigado a todos e que tenham um bom dia.
OPOperador
A conferência da Tupy está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham uma boa tarde.
TUPTUPY3 · 2T26Teleconferência de resultados
Tupy · 2T26
0:00
-59:05
Transcrição automática · Atlas (Deepgram nova-3, pt-BR, revisão 1), gerada a partir do áudio da companhia; pode conter erros, confira no áudio. Números falados não viram dado do Atlas. 8.823 palavras. Site de RI
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